10 de abril de 2013
Vamos Pensar?
20 de maio de 2011
A HOMOFOBIA E A BÍBLIA
O Brasil passa hoje por transformações que influenciam diretamente a rede social. Aspectos simbólicos são remodelados e até mesmo construídos às custas da destruição de outros. Isto não ocorre apenas pelo aclamado “dinamismo social” que alguns tanto defendem, mas ocorre também por mudanças em nossa legislação.
1 STTOT, John. Grandes questões sobre o sexo. Rio de Janeiro: Vinde, 1993. p. 159.
22 de fevereiro de 2011
A Bíblia, a “presidenta” e o crucifixo

No início do ano os principais jornais noticiaram na web a decisão da presidente Dilma Roussef de retirar da mesa de seu gabinete presidencial a Bíblia e o crucifixo. O argumento? O Brasil é um país constitucionalmente laico e, portanto, não se pode beneficiar uma religião em detrimento de outra. Tal reação causou estranheza em muitos (inclusive na imprensa) porque os últimos presidentes nunca ousaram retirar os dois símbolos religiosos do país mais romanista do mundo. Sem contar que a Bíblia (pelo menos em tese) é o principal livro da crescente população evangélica brasileira.
O argumento usado como justificativa pela presidente é pobre pela seguinte razão: a laicidade de um Estado democrático não significa necessariamente que ele ou os seus governantes devem ser irreligiosos, mas que todos os cidadãos comuns ou revestidos de autoridade têm o direito de professar livremente a sua religião. Em outras palavras, não haveria nenhum problema constitucional para a nossa presidente manter a Bíblia Sagrada e o crucifixo em sua mesa de trabalho, já que durante a campanha presidencial ela afirmou várias vezes ser católica romana não é mesmo?
Particularmente, para mim isso não faz nenhuma diferença. Sabe por quê? Qual o valor de uma Bíblia na mesa do principal governante da nossa nação se seus valores éticos e morais são totalmente desprezados? A triste realidade é que durante séculos a Palavra de Deus tem sido usada como um amuleto ou símbolo supersticioso por nossas autoridades. Se ao menos tivessem lido e crido em sua mensagem liberariam tamanho poder capaz de transformar gerações por meio do evangelho. Contudo, esse problema é tão milenar que as páginas da Bíblia mencionam em diversas passagens o desprezo dos líderes diante dos mandamentos divinos. O Salmo 2 é um bom exemplo disso. Nele, o rei Davi nos ensina algumas coisas:
(1) Governantes e nações sem temor sempre manifestarão o seu desejo de emancipação (1-3).
Davi descreve os povos enfurecidos com o Senhor de toda terra porque não suportam submeter-se a Lei de Deus. Os reis e príncipes do mundo se levantam e conspiram contra o Senhor e o seu escolhido dizendo: “Vamos romper seus laços e nos libertar de suas algemas. Temos as nossas próprias regras, valores e leis. Não precisamos de ninguém mandando em nós e nos dizendo o que fazer”. O reflexo de homens sem temor a Deus é o desejo de emancipação de todos os princípios norteadores de uma cosmovisão onde Deus é a referência máxima. É possível perceber isso nas diversas áreas da vida, inclusive na política. O desengavetamento, mais uma vez, da PL 122/2006 e a posição favorável da UNESCO ao Kit do MEC contra a homofobia demonstram que a grande maioria dos políticos do nosso país não diferem dos seus colegas espalhados pelo mundo. Eles trocam a verdade pela mentira, à justiça pela injustiça (Rm 1.18 ss). Quando os governantes vivem como se Deus não existisse, eles legislam e lideram segundo o seu coração e não segundo a Palavra de Deus.
(2) O Senhor vê tudo isso e zomba deles rindo (4-5).
