Subscribe Twitter Twitter

15 de março de 2012

A maldade humana. De onde vem?

figura edu“As pesquisas mostram que fazer o mal pode não ser um questão de livre-arbítrio. Pessoas fizeram atos de crueldade não porque escolheram, mas porque apresentaram uma deficiência no cérebro”[1].

Caros amigos, temos observado a ciência se desenvolver a cada ano, muitas descobertas benéficas e outras não. Quanto ao tema acima, vamos considerar “E a Bíblia com Isso!”

Sabemos que a maldade humana surgiu quando o homem pecou, de lá para cá as coisas só pioram e comprovam a tese que a maldade humana não é defeito no cérebro, nem algo resultante de um ambiente desfavorável.

Devemos entender que a maldade não se limita a atos de crueldade direta (matar, torturar, estuprar), mas também indiretamente (ações de guerra, ações políticas), enfim a maldade é inerente do pecado, e pecado é sinônimo de egoísmo, egolatria, inveja, homicídio e etc. Essa maldade começou logo depois do pecado (os dois primeiros filhos dos humanos, um matou o outro) e não teve arrependimento[2]. Mais tarde um dos seus descendentes, também matou dois homens[3]. Depois muitos anos o números dos seres humano se multiplicou e a maldade também.

Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração.”

O articulista da matéria: De Onde Vem o Mal?[4], relata o que um psiquiatra fala sobre a falta de Empatia: “Maldade é falta de empatia. Você causa mal a alguém porque não está preocupado se a pessoa vai se machucar fisicamante ou emocionalmente.”

Desde que o homem pecou ele perdeu a “empatia”, a afeição pelo seu criador e pelo seu próximo, dai o Senhor Jesus resumir os Dez Mandamentos em dois. “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”[5].

“Ao diminuir a identidade com o próximo uma pane da empatia também faz com que a pessoa não sinta um bloqueio ao pensar em fazer algo malvado. Quando alguém comete um crueldade, esse circuito tem um mau funcionamento, está desligado.”[6]

A maldade humana não é simplismente um mau funcionamento, uma pane do cérebro; não é falta de empatia ou uma prática restrita aos psicopatas, mas a todos homens. A incapacidade de ser empático com outros é uma grande consequencia do pecado.

E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.”[7]

Os homens sempre tentam diminuir sua culpa, ou não admitirem o pecado, justificando-os com filosofias e ciência. Para muitos a responsabilidade humana não pode ser admitida plenamente, no mínimo tem que ser dividida.

A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.”[8]

edu2Gostaria que pensássemos juntos: Já se perguntou por que os filmes de violência, filmes sangrentos, filmes de terror e maldade estonteante fazem tanto sucesso? Já se perguntou por que o UFC, MMA, Strikeforce, K1, Boxe e outros entretenimentos violentos estão “bombando” e sempre tiveram grande audiência na mídia?

Desde que o homem pecou, a violência e maldade contra o semelhante sempre esteve no coração humano, mesmo que ele não a pratique.

Afirmam os especialistas que além de genes, defeitos cerebrais, outras variantes como educação familiar, traumas, maus-tratos, violências na infância, o mal social (o homem é fruto do meio) afetam a maldade humana. Concordo em parte.

Mas pensemos nos homens maus da história! Suas crueldades e atrocidades contra o próximo. Será que Hitler e toda a sua suástica, oficiais, soldados, cientistas, médicos quando praticaram todo tipo de barbárie contra os judeus, eram todos doentes, ou fruto de traumas de uma sociedade cruel? E outros personagens da história? Como os Faraós, Imperadores e os ditadores do século passado como Josef V. Stalin, Idi Amim Dada, Sadan Hussem e outros? Veja o que Paulo fala sobre a maldade humana.

“Sabe, porém, isto nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder.”[9]

Remédio e tratamento para a Maldade humana?

“Acho que no futuro iremos além. Mudaremos a pessoa, sua motivação, sua capacidade de responder de modo moral, aumentando a empatia e diminuindo a agressão.”[10]

A maldade humana surgiu por causa do pecado. Essa maldade tem se manifestado em toda a história deste então, mesmo que muitos deles nunca manifestem em ação a sua maldade. Respeito à ciência e as pessoas que se dedicam a explicar o mau comportamento humano, mas não posso concordo com suas teses e teorias sobre De Onde Vem o Mal?

