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27 de março de 2013

A irracionalidade do pecado

burro“Quando o meu coração estava amargurado e no íntimo eu sentia inveja, agi como insensato e ignorante; minha atitude para contigo era a de um animal irracional”  - Sl 73.21-22

A confissão acima foi feita por Asafe e diz respeito à forma como ele havia se comportado antes de voltar a si e perceber que Deus era bom para com os de coração puro (73.1). Mas o que havia acontecido?

Podemos verificar isso a partir do segundo versículo do Salmo. Asafe afirma que quase se desviou dos caminhos do Senhor por ter inveja dos arrogantes e perversos. Na cabeça dele, os ímpios estavam numa situação bem melhor que a sua. Eles eram prósperos, não tinham preocupações, eram sadios e fortes, estavam livres de fardos e não eram atingidos por doenças. Além disso, eles eram bem vistos e ouvidos pelo povo que se saciava com sua sabedoria. Asafe chega a afirmar que “assim são os ímpios; sempre despreocupados, aumentam suas riquezas” (73.12).

Diante disso, a conclusão parecia lógica: servir a Deus conservando o coração puro e lavando as mãos na inocência havia sido inútil, pois ele era afligido e todas as manhãs castigado (73.13,14). Era como se ele estivesse dizendo: Se Deus não me dá o que eu mereço, não vale a pena servi-lo.

Entretanto, por mais lógica que possa parecer essa conclusão, ela esta errada por alguns motivos:

1. Ela aponta para as benesses desta vida como essenciais para a felicidade – Asafe achava que seria plenamente realizado à medida que tivesse “coisas”. Ele estava tão seduzido pela prosperidade dos ímpios que se deixava enganar pela ilusão de que aqueles que têm posses materiais estão isentos dos problemas e aflições desta vida. Certamente você conhece pessoas que sofrem e que enfrentam doenças terríveis a despeito de serem abastadas financeiramente (A alegria está em Deus – 25).

2. Ela pressupõe que o servo de Deus seja merecedor de bênçãos – Ao dizer que foi inútil servir a Deus, está implícita a presunção de merecimento. Como ele poderia passar por privações e aflições enquanto ímpios tinham de tudo? Há aqui um coração orgulhoso e cobiçoso. Um coração que serve a Deus por aquilo que ele pode conceder e não por quem ele é.

Vi isso de perto quando eu cursava o seminário e tive de entrevistar o pastor de uma igreja neopentecostal para o trabalho de uma matéria. Uma das perguntas era se a oração muda a vontade de Deus. Após responder que sim, o pastor arrazoou e terminou dizendo: “Se a oração não muda a vontade de Deus é melhor servir ao diabo”. Em outras palavras, servirei a “quem dá mais”.

3. Ela faz de Deus um “estraga prazeres” – Isso também fica implícito quando Asafe afirma ser inútil servir a Deus. O Senhor não o estava deixando usufruir aquilo que ele merecia.

Podemos ver isso quando, em nossos dias, alguns dizem: Deus deu ao homem o desejo sexual, mas mandou ter relacionamento só no casamento; Deus deu ao homem o paladar e o proíbe a gula, etc. Isso não é novo, se você estudar as primeiras páginas da Bíblia verá algo parecido com isso: “Deus deu o melhor fruto, aquele que era bom para se comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento tornando o homem como ele, e os proibiu de comer” (Leia Gn 3.1-7). Sabemos como terminou isso.

4. Ela parte de uma leitura pontual da vida – Asafe só conseguia enxergar a sua situação atual. Não havia em sua mente passado ou futuro, gratidão por aquilo que já tinha recebido do Senhor ou esperança quanto ao que Deus haveria de ainda fazer. O que importava era simplesmente o presente. Não é sem razão que Paulo ensina no Novo Testamento que “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co 15.19).

Foi por tudo isso que Asafe afirmou que sua atitude era a de um irracional. O pecado é sempre assim, irracional. Ele não parte de um entendimento correto, mas da completa falta de compreensão a respeito do caráter e das obras de Deus. Não foi à toa que Davi exortou seus leitores a não serem “como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Sl 32.9) e que Deus, por boca do profeta Isaías, disse a seu povo desviado: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (1.3).