Como Deus reage a isso tudo? Ele ri e zomba de todos eles. Ele continua soberano sobre os céus e a terra. O Rei já foi ungido e está entronizado sobre o santo monte de Deus. Toda a rebelião, todas as ameaças, todos os esforços da raça humana não podem desviar o supremo propósito de Deus. Deus é Deus, e nós não podemos destroná-lo. O questionamento do salmista não era simplesmente investigativo. Ele está horrorizado e chocado. Se Deus conhece o caminho dos ímpios e diz que este leva à destruição (Sl 1.6), por que as nações planejam revoltas? Por que os povos fazem planos tão tolos? A revolução não tem nenhuma chance de ser bem-sucedida.
Na realidade, a rebelião é uma loucura. O que os homens pensam que estão fazendo? Perguntou Davi. O pecado não é engraçado aos olhos de Deus, mas ele ri da tola rebelião dos políticos desse mundo. O pecado é triste, mas ao mesmo tempo ridículo. E importante destacar que o riso de Deus não anula a ira dele. Ele ri e ao mesmo tempo está determinado a pôr fim à rebeldia e punir os rebeldes. Na sua ira ele fala sobre a coroação do seu Filho – o Filho, o Ungido. Jesus Cristo vai reinar e acabar com toda a desobediência.
(3) A razão é simples: Ele já constitui o seu Rei (6-9).
Ouça o que diz o Filho de Deus: Ele proclama o decreto do SENHOR, Deus Pai. O Filho faz e fala tudo que o Pai dá para ele fazer e falar. A vontade do Deus Triúno é executada através da obediência do Rei Jesus. Cristo é o agente do Pai em todas as suas obras no mundo. Esta cena mostra uma visão gigantesca do poder de Jesus Cristo. Não existe no universo outro rei tão poderoso. Ele vai esmagar a rebelião com força infinita. Ele vai reinar sobre todas as nações, sobre todo mundo por todo o tempo.
Esta é realmente a definição do título “Cristo.” Não é o sobrenome de Jesus. É o título do seu ofício. De acordo com o Salmo 2, Cristo é o supremo rei que reinará sobre todas as nações por toda a eternidade. Ele vai julgar cada pessoa, grandes e pequenos, ricos e pobres, negros e brancos, políticos e cidadãos, de qualquer língua, nível de instrução e crença. Acho que agora você já sabe quem é o ser mais amedrontador do universo! O Salmo 2 diz que ele é “Jesus Cristo!”. Seria bom que todos os líderes políticos soubessem bem disso.
(4) Todos devem ouvir atentamente sua advertência (10-12).
Por fim, o rei Davi fala pessoalmente com os reis e juízes. O que ele fala? Ele diz: “parem com essa rebeldia!”. Sua admoestação é para que todas as nações abram os seus olhos, que os povos sejam sábios, parem com a rebelião e comecem a obedecer ao grande Rei Jesus.
O mandamento é “Beijai o Filho”. Um beijo nesse contexto significa um sinal de reconhecimento da autoridade, uma homenagem a um rei novamente reconhecido. O Salmo 2 nos adverte do grande perigo de continuarmos desobedientes. Se nós não beijarmos o Filho, pereceremos no caminho. Ninguém por mais autoridade que possua neste mundo está acima do Filho de Deus. A terra e tudo o que nela se contém pertence ao Senhor Jesus.
Conclusão
Nossos governantes precisam saber disso e é justamente aí que a Igreja de Cristo tem um importante papel kerigmático a cumprir. É preciso anunciar a todos, inclusive àqueles que nos governam que se persistirem pecando, morrerão em seus próprios pecados.
Entretanto, o papel profético da igreja também é o de avisar que todos aqueles que se refugiam em Cristo são bem-aventurados, porque nele há salvação, felicidade e segurança.
Felizes são todos os que em Jesus Cristo se refugiam!
Alan Kleber
28 de setembro de 2010
ORAR OU BAJULAR?

No capítulo 12 de Atos encontramos uma interessante narrativa cuja personagem centralizadora é o rei Herodes. Ele age contra os cristãos ao prender, maltratar e até matar alguns líderes importantes da época. Por esta causa, Tiago é morto e Pedro é preso. Um pouco mais à frente nos deparamos com uma grave desavença entre este rei, os tírios e os sidônios. Em suma, Herodes estava se opondo à Igreja e aos habitantes de Tiro e Sidom. É neste contexto que se desenrola a atitude tomada por cada grupo para resolver a questão.