A pergunta 8 do Catecismo de Heidelberg diz: Pergunta. Mas somos tão corrompidos que não conseguimos fazer bem algum e somos inclinados para todo mal? Resposta. Somos sim, se não nascermos de novo pelo Espírito de Deus.

Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.[11]

Deus te abençoe.

Um grande abraço,

Eduardo Ferraz


[1] Professor da Universidade de Cambridge, Simon Baron-Cohen, sugere em seu livro (A Ciência do Mal). Matéria da revista Galileu, julho 2011, n° 240.

[2] Gênesis 4.8-9.

[3] Gênesis 4.23-24

[4] Galileu, n° 240

[5] Marcos 12.30-31.

[6] Galileu n° 240

[7] Romanos 1.28-31.

[8] Gênesis 3.12

[9] Romanos 1.28-31.

[10] Relato de um especialista, Galileu n° 240

[11] Tito 3.7

8 de março de 2012

Mulheres Cristãs e o Dia Internacional da Mulher

 

 

Hoje se comemora o Dia Internacional da Mulher. Para a grande maioria dos brasileiros, apenas mais uma data convencionada pelo mundo ocidental. Já para o comércio, um ótima oportunidade de bons negócios devido a expectativa de boas vendas. Contudo, para o movimento feminista, uma data histórica de uma antiga luta por direitos iguais entre homens e mulheres; um marco da resistência de um ideal libertador, igualitário, comunista, porém utópico.  - Você disse comunista? Isso mesmo. Poucos conhecem a história, mas o Dia Internacional da Mulher possue profundas raízes históricas ligadas aos ideais revolucionários socialistas.

O primeiro “Dia da Mulher” (“Woman’s Day”)  aconteceu em 1908 em Chicago, com a presença de 1500 mulheres. Foi um dia dedicado à causa das operárias, denunciando a exploração e a opressão contra as mulheres, defendendo a igualdade entre os sexos e a autonomia do lado feminino, incluindo o direito ao voto. Entretanto, foi na Alemanha, que Clara Zetkin, propôs na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, o Dia Internacional da Mulher, que a partir de 1922 teve o dia 08 de março como data oficial e mundialmente conhecida.  

O Lado Feminino da Força

O movimento feminista iniciado no século passado cresceu em influência e permanece sustentando as mesmas reivindicações originais. Bandeiras históricas como a divisão do trabalho doméstico, salário igual para trabalho igual, o combate à violência doméstica, a reivindicação de creches para todas as crianças e a defesa da legalização do aborto continuam na ordem prioritária das “viris” feministas.

Conhecendo a história percebemos porque a fábula do Escorpião e o Sapo torna-se perfeitamente aplicável  a esse contexto. Deixe-me explicar. É impossível exigir uma postura bíblica de uma sociedade que defende pressupostos visivelmente alienados de Deus e sua Palavra. “Diz o insensato em seu coração: Não há Deus”. (Sl 14.1). Como assim?

Se uma jovem cristã decide hoje casar virgem, contraria o conceito feminista da liberdade sexual. Para que se guardar para um homem se você tem direito sobre seu corpo e é livre para fazer sexo com quem quiser, seja homem ou mulher? Por que sustentar uma gravidez indesejada se você pode decidir abortar na hora e no tempo que quiser, independente do período de gestação?  Por que ser tola e ficar em casa cuidando do esposo e dos filhos se você pode conquistar sua liberdade trabalhando fora?

É por essa razão, que os governos, a mídia, escolas e universidades, o homem e a mulher comuns, porque emancipados moral e espiritualmente de Deus sempre defenderão uma visão totalmente distorcida do papel que Deus estabeleceu na Criação para o homem e a mulher. Palavras como submissão, obediência, liderança masculina, auxílio idôneo, defesa à vida,  nunca serão aceitas como a Bíblia ensina, mas serão compreendidas, defendidas e substituídas pelo feminismo como uma tentativa machista de escravizar e oprimir as mulheres no mundo.

E a Mulher Cristã, como fica?