O que trouxe Asafe à razão foi entender a vida numa perspectiva mais ampla e futura: “Até que entrei no santuário de Deus, e então compreendi o destino dos ímpios; [...] Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória” (73.17; 24). Esta vida e suas intempéries, diante da eternidade, não são nada. Ainda que tenhamos uma vida totalmente terrível (o que é improvável) diante da eternidade na presença bendita do Senhor não é nada.

A mudança de perspectiva faz com que ele também saiba que a satisfação verdadeira está no Senhor: “Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem me compraza na terra” (73.25) e que “bom é estar junto a Deus” (73.28), que é o verdadeiro refúgio. Essa é a satisfação que você também pode ter.

Não cometa o mesmo erro de Asafe. Em vez de se deixar enganar pela sedução do pecado, portando-se como um irracional, não se conforme com este século, antes, transforme-se pela renovação da sua mente, levando cativo todo o seu pensamento à obediência de Cristo, para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (cf. Rm 12.2 e 2Co 10.5).

Milton Jr.

13 de março de 2013

O Papa aos Olhos de um Presbiteriano


O mundo parou para ver quem seria o Papa anunciado pela fumaça branca da Capela Sistina. O cerimonial belíssimo e litúrgico só foi quebrado quando a simpatia e humildade do Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o novo Papa, ecoava sua voz diante de milhares de fiéis pedindo orações para seu antecessor Bento XVI e para si mesmo, agora, Papa Francisco.

A Igreja Católica Romana inova de várias formas. Pela primeira vez um Jesuíta de linha Franciscana assume o cargo de Senhor Apostólico da Igreja. Também é a primeira vez que um integrante do Novo Mundo é apontado como o Cabeça da Igreja.

Sob o ponto de vista social, parece estarmos diante de um homem profundamente preocupado com os pobres – daí, possivelmente, tenha escolhido o nome Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis, e com isso o mundo possa esperar um Vaticano menos pomposo. Quem sabe, como diria o poeta baiano Castro Alves, vejamos: “a púrpura servindo ao povo para cobrir os ombros nus”.

Teólogo conservador, mas com uma fama de bom de diálogo, a tendência é vermos o Catolicismo mantendo sua pegada firme em questões em que a ética do mundo anda na contra-mão dos postulados Apostólicos, como o homossexualismo e o aborto por exemplo; fazendo com que nessas matérias, unamos nossas vozes contra a tendência da mídia que tenta cada vez mais relativizar o que cremos ser absoluto.

Sendo assim, como curioso observador do mundo das religiões, vejo que a maior religião do mundo em várias matérias, se mantêm como um baluarte firme daquilo que nós, biblicamente, devemos seguir, sem medo das repercussões que sempre vêm de forma irrefletida e fanática.

Mas o momento também nos faz olhar mais de perto para o próprio conceito de Papado. Não encontramos na história a figura do Papa anterior ao Século V, embora Pedro, o Apóstolo, seja apontado pela Igreja como sendo aquele a quem o Papa sucede, algumas características do pescador descalço parecem não bater muito como o que vemos no Vaticano.

Casado, por isso não celibatário, não há nenhuma evidência histórica convincente que Pedro tenha ido à Roma; nunca aceitou nenhuma veneração, andava no meio do povo na simplicidade da Galileia e só escreveu de forma infalível suas cartas, pois foi designado por Cristo para fazê-lo, em época em que o Cânon, ainda aberto para o testemunho Apostólico, estava em fase final de fechamento.

Os títulos atribuídos a ele, então, devem ser objeto de estudo sincero, para que a profecia de Jesus não seja diretamente ligada ao fato de darmos ao Apóstolo, títulos que ele nunca deveria ter: “Arreda, Satanás, tu és para mim pedra de tropeço, pois não cogitas das coisas de Deus, mas dos homens” (Jesus Cristo).

Jesus disse isso logo após uma das mais belas confissões de fé da Novo Testamento. Ao ser perguntado quem ele era aos olhos do povo, muitas respostas vieram, mas Pedro sabia quem Jesus era: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”, disse ele.