De um lado está a Igreja diante de uma perseguição mesquinha, politiqueira e injusta. E o que ela faz? Segundo Lucas “havia oração incessante a Deus”. Os cristãos levantaram um grande clamor para que a situação fosse resolvida. O resultado foi o envio de um anjo para libertar a Pedro da prisão, um milagre tão extraordinário que o próprio apóstolo custou a acreditar no que estava acontecendo. O mesmo ocorre com os irmãos que estavam em oração.
Em seguida Lucas descortina o impasse entre Herodes e as cidades de Tiro e Sidom. Para resolver o problema o povo foi em busca de um certo camareiro chamado Blasto, alguém que hoje poderia ser decifrado como um tipo de assessor direto. Afinal, eles dependiam do abastecimento do rei. Como resultado do encontro, fica acertado um dia em que Herodes iria se apresentar a uma multidão para discursar, fazendo-nos lembrar os comícios atuais ou as apresentações públicas de um político. A bajulação é geral quando o povo chama o governante de deus – prática comum da época. Neste momento o Senhor envia o seu anjo para matar o rei (penso se não seria o mesmo anjo que libertara a Pedro).
Um problema quase idêntico, dois povos, duas atitudes distintas, duas respostas de Deus. Com base neste fato, eu gostaria de fazer algumas considerações:
1) Em política a nossa esperança deve ser o Senhor pela oração. Quando a Igreja enfrenta um problema que está acima do seu poder de decisão, resta apenas orar em submissão ao Senhor. Isso não se aplica apenas aos problemas políticos que sofremos, mas também quando padecemos devido a um salário curto, perseguição no trabalho etc. Veja que eu não estou dizendo que o crente deve ser sempre passivo no desenrolar das práticas sociais, creio até que podemos protestar, refletir e até lutar pelos nossos direitos constitucionais, mas isso não pode ultrapassar a moral cristã que é totalmente embasada no amor e na submissão ao reto Juiz e supremo Governante;
2) Em política a nossa visão não deve se restringir ao egoísmo. A visão política deve incluir a sociedade e não apenas os meus interesses particulares. O povo de Deus não deve se aproveitar da política para benefício pessoal ou religioso restrito, principalmente quando ocorrem mediante os conchavos escusos, as promessas irresponsáveis, os desejos que visam apenas uma pequena parte da sociedade e a bajulação em troca de favores. Os governantes não devem ser vistos como se fossem semi-deuses para a resolução dos problemas. Fazer isso é retirar do nosso Deus a glória devida. Respeitar os políticos conforme a lei, sim; bajular, nunca!
3) Em política a nossa identidade é o Reino de Deus. Muitas vezes falta em nós, cristãos, a visão que distingue a Igreja do Estado (tais terminologias devem ser interpretadas conforme a História). O frenesi das campanhas eleitorais parece mais um desfile de moda onde cada um admira aquilo que deseja consumir. Nossa consciência deve se firmar a partir das Escrituras, ou seja, devo agir como um cidadão do Reino de Deus que peregrina nesta terra, e não como um cidadão da terra que peregrina no Reino de Deus. Nossa maior submissão continua sendo ao Senhor. E, pelo que entendo, isso não vai mudar por toda a eternidade.
Lucas encerra a seção dizendo que “a palavra do Senhor crescia e se multiplicava”. Creio que esta é a nossa maior meta, muito acima dos nossos interesses pessoais, dos nossos direitos sociais ou das nossas preferências partidárias. Caso haja algum problema, a melhor pessoa para resolvê-lo é o Senhor Deus que “não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” Como os políticos e governantes estão eternamente longe deste caráter! Como nós somos bem aventurados por depositar a nossa esperança neste maravilhoso Deus.