Esta é uma boa pergunta, porque alguns elementos da luta das mulheres não são essencialmente perigosos ou ruins. A Bíblia não proíbe que as mulheres estudem e votem nos seus governantes e condena todo e qualquer tipo de violência contra mulher. Como parte mais frágil, seu marido deve amá-la como Cristo amou a sua Igreja. Perceba que este é um padrão extremamente elevado! Outro exemplo interessante é que longe de oprimi-las ou escravizá-las, os homens cristãos devem liderar pastoralmente suas esposas à medida em que elas auxiliam em obediência amorosa seus maridos.

Penso que o grande desafio para a Igreja de Cristo na atualidade é resgatar o papel do homem e da mulher segundo a Palavra de Deus. Estamos sofrendo um processo destrutivo dos padrões e fundamentos da masculinidade e feminilidade bíblica. Homens pensando, falando, andando e se vestindo como mulheres, envolvidos num perigoso processo de feminilização. Enquanto as mulheres vivem travando uma verdadeira disputa contra o sexo oposto em todas as áreas da vida. Um exemplo claro disso ocorre nas igrejas cristãs. O abandono da verdade bíblica pelos ideais feministas abriu espaço para as mulheres assumirem a liderança de igrejas locais negligenciadas pelos homens, como também promoveu a ordenação feminina ao ministério pastoral. Sinceramente, não encontro nenhuma passagem na Bíblia que me ensine que o Pastor deve ser esposa de um só marido.

Se a cosmovisão das mulheres cristãs está sendo moldada pelos pilares de fundação do Dia Internacional da Mulher, receio que não temos muito o que comemorar, antes, pelo contrário, deveríamos corar de vergonha, pois nada tem a ver com a mulher virtuosa de Provérbios 31, que antes de qualquer coisa, tem Jesus Cristo como centro da sua vida, preocupa-se em seguir a Palavra de Deus e molda a sua vida para sua família, não trocando sua missão gloriosa por escritórios, arquivos, emails ou caixas.

Alan Kleber

28 de fevereiro de 2012

O Justo Viverá Pela Fé

Habacuque sofreria muito se vivesse nos nossos dias. Suas súplicas a Deus por Justiça frente ao viver impiedoso do seu próprio povo deve nos fazer orar como ele orou, pedindo que Deus aja mesmo contra o seu povo, para que este possa acordar da letargia e fraqueza moral com que vive.

Por mais surpreendente que tenha sido, a resposta de Deus ao profeta dizendo que mandaria um povo ímpio para escarnecer do seu próprio povo parece também ter cumprimento nos nossos dias. Somos, como ‘evangélicos’ motivo de piadas e chacotas por causa dos falsos crentes e líderes que embaralham a mente do mundo e envergonham o evangelho.

Mas como devemos, os crentes, perceber todo esse engano que o falso cristianismo tem mostrado? Deus disse a Habacuque que escrevesse numa tábua de pedra (igualzinho aos 10 mandamentos) qual seria o centro da sua mensagem: O justo viverá pela fé.

Aprendendo a lição, o profeta declarou que se tudo na vida acabasse, a figueira não florescesse, a oliveira murchasse, os currais ficassem vazios, ainda assim ele se alegraria em Deus e na sua salvação.

Será que esse evangelho pode ser pregado como suficiente?

Se tudo o que der prazer ao leitor: família, emprego, estabilidade e o que mais você puder pensar for requerido de você hoje, você precisa entender que viver pela fé é, ainda nas piores circunstâncias poder dizer: ainda assim eu me alegro no Deus da minha salvação.

Parece diferente do que você vê na TV? Mas esse é o evangelho daquele que nos chamou assim: Quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.

Esse é um convite irrecusável!

Abraço,

Samuel Vitalino

18 de fevereiro de 2012

Felicidade sem fim

palhaco-blogols-ionio-freire “Tristeza não tem fim. Felicidade, sim...”, dizem Tom Jobim e Vinícius de Morais em uma de suas músicas chamada “Felicidade”. E, para provar que a felicidade é passageira, eles fazem uma comparação:

“A felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho pra fazer a fantasia de rei, ou de pirata, ou jardineira e tudo se acabar na quarta-feira.(grifos meus)

O que é interessante é que essa visão sobre o carnaval como uma “felicidade passageira” não saiu da boca de um cristão, mas de dois ímpios. Apesar disso, ano após ano o Brasil pára e comemora o carnaval e muitos depositam nele a esperança de terem felicidade. O problema é que quando a felicidade é circunstancial, ou seja, depende de alguns artifícios para existir, ela acaba no final da festa.