Essa afirmação, “essa pedra”, foi usada por Cristo para que a Igreja de Jesus fosse edificada sobre ela. Aliás, o próprio Pedro reconhece isso em sua carta (I Pedro 2:4-8).

Sendo assim, de acordo com Hebreus 1:1-3, nenhum homem após o fechamento das Escrituras pode ter a sua palavra infalível ou inerrante. Cristo não precisa de um vigário, pois quando entregou as chaves do Reino para os Apóstolos, não deixou para Pedro, somente, mas “onde estiverem dois ou três reunidos”, portanto, os Presbíteros, segundo a compreensão Apostólica em Atos 15.

Por mais nobre e zelosa que seja a liturgia de Roma, e por diversas outras razões históricas, impressionantemente admiráveis, um Estado Nacional (Vaticano) vai de encontro à pregação de Cristo quando afirmava: “o meu Reino não é desse mundo”.

Aquele que “não tinha onde reclinar a cabeça” não deixou uma Igreja para possuir bens e riquezas, mas para espalhar a paz, o amor e a compaixão. Aquele que andou no meio dos leprosos, das prostitutas e dos mendigos para lhes restaurar os bens, não deixou uma instituição onde a opulência é tão clara.

Quais são os pontos de contato, então? São vários. Temos o mesmo credo: 
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.”

Mas talvez a maior e mais profunda diferença, seja um Princípio relembrado pela Reforma Protestante (pré-Trento) há meio milênio atrás: O Sola Scriptura. Acreditamos que apenas a Bíblia é a Palavra de Deus e que ela não pode jamais ser contradita ou ser colocada em pé de igualdade com qualquer outro documento ou palavra humana: “Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem”.

Sendo assim, amigo Católico, chamo você a refletir na Escritura. Se o conceito do Papado for compatível com o que nela está escrito, eu preciso recuar e admitir que a Igreja Católica é muito mais que uma instituição séria e corajosa (como é), mas é a mais pura expressão absoluta e inequívoca da verdade.

Mas se a Bíblia caminha em outra direção, que não seja tradição, família ou intransigência que faça você permanecer numa igreja onde Cristo é representado por quem ele não autorizou, e portanto, é você quem deve dar esse passo atrás.

Como discernir a verdade, então? Se aprofundando nas Escrituras, e é isso que eu chamo você para fazer nesses dias.

14 de fevereiro de 2013

Coragem! Diga Adeus ao Namoro!


            O problema não é com o namoro em si, mas com a fórmula que a cultura ocidental nos impôs goela abaixo.
            A cada ano que passa, conheço mais e mais histórias de jovens cristãos que não conseguem manter sua consciência pura simplesmente porque passam o sinal vermelho no namoro. Depois de tanto pensar nas causas, cheguei a algumas conclusões:
  1. Eles são estimulados pelo vasto apelo visual na mídia impressa, televisiva, cinematográfica, dramatúrgica e cibernética. 
  2. Eles são estimulados pelo vasto apelo visual na mídia impressa, televisiva, cinematográfica, dramatúrgica e cibernética. 
  3. Eles acham que tem que ter beijo de língua, senão não é namoro de verdade. 
  4. Eles acham que podem ficar sozinhos que suportarão o desejo de oferecer o corpo um ao outro. 
  5. Eles acham que possuem controle sobre as paixões do próprio coração. 
  6. Eles ignoram o fato de que um pode manipular as emoções do outro. 
  7. Muitos pensam que podem ter relações sexuais porque se amam e pretendem casar mesmo... 
  8. Se esquecem de que os olhos do Senhor estão em todo lugar. 
  9. Não pensam que o sexo deve ocorrer apenas no casamento porque ele aponta para o relacionamento de Cristo com a igreja (profanam o nome do Senhor). 
  10. Ignoram que o “leito sem mácula” de Hb 13.4 implica em abstinência sexual antes do casamento. 
  11. Não fazem caso do mandamento de nos santificar abstendo-nos da prostituição (fornicação) – 1Ts 4.3.