Alfredo de Souza
SOLA SCRIPTURA
20 de setembro de 2010
Carta ao irmão Commodus Alienatus
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Caro irmão Commodus,
Agradeço por você ter concordado em respondê-lo aqui mesmo no blog Bíblia com Isso. De fato, seus questionamentos se assemelham ao da grande maioria dos evangélicos brasileiros. Desde já recomendo a você a leitura dos dois artigos publicados pelo Pr. Eduardo que abordam questões pertinentes ao período das eleições em nosso país: Política, e a Bíblia com isso?, e Brasil, Ame-o ou Deixe-o. Eles ajudarão e muito na sua reflexão.
Como conversamos anteriormente, a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) não possui o “candidato dos presbiterianos” para representa-la junto aos poderes executivo ou legislativo. Mas por quê? Porque a IPB entende que todo o cristão é livre para escolher seus candidatos sem nenhuma pressão ou imposição religiosa, e que os líderes governamentais não devem legislar ou trabalhar em prol de um segmento (religioso ou social), mas dos interesses de todos os cidadãos. Inclusive achei muito estranho o pronunciamento do presidente do Supremo Concílio da minha denominação recomendar nomes de candidatos (inclusive pastores) para os cristãos presbiterianos no Portal Oficial da IPB. Além de não ser competência nossa, pois somos ministros da Palavra, entendo que para isso existe a propaganda política partidária não é mesmo?
Contudo, assim como nas demais áreas da vida cristã é dever da Igreja de Cristo e seus pastores usarem a Escritura para ensinar e orientar os fiéis sobre o exercício da cidadania através da escolha correta e coerente daqueles que governarão a nossa cidade, o nosso Estado e o nosso País. Mas, sem mais delongas,vamos as suas perguntas:
Pastor, é certo o cristão votar em pastores que se candidatam a cargos públicos? Por quê?
Resposta: Não. Em primeiro lugar, porque o Novo Testamento não menciona como parte do ministério pastoral o envolvimento do pastor com cargos públicos. Em segundo lugar, porque o chamado pastoral é o da liderança espiritual e não o da militância política. A Bíblia afirma que a liderança na igreja pode ser almejada, porque esta é uma obra excelente (1Tm 3.1). A questão não é se Deus pode chamar cristãos para a vocação política, mas se Ele vocaciona pastores para o palanque ou para os púlpitos. Veja só: Aquele que é chamado para ser pastor (1) deve ser apto para pregar e ensinar o Evangelho aos homens, (2) dedicar-se à oração e estudo das Escrituras, (3) visitar os enfermos e aconselhar as ovelhas do nosso Senhor Jesus Cristo. Infelizmente, muitos pastores estão vendendo o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas, e isso não é bom. O argumento? “Como político poderei exercer uma influência ainda maior, lutando pelos interesses do povo de Deus”. Esses pastores insultam a Deus porque consideram o ministério da reconciliação algo de somenos importância.
Portanto, todas as vezes que você se sentir inclinado a votar em um homem que se diz pastor, lembre-se que o nosso Senhor Jesus Cristo, abdicou de sua glória para pastorear as suas ovelhas. Deus tomou o seu único Filho e o fez um pregador. Satanás lhe ofereceu todos os reinos do mundo, mas Ele continuou firme em seu propósito de pregar o Reino de Deus aos homens. Quando Ele retornou a presença do Pai, após a sua ressurreição, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens, fazendo muitos “… pastores e mestres”, líderes espirituais que vivem o dia-a-dia da igreja com a finalidade de aperfeiçoar os crentes e edifica-los (EF 4.11-13). A verdade é que se alguém diz ser pastor, mas deseja a política, nunca compreendeu a sublimidade do ministério pastoral.
Mas pastor, porque me preocupar com política se tudo vai bem?
Resposta: Na semana passada estava assistindo um cientista político falar sobre um fenômeno comum nos países democráticos: o comodismo que bloqueia o senso crítico ou questionador no pensamento político do cidadão. Vamos chamar isso de síndrome do tudo vai bem. Os afetados por esta síndrome não dão a mínima para o que acontece no cenário político do seu país. Eles simplesmente votam no candidato que oferecerá potencialmente melhores vantagens. E se tudo vai bem, porque mexer? Em time que joga bem não se mexe, diz o ditado popular não é mesmo?