Após observar a visão que o ímpio tem sobre a felicidade, observemos a visão bíblica no Salmo 89.15-16: Bem-aventurado (feliz) o povo que conhece as vivas de júbilo, que anda, ó Senhor, na luz da tua presença. Em teu nome, de contínuo se alegra e na justiça se exalta.” (grifos meus)

Para os que temem a Deus, a felicidade não tem fim. Segundo o salmista ela é contínua, pois não depende de circunstâncias. Ela é fruto da confiança e do “andar” na luz da presença do Senhor.

Ainda que experimentemos momentos de tristeza, temos a promessa do Senhor de que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos, e isso nos traz felicidade. Felicidade por saber que, apesar das lutas, das dificuldades e das provações, o Senhor é conosco e nunca nos deixará.

Não precisamos de artifícios para nos alegrar, pois como nos diz o salmista: “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”, ou, em outras palavras, se o Senhor é o meu pastor eu não preciso de mais nada.

Graças a Deus não precisamos do carnaval nem de qualquer outro artifício para ser felizes, pois temos a felicidade sem fim na vida oferecida a nós mediante a morte de Cristo Jesus, vida esta, abundante.

Milton Jr.

15 de fevereiro de 2012

Como me irrita financiar o carnaval!

montag_carnaval_101011O Carnaval é como Copa do Mundo, possui a vocação de iludir os brasileiros fazendo-os pensar que são os melhores do mundo. A mídia aproveita o momento para aumentar a sua audiência e abusa na cobertura, sempre mostrando a mesmice enjoada dos blocos carnavalescos no nordeste ou das escolas de samba no sudeste. A maioria da população entra no frenesi cujas oportunidades concentram-se na utilização das máscaras e das fantasias que manifestam os desejos mais íntimos do coração, principalmente os de ordem sexual ou política.

Nem preciso dizer da promiscuidade que corre solta nas grandes concentrações populares fazendo com que as campanhas oficiais sobre o uso de camisinhas cresçam consideravelmente. Junto com a promiscuidade vem a bebedeira e o uso de entorpecentes, ações que destroem o indivíduo em sua conduta e em sua saúde. Resultado: a festa do Carnaval é uma comemoração repulsiva que só promove a malandragem e a destruição que vêm travestidas de alegria e descontração.

Nisso tudo, o que mais me irrita é o fato dessa festa ser financiada com recursos públicos que poderiam ser aplicados em programas culturais mais construtivos como a música, a pintura, a poesia, a publicação de livros etc. Milhões de reais são literalmente queimados pelas pessoas que desejam apenas extravasar publicamente os seus pecados nessa festa onde tudo pode, inclusive o nu público.

Apenas como exemplo, quero mencionar uma prefeitura, a da capital do estado de Roraima, a cidade de Boa Vista. No ano passado, por questões políticas, o Fundo de Participação do Município (FPM) destinado à prefeitura local foi cortado em mais de 50% acarretando grandes transtornos aos munícipes. O ponto mais crítico foi o recolhimento de lixo que diminuiu de três para uma coleta semanal. tornando a cidade literalmente emporcalhada. Não posso negar o empenho do atual prefeito em tentar amenizar o problema que se alastrava para outras áreas como o controle da dengue, mas seus esforços eram praticamente inúteis. Agora vejam só, mesmo diante da calamitosa situação financeira, as verbas destinadas ao chinfrim desfile das escolas de samba boavistense aconteceram sem nenhum prejuízo. Conclusão: o lixo e a dengue podem tomar conta da cidade, mas o miserável Carnaval não pode deixar de acontecer.

É lamentável saber que boa parte das verbas públicas, dinheiro que sai também do meu bolso, serve para subsidiar a bebedeira, a folia, a promiscuidade e os descontroles decorrentes como a violência no trânsito. Além disso temos os exorbitantes gastos extras do Estado no aumento do número de bafômetros, hora extra dos policiais, distribuição gratuita de camisinhas etc. Num país onde a fome ainda persiste e onde a segurança pública e a saúde vivem o caos, é odioso saber que uma atividade tão fútil e tão dispensável como o Carnaval recebe milionárias quantias dos massacrantes impostos que eu e você pagamos.