Isso tudo diz respeito apenas a um aspecto do namoro, que é o excesso de intimidade que naturalmente é desenvolvido entre casais de namorados que se estimulam sexualmente pelos toques, carícias e beijos. Esse excesso de intimidade ocorre porque a fórmula está equivocada.
Eu tenho uma pergunta básica a todos os que aderiram à fórmula usual de namoro: qual o propósito? Se a resposta for preparação para o casamento, eu já digo que o modelo vigente não prepara para o casamento, mas para o divórcio. Geralmente, o pensamento é assim: “namoro para ver se vai dar certo. Se não der, termino”. Ora, não é assim que ocorre o divórcio, especialmente por incompatibilidade de gênios?
Se a resposta for “porque eu quero beijar na boca”, então seria mais coerente com a prática corriqueira. No entanto, biblicamente, isso não é propósito do namoro. Aliás, o que o mundo segue é a ideia de que quanto mais beijar na boca, melhor. Saiu uma reportagem num grande portal dizendo que beijar várias bocas numa festa pode transmitir várias doenças. Mas não é raro que jovens e adolescentes se beijem na boca durante um acampamento apenas para curtir. É o costume mundano de “ficar”.
Se a resposta for “para funcionar como estágio para o casamento”, também está errado, porque o namoro não deveria ser um minicasamento. A maioria dos jovens tem passado por pressões terríveis porque se compromete com alguém e depois desiste. Fica uma impressão ruim de aproveitador(a) e de quem brinca com os sentimentos de outrem. Alguns namorados chegam ao ponto de usar alianças de prata porque estão “comprometidos”. Se a moça vai viajar com a família, tem que pedir autorização ao namorado como se ele fosse dono dela e vice-versa. Que absurdo!
Se a resposta for “para ver se ela (ou ele) será minha esposa (ou meu marido)”, quais deveriam ser os critérios para a escolha de alguém como cônjuge? Posição social? Salário? Beleza física? Promessa de sucesso profissional? Gostos e características pessoais em comum? Voddie Baucham Jr. alerta em seu livro “O que Ele Deve Ser se Quiser Casar om Minha Filha” (Editora Monergismo) acerca desses critérios equivocados.
Ele diz que o primeiro critério, mas que não é o único, é que o futuro cônjuge deve ser crente, ou melhor, servo do Deus Altíssimo. Simpatizantes do evangelho são filhos do diabo e podem ser uma arapuca montada para bloquear o potencial de um cristão no serviço. “Mas ele é melhor que os rapazes da igreja”, pode argumentar alguma jovem enfeitiçada emocionalmente, cega pela paixão por um rapaz bom de papo. Em sua cegueira, não consegue vislumbrar um lar dividido no futuro, a frustração de não poder orar com o marido, porque ele não é crente, e de ver os filhos crescendo com a mente dividida entre os mandamentos de Deus e a vida conforme o próprio querer pecaminoso. “Mas eu orei a Deus e apareceu ele!”, pode argumentar outra. Deus jamais nega a si mesmo. Se ele proíbe o casamento misto em sua Palavra (Gn 28.6-9; Ed 9.1-3,10; Ne 13.23-26; 1Co 7.39; 2Co 6.14), jamais  responderá a uma oração dessas assim.
Outra coisa fundamental é ver se o pretendente está pronto para liderar o lar, como Cristo amou a igreja e se entregou por ela (Ef 5.25-33). No caso da pretendente, estaria ela disposta a se submeter carinhosamente à liderança do marido no futuro? (Ef 5.22-24).
Além disso, as moças deveriam, com a ajuda dos pais, buscar reconhecer no pretendente as seguintes características:  sacerdote, ou seja, se ele se preocupa em guiar os rumos espirituais do futuro lar com a Palavra e, especialmente, a oração; profeta, se ele pretende pregar a Palavra dentro de casa, ensinando a sã doutrina aos filhos; provedor, como aquele que pretende trabalhar arduamente a fim de sustentar o lar e prover o melhor conforto possível administrando com frugalidade;  protetor, como aquele que pretende proteger os filhos e a esposa dos ataques vis da incredulidade, do mundanismo e da violência e maldade do mundo lá fora.
Por essas e outras razões, proponho uma mudança radical. Proponho um novo modelo, que eu chamaria de namoro cristão ou corte. Em primeiro lugar, ele renunciaria o modelo vigente que prevê toque físico e o beijo de língua. As razões estão bem claras no artigo Beijo de Língua postado em 2010 neste blog. O modelo que proponho teria a participação direta dos pais na escolha do cônjuge, como conselheiros e orientadores mais experientes. Também o modelo prevê o ideal inicial de casamento à luz da Bíblia e não apenas um teste para ver se vai dar certo. A corte seria um tempo de conversa e reflexão bíblica, sem caracterizar-se como um minicasamento, no qual um se acha dono do outro. A minha proposta poderia ser chamada de amizade cristã com vistas a futuro compromisso. O compromisso não seria no namoro, mas no único momento possível à luz da Bíblia: o casamento.
Finalmente, não sei se o leitor se encontra como eu, cansado de ver o mundo ditar as regras dentro da igreja. Se eu pudesse voltar no tempo, seria mais feliz. Não teria namorado as moças que namorei, não as teria magoado com o término do namoro, teria conhecido a minha linda e querida esposa no dia 19 de outubro de 2007 na Igreja Presbiteriana de Mairinque (SP), teria cortejado por meses e me casado no dia 1º de agosto de 2008 do mesmo jeito. Graças a Deus que ele nos livrou das garras terríveis do mundanismo com suas consequências diabólicas.
Tenha coragem! Diga adeus à fórmula tradicional de namoro. Chame a novidade do que quiser: namoro cristão, amizade cristã com vistas a futuro compromisso, corte... Mas tenha coragem de romper com esta fórmula pra lá de secularizada e antibíblica! Que Deus te abençoe ricamente!

