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13 de setembro de 2012

O Mercado Gospel e o Ódio de Jesus


Jesus está dando instruções aos seus discípulos que servem para nós, quando nos dispomos a levar adiante a mensagem graciosa do evangelho. Assim disse o nosso Senhor: “À medida que seguirdes, pregai que está próximo o Reino dos Céus. Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos cintos”; e é exatamente nesse contexto, que Jesus continua: “digno é o trabalhador do seu alimento”. Vamos analisar esse texto à luz dos últimos acontecimentos do mercado gospelno Brasil.
 
(Falo especificamente do CCLI onde grupos de música e cantores gospel estão cobrando de igrejas para poderem tocar suas músicas: clique aqui).
 
Precisamos saber que há aspectos temporais nessas palavras, pois aqueles doze homens possuíam alguns poderes especiais que não temos, pois eles eram dotados de alguns dons que não temos hoje, como, apenas para exemplificar, o de ressuscitar mortos, entretanto, os princípios ensinados nesse texto devem nortear como usamos os dons que Deus nos dá para que cada um de nós exerça o ministério.
 
Quando li sobre a ideia de autores de músicas que usamos nos cultos a Deus cobrarem dinheiro para que as igrejas espalhadas pelo Brasil pudessem cantá-las, muitas coisas vieram a minha mente.
 
A primeira foi o Apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios que seria completa derrota para a Igreja se seus membros tivessem qualquer demanda e constituíssem julgadores desse mundo para arbitrar o que se deve fazer no meio do povo de Deus. Quanto a isso, seria bom ler o texto completo (leiam I Co. 6:1-8), mas leia aqui ao menos essas palavras: “Porque não sofreis antes a injustiça? Porque não sofreis antes o dano?
 
Também me lembrei dos ensinamentos desse mesmo Paulo a Timóteo desmascarando alguns que pensam que “a piedade é fonte de lucro”. Eles são chamados por Paulo de gente de “mente pervertida e privados da verdade”. Mas Paulo completa seu pensamento: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com contentamento. Porque nada temos trazido a esse mundo, nem coisa nenhuma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora”, completa Paulo, “os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos atormentam com muitas dores”. (ler I Timóteo 6:5-11)
 
Por Paulo não deixar seu filho correr o mesmo risco, ele diz: “Tu porém, ó homem de Deus, foge dessas coisas”, como eu gostaria que irmãos em Cristo que estão fascinados com essas possibilidades carnais lessem minhas palavras e voltassem atrás, fugindo dessa insensatez.
 
Mas me veio à mente também alguém que está muito mais irritado do que eu ou qualquer outra pessoa nesse mundo, pois nosso Senhor Jesus deixou registrado o quanto ele odeia os que mercadejam a Palavra de Deus (leiam II Co. 2:17), pois quando encontrou os que negociavam no lugar do culto a Deus, ele “fez um azorrague de cordas e expulsou todos do templo”, dizendo categoricamente para eles: “Não façam da casa de meu Pai casa de negócio”. (leiam João 2:13-17)
 
Que todos os vendilhões sejam expulsos de nossas igrejas, e que “o zelo da casa de Deus nos consuma” (João 2:17) como consumiu o nosso Mestre nessa ocasião.

31 comentários:

Anônimo disse...

Dizer o que, Pastor? É triste ver isso, mas graças a Deus tem pessoas abrindo os olhos da gente para ver e ter cuidado com eles

Eliseu Azevedo disse...

Existe uma estratégia simples, mas eficiente... Se começarmos a ouvir as escrituras e passarmos a "salmodiar" (Salmos 61.8 e 47.7), será que não começaríamos, também a resolver esses e outros problemas internos que tem consumido muitos colegas que estão lutando pela pureza do culto? Fica aqui meu registro.

cristianismo-relevante disse...

Caro Samuel

Há um outro aspecto que eles não foram capazes de mensurar: o tiro pode sair pela culatra! Muitas igrejas indignadas com esta forma fácil e maligna de extrair dinheiro nunca mais cantarão estas músicas. Aliás, aqui na igreja em que sou pastor já disse que, em último caso, voltamos a usar somente o hinário, que por sinal tem músicas infinitamente melhores do que as que hoje eles compõem (como diz M. Hourton, canções do tipo "Deus é Minha Namorada).

Anônimo disse...

Não creio que salmodia exclusiva seja a solução não, mas que nessas horas entedo Josafa Vasconcelos.
Wanja

Anônimo disse...

Muito lúcido o texto e reflexivo o suficiente para nos fazer pensar não apenas superficialmente, mas também a analizar as músicas pois tem muita coisa ruim de teologia que se canta.
Reverendo Julio Souza
PS Parabéns

Samuel Vitalino disse...