Como isso me irrita!

Sola Scriptura.

Alfredo de Souza

3 de fevereiro de 2012

Sobre Programas Evangélicos Globais


O ano passado foi, no mínimo, interessante do ponto de vista do mundo “Gospel” brasileiro. Vimos nossos cantores na mídia mais do que nunca. Não apenas o Raul Gil já havia aberto as portas de seu programa de calouros para que cantores evangélicos soltassem a voz, como também a Globo, de forma inusitada, abriu oportunidades no programa do Fausto Silva e do Luciano Hulk para o Ministério Diante do Trono. A Globo inovou com a produção de um programa de final de ano em pleno domingo que contou com a participação de cantores evangélicos.
Várias pessoas têm me perguntado sobre os prós e os contras dessas oportunidades que têm surgido. Alguns até me informaram que Ana Paula Valadão seria apresentadora de um programa global semanal. Em primeiro lugar, li uma entrevista recentemente da Ana Paula informando que ela não havia recebido qualquer proposta da Globo. No entanto, se receber, pensará com carinho na possibilidade.
(confira no site http://www.midiagospel.com.br/noticia/brasil/ana-paula-valadao-fala-sobre-proposta-da-globo).
Agora, deixe-me pensar em algumas coisas sobre estas novidades. Ao mesmo tempo em que elas são boas oportunidades de se propagar o nome de Cristo (leia Filipenses 1 e veja como Paulo não se esforçou para impedir que pregadores falassem por interesse comercial), fazendo com que alguns temas da mensagem do evangelho penetrem nos lares, nem tudo são rosas. Há alguns espinhos indesejáveis. O primeiro deles é a clara intenção da Globo de lucrar com o novo “filão” do mercado brasileiro. Há um número cada vez maior de crentes no Brasil, sejam eles reformados, confessionais, tradicionais, pentecostais ou neo-pentecostais. Você pode não apenas olhar para essa classe do ponto de vista da religião, mas também como uma fatia preciosa no mercado. Basta uma caminhada pela Rua Conde de Sarzedas em São Paulo ou na Galeria Gospel de BH (pense no polo comercial evangélico de sua cidade), e você constatará o que eu estou dizendo. São milhões de consumidores de CDs, Bíblias, livros, acessórios, roupas com dizeres bíblicos, etc. Não se engane. A Globo não está interessada em divulgar a fé evangélica. Ela está interessada no dinheiro que os evangélicos podem dar a ela pelos seus contratos de publicidade e através de seu selo musical.
Outro perigo é o da promoção da superficialidade do conhecimento bíblico. Um programa como “Caldeirão do Hulk” não permitiria espaço para uma pregação da Palavra explicando, contextualizando e aplicando o texto bíblico. Além do mais, o máximo que se consegue é dizer algo do tipo “Jesus me deu paz”, “Jesus pode te fazer feliz”, veja bem, coisas essas que os budistas diriam em relação a seu ídolo, umbandistas diriam dos orixás ou os muçulmanos diriam em relação a Alá ou Maomé. Mas existe uma diferença brutal e incomparável entre Cristo e essas figuras religiosas. Jesus é o Criador de todas as coisas (Jo 1.1-3). Ele é eterno, o filho de Deus, verdadeiro Deus (1Jo 5.20), o único mediador (2Tm 2.5), aquele que é digno da nossa adoração e louvor (1Tm 6.14-16; Jd 24,25). Sendo homem, pagou pelos pecados como representante do homem; sendo Deus, fez com que seu sacrifício fosse no lugar de muitos e, assim, satisfez perfeitamente a justiça de Deus. No entanto, por causa do formato de um programa televisivo e até por causa do pluralismo vigente na sociedade atual, nada disso poderia ser dito. Ficaríamos apenas com máximas vazias de conteúdo e cheias do vácuo doutrinário.