Pr. Charles

8 de fevereiro de 2013

COMO ME IRRITA O CARNAVAL!


O Carnaval é como Copa do Mundo, possui a vocação de iludir os brasileiros fazendo-os pensar que são os melhores do mundo. A mídia aproveita o momento para aumentar a sua audiência e abusa na cobertura, sempre mostrando a mesmice enjoada dos blocos carnavalescos no nordeste ou das escolas de samba no sudeste. A maioria da população entra no frenesi cujas oportunidades concentram-se na utilização das máscaras, fantasias e muito pouca roupa que manifestam os desejos mais íntimos do coração, principalmente os de ordem sexual ou política.

Nem preciso dizer da promiscuidade que corre solta nas grandes concentrações populares fazendo com que as campanhas oficiais sobre o uso de camisinhas cresçam consideravelmente. Junto com a promiscuidade vem a bebedeira e o uso de entorpecentes, ações que destroem o indivíduo em sua conduta e em sua saúde. Resultado: a festa do Carnaval é uma comemoração repulsiva que só promove a malandragem e a destruição que vêm travestidas de alegria e descontração.

Nisso tudo, o que mais me irrita é o fato dessa festa ser financiada com recursos públicos que poderiam ser aplicados em programas culturais mais construtivos como a música regional, a pintura, a poesia das bases, a publicação de livros etc. Milhões de reais são literalmente queimados pelas pessoas que desejam apenas extravasar publicamente os seus pecados nessa festa onde tudo pode, inclusive o nu público.

Só como exemplo, o governo federal gasta milhões de reais para distribuir camisinhas de graça, isso mesmo, o altíssimo imposto que eu pago serve para financiar a compra de camisinhas para serem distribuídas de graça. Um absurdo! Pois, enquanto o asfalto da minha rua é péssimo, o hospital público é uma calamidade, a segurança, que deveria ser pública, fica por minha conta por meio da instalação de cercas elétricas e câmeras de monitoramento. Mas os promíscuos dispõem de camisinha!

É lamentável saber que boa parte das verbas públicas, dinheiro que sai também do meu bolso, serve para subsidiar a bebedeira, a folia, a promiscuidade e os descontroles decorrentes como a violência no trânsito. Além disso, temos os exorbitantes gastos extras do Estado no aumento do número de bafômetros, hora extra dos policiais, distribuição gratuita de camisinhas etc. Num país onde a fome ainda persiste e onde a segurança pública e a saúde vivem o caos, é odioso saber que uma atividade tão fútil e tão dispensável como o Carnaval recebe milionárias quantias dos massacrantes impostos que eu e você pagamos.