Caros Eliseu e Wanja,

Creio que uma ação não deve fazer com que a reação leve o pendulo para o outro lado, necessariamente.

Amo o Pr. Fafá e respeito muito as pessoas que aditam a salmodia exclusiva, pois o fazem por zelo, mas, creio eu, não é o que a Bíblia ensina.

Creio que os Salmos devem ser cantados, sim, e mais do que são nas Igrejas hoje, mas já temos o cumprimento das promessas dos Salmos em Jesus e, por isso, cantar essa concretização é bíblico...

Como Paulo ensina a Timóteo: "Aquele que foi manifestado na carne, foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido na glória"! Esse é Jesus!

Samuel Vitalino disse...

Cristianismo-relevante,

Sim, quem sabe podemos cantar mais os salmos e hinos e cânticos mais antigos.

Na nossa Igreja temos feito isso há algum tempo... é tão bom!

Samuel Vitalino disse...

Júlio,

Isso mesmo. Sempre é uma boa hora para poder analizar as coisas que cantamos.

Sempre devemos aproveitar as dificuldades como boas oportunidades!

Abraço,

Samuel Vitalino disse...

Júlio,

Isso mesmo. Sempre é uma boa hora para poder analizar as coisas que cantamos.

Sempre devemos aproveitar as dificuldades como boas oportunidades!

Abraço,

Anônimo disse...

Precisamos olhar esta questão de todos os lados: não são apenas esses cantores gospel que vendem a palavra, todos que fazem o contrario que o Salvador ensinou vende a palavra;
"de graça recebestes, de graça dai" MT10:8 - recebeste de graça o DOM, e muitos estão vendendo aquilo que receberam gratuitamente a exemplo de "pastores" que vendem a palavra por dizimos de ovelhas enganadas por estes mesmos guias cegos MT 15:14
Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.
Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do DOM DE CRISTO.
Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu DONS aos homens. Efésios 4:7-8
Como vimos Ele deu DONS aos homens e não cargos especiais,são dons para edificar a "igreja" o corpo de Cristo.
Me desculpe qualquer coisa mas só escrevi aquilo que leio nas escrituras e entendo que é desta forma que o espirito quer conduzir o corpo para que todos cheguemos a unidade da fé. Ef 4:13

Samuel Vitalino disse...

Anônimo, creio que você está certo... é que a notícia do momento é o lance das músicas, mas isso não isenta os falsos mestres não... ao contrário... mostra o que o ensino deles está fazendo!

Samuel Vitalino disse...

Anônimo, creio que você está certo... é que a notícia do momento é o lance das músicas, mas isso não isenta os falsos mestres não... ao contrário... mostra o que o ensino deles está fazendo!

Clodoaldo Brunet disse...

Muito bom pastor! Oportuna mensagem, vou divulgar!

Clodoaldo Brunet disse...

Muito bom pastor! Oportuna mensagem, vou divulgar!

Charles disse...

STJ - Ecad não pode cobrar por execuções musicais em evento religioso, gratuito e sem fins lucrativos


A 3ª turma do STJ excluiu a cobrança de direitos autorais em relação a um evento religioso, com entrada gratuita e sem fins lucrativos promovido, em 2002, pela Mitra Arquidiocesana de Vitória. O TJ/ES havia determinado o pagamento ao Ecad - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição. A turma seguiu integralmente o voto do relator do recurso, ministro Paulo de Tarso Sanseverino.

A ação de cobrança movida pelo Ecad diz respeito a "execuções musicais e sonorizações ambientais" quando da celebração da abertura do Ano Vocacional em Escola. O TJ/ES considerou que o art. 68 da lei 9.610/98 (clique aqui) autorizaria a cobrança dos direitos autorais. A Mitra recorreu ao STJ.

Em seu voto, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino admitiu que a leitura isolada do art. 68 da lei 9.610/98 indica a obrigação dos direitos autorais. "Mas a lei, nos artigos 46, 47 e 48 regula as limitações aos direitos autorias", apontou. O relator destacou que entre essas limitações estão o direito à intimidade e à vida privada, desenvolvimento nacional e à cultura, educação e ciência.

Para o magistrado, negar essas limitações seria negar direitos fundamentais que, no caso, devem se sobrepor aos direitos dos autores das obras. Ele apontou, ainda, que o art. 13 do Acordo OMC/TRIPS, do qual o Brasil é signatário, admite a restrição de direitos autorais, desde que não interfira na exploração normal da obra ou prejudiquem injustificavelmente o titular do direito. Para o relator o evento não teria magnitude o bastante para prejudicar a exploração da obra.