Outro perigo é o da análise incorreta da realidade evangelical brasileira a partir do que se vê em programas assim. Quem vê Kleber Lucas na TV cantando vai pensar que é da mesma linha que o Stênio Marcius ou Edilson Botelho. Quem fará distinção entre a linha teológica de Priscila Barreto e Eyshila? Jorge Camargo será do mesmo perfil doutrinário que Regis Danese. Hoje em dia ninguém sabe a diferença entre Igreja Presbiteriana do Brasil e uma outra igreja presbiteriana cujo “pastor” celebra bênção matrimonial entre pessoas do mesmo sexo. Quando um escândalo envolve um pastor evangélico ou uma igreja evangélica, todas as denominações sofrem com a identificação sumária. Aliás, a moda é não pensar nas diferenças, mas sentenciar: “para mim é tudo a mesma coisa!” Eu sinceramente tenho a plena convicção de que a música cristã brasileira é muito mais que Diante do Trono, Cristina Mel, Kleber Lucas, Trazendo a Arca, Vineyard, Eyshila, Marina de Oliveira, Fernanda Brum, Aline Barros e outros da mesma linha. Esses estilos mais comerciais, e que por sinal são muito parecidos (falo como quem já teve uma produção musical taxada como não comercial), não podem representar ou resumir a música cristã brasileira. É preciso falar também de Daniel Maia, Stênio Marcius, Edilson Botelho, Jorge Camargo, João Alexandre, Guilherme Kerr, Sérgio Leoto, Gerson Borges, Nelson Bomilcar, Glauber Plaça, Diego Venâncio, Jader Gudin, Gladir Cabral, Tiago Vianna, Ivan Melo, Davi Werner, Hildemar Falcão, Índio Mesquita, Carlinhos Veiga, Expresso Luz, Hadassa (de Recife), Iclayber, Fabinho Silva, Cíntia e Sylvia, Carlos Sider, Gerson e Andréa, Cristian Peticov, Cláudio Rocha, Sérgio e Marivone, Samuel Tito... (me perdoem aqueles cujos nomes não foram citados, mas isso não importa tanto; seus nomes estão arrolados no livro da vida do Cordeiro morto antes da fundação do mundo e é isso o que importa de fato).
Concluindo esta breve reflexão, pergunto: pode ser uma coisa boa? Sim, pode, mesmo porque importa que o nome de Jesus seja proclamado, como disse Paulo em Filipenses 1. No entanto, se o escândalo da cruz é encoberto, se pregação do sangue derramado em favor de muitos é omitido, se a necessidade de arrependimento é solapada, se a exortação à santidade é deixada para outra ocasião, se a verdade da ressurreição ao terceiro dia é esquecida, se a segunda vinda nem é lembrada, então o nome de Cristo não é anunciado; antes, é profanado. É triste ver como pessoas e instituições voltadas para o lucro fazem de tudo para conseguirem uns cascalhos, até mesmo dar espaço àquilo que tolheu por toda a história. Convenhamos: quem é que sempre divulgou o misticismo, o comportamento libertino (BBB que o diga), o catolicismo, a espiritismo, o esoterismo, o budismo e até o islamismo em uma novela, mas jamais falou a verdade sobre a igreja cristã e o povo genuinamente evangélico? (Exceto numa sequência de cinco reportagens em horário nobre). Então, não solte fogos de alegria porque alguém apareceu na Globo cantando o nome de Jesus. Antes, conheça melhor a sua Palavra e permaneça nele. Adore a Deus somente e não a ídolos fabricados para que você dependa deles para sentir-se satisfeito. Adore a Deus somente e não a ídolos evangélicos televisivos. Satisfaça-se somente em Deus e assim você dará toda a glória somente a ele. Procure conhecer não somente aquilo que vem da indústria musical, fabricado em série, baseado em pesquisas de mercado. Não seja manipulado. Ouça também quem quer te fazer pensar. Ouça a quem quer ensinar a Bíblia com profundidade, criatividade e beleza poética. Afinal, somos ou não somos inteligentes?