Como isso me irrita!

Sola Scriptura.

2 de fevereiro de 2013

Respeito às Mulheres no Carnaval?

Estamos à beira de uma festa. Uma festa que aguça todos os sentidos: A músicalidade, os ritmos, as buzinas fazem com que a audição entusiasme os foliões que seguem as cores alegres e o sensualismo que alimenta o que a visão pode mostra. Olhares se encontram aproximando pessoas para descobrir onde o tato pode chegar. O gosto gelado e doce das bebidas em profusão levam o paladar e o olfato a trabalhar juntos... tudo parece lindo, perfeito.

Todos se alegram e nada parece ser errado. Muito do que é feito é permitido. Aliás, esse ano a campanha de Carnaval em Salvador é por "respeito às mulheres", e quais as frases dessa campanha?

"Me beija com carinho", "te pego numa boa" e coisas do gênero.

Agora, vamos analisar um pouco mais friamente essa questão. Respeito a mulheres? O que essas frases tem de respeitosas?

Gente, o carnaval é onde "muitos tirando as máscaras nesses dias, revelam nessas loucas alegrias, as vidas que levam mascarados, com as máscaras de homens recatados", no dizer de Jerônimo Gueiros.

Se você quer respeito, mulher, ninguém vai "beijá-la", ou muito menos "pega-la", mas não é isso que se faz no Carnaval? Claro, ela é a festa da carne, da liberação da libido, onde a sem-vergonhice é vista com aplauso, o adultério com prazer, a luxúria com alegria, a imoderação como coisa normal.

Então, se você quer ser respeitada, evite a folia. Lembre que os seus sentidos todos sofrerão a conseqüência de sua decisão. O som pode se tornar ensurdecedor quando os gritos forem mais altos que o choro por causa da violência causada pela mesma (e festejada) imoderação desses dias. Seu corpo depois de ser usado e abusado - isso não fará você perder os sentidos? A dor, a desilusão, o peso na consciência, as separações, as perdas de virgindade, as gravidezes, os abortos, as mortes...

Não, você não precisa disso para ser feliz, Jesus tem uma proposta muito mais saudável para o seu corpo, muito mais alegre para toda a vida (e mais ainda depois dela) e muito mais tranquila para ser vivida. A alegria do Senhor é a nossa força.

Carnaval: Diga não!

6 de dezembro de 2012

QUE APROVEITA AO HOMEM GANHAR O MUNDO INTEIRO E PERDER A SUA ALMA?


Este foi o texto da Escritura Sagrada que veio à minha mente ao tomar conhecimento da morte do brilhante Oscar Niemeyer. Ateu convicto, este amante das curvas foi um comunista militante cuja esperança se restringiu aos postulados da esquerda política e filosófica. Um homem que deixou um legado arquitetônico sem precedentes em nossa ultra-modernidade.

Reconhecido como gênio da arquitetura, Niemeyer é celebrado e até cultuado por milhares de arquitetos e acadêmicos espalhados pelo mundo. E não é para menos, suas obras são marcantes e desconcertantes diante daqueles que contemplam. O abandono pelas retas e o abuso nas curvas fez deste homem um semeador de prédios, espaços e esculturas que dividiu o conceito de arquitetura moderna. Foi ousado em suas escolhas e simples em seu cotidiano, ingredientes que fizeram dele uma pessoa querida e admirada por todos os que conviviam ao seu lado.

Mas tudo indica que em meio a tudo isto o ateísmo imperou. E embora este talvez fosse para ele um ponto sem muita importância, contudo este ponto sem importância vai fazer uma grande diferença imortal. Morrer sem Cristo pode ser um aspecto ignorado por muitos aqui neste mundo, mas na vida após a morte torna-se o único aspecto para se lamentar por toda a eternidade.

Quem sabe neste mesmo dia da morte de Niemeyer tenha morrido algum mestre de obras absolutamente desconhecido, alguém que não tinha fama nem dinheiro, alguém que só tinha a Cristo como seu Senhor e Salvador, alguém que cria e glorificava ao Senhor Deus. O mundo não sabe da sua morte, e talvez nunca saberá, entretanto neste exato momento não faz nenhuma diferença a fama de Niemeyer ou o anonimato do crente desconhecido vividos neste mundo, a diferença crucial será o tipo de eternidade que cada um viverá.