Deixe-me lhe dar uma ilustração. Em Aracaju cidade onde eu moro, nós temos uma orla marítima maravilhosa. A Orla da Atalaia possui dentre outras atrações um belo lago. Todos os dias moradores da cidade ou turistas oferecem algumas migalhas de pão aos patinhos que vivem no lago da Orla de Atalaia. Eles estão tão condicionados que basta alguém chegar à beira do lago que saem nadando em fila até você. Eles não estão preocupados com a qualidade ou conteúdo das migalhas, porque o importante é que você dê o que eles querem. Pobres patinhos! Podem até mesmo ser sequestrados ou envenenados, mas não questionarão. Tudo vai bem para eles. E se tudo vai bem, pra que desconfiar?
O problema é que o mesmo ocorre com a nossa consciência política. O aparente senso de tranquilidade pode ser rapidamente identificado enquanto estamos à mesa jantando e ao mesmo tempo assistimos na TV uma criança viajar todos os dias com fome, doente, quilômetros a pé para chegar a sua escola que está totalmente deficiente, com professores mal remunerados, e constatamos que isso não mexe mais com a gente. Para muitos cristãos a conclusão é lógica: Deus é soberano, nada acontece sem sua permissão, logo, é melhor não gastar tempo me preocupando com o que acontece ao meu redor.
Não importa se o passado do meu candidato é sujo, se ele se envolveu com toda sorte de corrupção imaginável e inimaginável. Se ele é evangélico e mesmo assim rouba o leite das crianças, a educação dos estudantes, a saúde dos doentes e coloca tudo dentro de sua cueca. Não importa se o meu candidato defende e apoia a união de pessoas do mesmo sexo, se ele deseja que crianças abandonadas sejam adotadas por gays ou lésbicas ou pretende censurar a liberdade de expressão. Muito menos importa se ele defende que uma mãe motivada por razões egoístas decida abortar o seu filho no nono mês de gravidez, pois dela é a barriga, faça como quiser!
E sabe por quê? Porque se eu tenho o meu salário, bolsas e mais bolsas, créditos e mais créditos, se eu tenho pão e leite, bens móveis e imóveis, e todos os políticos são da mesma laia, o que me importa de verdade é garantir o que é meu. Você pode dizer, por favor, não seja tão pessimista ou tão apocalíptico pastor! O problema meu prezado Alienatus é que tal síndrome muito mais anestesia ou condiciona a consciência do que desperta o cidadão para o verdadeiro sentimento que deveria ser marcante na vida política – o serviço público. A grande verdade é que para a grande maioria, e isso inclui um grande número de crentes, o público não é meu.
O cristão não deve se esquivar de sua responsabilidade política, pois Deus o chama a obedecer e honrar as autoridades constituídas por Ele no mundo em que vive (Rm 13.1-6). Obediência e honra significam também oração, envolvimento e cooperação. Santo Agostinho há muito tempo atrás definiu a política como a forma mais elevada de caridade possível na terra. Se exercida, legislada e aplicada corretamente a política pode se tornar um grande instrumento de bênção para a nossa nação. Isso se prova bíblica e historicamente. O reino de Israel ou as nações que abraçaram a fé reformada no século XVI vivenciaram esta benção enquanto submeteram seus governos e governantes a Deus.
Caro Comodus, quando você vê as mesmas caras na televisão, com o mesmo blá, blá, blá de sempre pedindo mais uma vez o seu voto de confiança, qual tem sido a sua reação? O que você acha que Deus pensa sobre tudo isso? Se você perdeu o senso político-crítico, cuidado! A síndrome do tudo vai bem te pegou!
Sinceramente,
Pr. Alan Kleber
Nota:
Esta carta e seu destinário são fictícios. Qualquer semelhança com o grande número de evangélicos politicamente acomodados e alienados é mera coincidência.