O ministro explicou que é preciso verificar três hipóteses em que se admite a reprodução não autorizada de obras de terceiros (a chamada "regra dos três passos"): em certos casos especiais; que não conflitem com a exploração comercial normal da obra; que não prejudiquem injustificadamente os legítimos interesses do autor.

Sanseverino acredita ser este o caso. "O evento de que trata os autos – sem fins lucrativos, com entrada gratuita e finalidade exclusivamente religiosa – não conflita com a exploração comercial normal da obra (música e sonorização ambiental), assim como, tendo em vista não constituir evento de grandes proporções, não prejudica injustificamente os legítimos interesses dos autores". E ele completou: "Prepondera, pois, neste específico caso, o direito fundamental à liberdade de culto e de religião frente ao direito do autor".

Processo relacionado : REsp 964404

Daniel Subkoff disse...

Mas Muca, como ficam os músicos evangélicos que não tem outra possibilidade de renda a não ser a de cantar esse tipo de música? Como proceder, se é na igreja que se encontra o maior público? Eles precisam se sustentar também né?

Samuel Vitalino disse...

Daniel,

Não há argumento humanistico que possa dar razão para alguém cobrar por qualquer coisa que se faça no culto a Deus.

Deixo um texto para sua reflexão: II Samuel 24:18-25.

Abraço

Samuel Vitalino disse...

É isso, Charles!

Anônimo disse...

Pr. Samuel, esse texto de II Samuel 24 realmente é impressionante. Obrigado.

Anônimo disse...

E o lance do Genizah, Pastor, não esclaresceu alguma coisa? Cássio

Rogério Bernini Junior disse...

Eita! chegou pra vocÊs também! segue uma postagem também: www.musicareformada.blogspot.com

Rogério Bernini Junior disse...

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Eita! Chegou a cartinha do "cesar" pra vocês também. Acesse também: www.musicareformada.blogspot.com

Unknown disse...

Olá pastor.

E quanto aquilo que serve pra edificação, mas não no contexto do culto público, como música cristã ou literatura cristã? Algo que sempre me deixa com uma pulga atrás da orelha, é a questão das editoras denominacionais, muitas vezes elas parecem agir de uma maneira orientada pelo mercado e não pela edificação, não tanto pelo conteúdo publicado, mas sim pelas estratégias "comerciais" empregadas por elas, como descontos promocionais.
Não seria pra uma obra que serve de edificação, a fim de se atingir o maior número de crentes possíveis, sempre ser oferecida pelo menor preço possível? Isso claro com uma outra maneira de garantir acesso aos mais desprestigiados que mesmo assim não teriam como arcar com o custo. Por fim, como fica a relação de um escritor cristão, um pastor, com royalties e direito autoral, enquanto escritores que escrevem para o ensino?

Já agradeço a resposta, Pr. Samuel. Um Abraço.

Samuel Vitalino disse...

Cassio,

O lance do Genizah esclarece sim. Esclarece exatamente o que falei - que o mercado e o "legal" é utilizado sem qualquer recato mesmo quando é contra a Palavra de Deus.

Aliás, nem a Bíblia foi citada no texto, por razões óbvias.

Agora, não estou indo contra Romanos 13, por exemplo. Creio que não devemos descumprir as leis quando elas são contra nós, mas nos utilizar delas em nosso benefício ferindo os princípios bíblicos aqui expostos é que é o problema.

Samuel Vitalino disse...

Li seu texto, Rogério, valeu!

Chego já por aí, né? :)

Samuel Vitalino disse...

Pr. Samuel (Xará) :),

Eu creio que as editoras tem que sobreviver, algumas conseguem fazer isso vendendo livros em larga escala e barato; outras não.

Eu não entendo muito dessas coisas, mas meu objetivo SEMPRE é colocar literatura BOA e barata (se possível gratuita) nas mãos das pessoas.

Unknown disse...

Na verdade foi um erro de sintaxe rss. Não sou xará não, achei que a assinatura era automática.

Pastor, mas acho que a IPB através do Mackenzie e da Apecom incentivando, pq não?, poderiam ter algo no estilo do http://www.ccel.org/ do Calvin College. Às Institutas, o comentário bíblico do Matthew Henry, o diário do Simonton, etc. ao acesso de todos, seria algo muito bom, penso.

Brigado Pastor.

Luan

Samuel Vitalino disse...

Olá Luan (da Penha?)

Creio que todo incentivo é válido. A APECOM tem doado bons livros nos cursos que dou de evangelismo pessoal.

Abraço,

Anônimo disse...

Odeiaaaa??? Jesus odeiaaa??? Ódio e Jesus não combina, e não é porque Paulo diz algo sobre Jesus que necessariamente esteja certo. O dia que evang´licos entenderem que o amor reina no coração de Jesus, eles vão começar a tirar o odio de jesus que existe na biblia e em seus corações.