É aqui que o texto em Marcos 8: 36 possui grande importância, ou seja, é como eu sempre gosto de afirmar: Nada com Deus é tudo e tudo sem Deus é nada! Simples assim, tão simples como o questionamento do Senhor Jesus: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"

Sola Scriptura

23 de novembro de 2012

Por que relutamos em pregar o evangelho?


Jerram Barrs, em seu livro “A Essência da Evangelização” (Editora Cultura Crtistã) demonstra que, em geral, somos relutantes para pregar o evangelho às pessoas. É fácil perceber isso. Procure se lembrar agora da última vez em que a igreja foi convocada a evangelizar o bairro. Quantas pessoas participaram? Qual a porcentagem da igreja que se envolveu no projeto? Procure se lembrar de quando foi oferecido curso de evangelismo na igreja. Quantas pessoas mostraram interesse? Apenas uns quatro ou cinco. Isso é ou não é relutância?

O nosso problema é que nossa relutância não combina com a natureza das obras de Deus para alcançar os pecadores. Deus não é relutante em perdoar pecados e em salvar pecadores aos quais ele amou soberanamente. Ele, pela sua graça, escolheu, antes da fundação do mundo, os alvos de seu bem-querer, enviou seu Filho para morrer no lugar deles, enviou o Espírito Santo para, em ocasião própria, chamar de forma eficaz os seus amados das trevas para a luz, derrotou o inimigo que antes escravizava e consumará a obra de salvação no último dia para o louvor da glória da sua graça, ressuscitando os que já partiram com Cristo e transformando os que estiverem vivos quando Jesus voltar.

Deus não é relutante, mas a igreja o é. Quando Jesus ascendeu às alturas, disse que os discípulos seriam suas testemunhas em Jerusalém, na Judéia, em Samaria e até os confins da terra (At 1.8). No entanto, a igreja só se espalhou quando ocorreu a dispersão em consequência da terrível perseguição chefiada por Saulo. Assim o evangelho chegou a Samaria e outras partes do mundo. Mas por que precisaram de uma perseguição para sair pregando o evangelho? Bastava obedecer à ordem de Cristo. Deus não é relutante em espalhar a mensagem do evangelho. Você já reparou como o Senhor conduziu cada passo de Filipe até que ele pregasse ao eunuco? (At 8.26,27). O problema a igreja de Jerusalém naqueles dias é o mesmo do nosso hoje: a relutância em pregar, talvez por timidez, vergonha, tipo de personalidade, culpa paralisante, mas a razão verdadeira é que somos pecadores e sujeitos a esse tipo de torpor espiritual. Deus não quer que sejamos relutantes no cumprimento da sua missão de encher a terra com a sua glória.

É hora de percebermos que a relutância em evangelizar é absolutamente incompatível com a graça do evangelho! Pensemos na beleza do evangelho. Ele é o poder de Deus em operação para a salvação de todo o que crer, independente da nacionalidade. É Deus tomando a iniciativa de ir atrás do pecador morto em seus pecados e incapaz de se aproximar, envolvendo-o com seu Espírito vivificador, que lhe dá compreensão da magnitude da obra redentiva realizada por Cristo na cruz do Calvário. Poder participar do processo de salvação de uma pessoa é um privilégio! Então não sejamos relutantes. Sejamos prontos a atender ao mandamento do Senhor de sermos sal e luz neste mundo mergulhado em trevas e sem sentido. Ore, use a Bíblia, seja claro ao dizer o que Deus fez para nos salvar do juízo, ajude seu próximo a refletir sobre sua vida com Deus, use a sua maneira de viver como testemunho poderoso da obra de Deus.

Concluindo, longe de nós a relutância para evangelizar. Preguemos, não movidos por sentimento de culpa ou por constrangimento, mas pela alegria de ser cristão, que é a melhor coisa do mundo. Sejamos relutantes, mas apenas em desobedecer a Deus. Que a sua graça esteja sempre sobre nós!

Pr. Charles