Pr. Charles

30 de dezembro de 2011

Três lembretes para o Ano Novo

“Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.” / “Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou. Nesses novos dias as alegrias serão de todos, é só querer. Todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou.”

Começaremos no domingo a contagem de mais 365 dias de um novo ano e os trechos das músicas acima revelam o que muitas pessoas em nossa pátria desejam para 2012, mas, infelizmente, sem uma consciência correta sobre Deus, a maioria dessas pessoas coloca nesses desejos a perspectiva de um ano bom.

Como cristãos, também fazemos planos, temos desejos e esperamos várias coisas boas neste ano que se inicia, contudo, não podemos deixar de observar o que ensina a Palavra de Deus. Tenha, então, em mente esses três “lembretes” contidos nos primeiros versículos de Provérbios 16:

1. Planeje, mas sem esquecer que o Senhor é quem dirige sua vida

“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” (16.1).

Temos aqui uma grande verdade: Deus é quem de fato dirige o nosso viver.

Perceba que o texto fala sobre o coração do homem. A Bíblia ensina que somos controlados pelo nosso coração (Mt 6.21). É dele que procedem as fontes da vida (Pv 4.23). Todos os nossos planos e projetos, conforme o texto, partem, então, dos desejos do nosso coração.

O texto não desestimula o planejamento e ele deve mesmo acontecer. A grande questão aqui é que planejamos sabendo que do Senhor é a resposta certa dos lábios. Geralmente, quando a segunda parte desse texto é citada, é da seguinte forma: “a resposta certa vem dos lábios do Senhor”, mas o sentido do texto é outro. Com “a resposta certa dos lábios vem do Senhor” o escritor quer afirmar que é o Senhor é quem capacita o homem para realizar alguma coisa.

Isso quer dizer que só conseguiremos cumprir aquilo que está de acordo com os propósitos do Senhor em nossa vida. Alguns poderiam questionar esta afirmação e dizer: “Mas, se fosse assim, só nos ocorreriam coisas boas. O Senhor não nos capacitaria para fazer o que é errado.” Engana-se quem pensa desta maneira.

Deus nos capacita a realizar até aquilo que é contrário à sua vontade revelada a fim de que, com o coração exposto pelas circunstâncias, sejamos tratados por ele e nos tornemos semelhantes a seu Filho. O Senhor é Soberano e dirige nossa vida a cada momento.

É por isso mesmo que devemos estar atentos ao segundo lembrete:

2. Esteja atento às suas motivações

“Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito” (16.2).

Nesse versículo somos advertidos de que, para o Senhor, a “motivação” é importante.

O texto é claro: para o homem, tudo o que ele planeja está correto. Todos os caminhos a que ele se propõe a seguir são puros. Porém, a segunda parte do verso começa com um eloquente “mas...”. É como se o escritor estivesse dizendo: “a despeito do que pense o homem acerca daquilo que ele propõe”, o Senhor pesa o espírito.

Temos aqui duas palavras importantes: “Pesar”, que significa considerar ou examinar, e “espírito”, que diz respeito à disposição do coração (motivação).

Isso quer dizer que o Senhor sempre considerará o que nos leva a agir de determinada forma, ou planejar qualquer coisa que seja e não simplesmente” o planejamento em si. Sabendo que o Senhor examina as intenções daquilo que fazemos, devemos estar também atentos ao que nos leva a planejar.

Já vimos que os desejos procedem do nosso coração e sabemos pela Bíblia que o nosso coração, muitas vezes, nos engana, mas por meio da Palavra de Deus temos condições de avaliar aquilo que intentamos fazer no ano que se inicia (Hb 4.12).

Pelo menos duas perguntas são importantes aqui e devemos considerá-las: 1) Por que quero fazer (motivo)? 2) Qual o meu alvo com isso (resultado)?

Se respondermos a essas perguntas tendo em mente o que Paulo ensinou aos Coríntios: “Quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31), podemos aferir as nossas motivações e, a partir daí, nos esforçar para realizar tudo aquilo a que estamos nos propondo ou abandonar o plano caso isso não glorifique ao Senhor.

3. Confie no cuidado do Senhor

“Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos” (16.3).

O verso 3 nos traz o último lembrete. Ao iniciar um novo ano, devemos reafirmar nossa convicção de que confiamos no cuidado do Senhor. Creio firmemente que a ideia de confiar ao Senhor as obras para ter os desígnios estabelecidos, ensinada aqui por Salomão, é a mesma ensinada por Jesus: “Vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (Jo 15.16), e que é repetida por João: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5.14).

Aqueles que conhecem o Senhor e procuram viver de acordo com a sua Palavra são moldados pelo próprio Senhor e aprendem a pedir em conformidade com sua vontade. Sendo assim, quando confiamos ao Senhor nossas obras e estas estão em conformidade com as Escrituras, ele as estabelece.

Ao planejar o ano de 2012, lembre-se de confiar no cuidado daquele que tem dirigido nossas vidas. A nossa confiança deve ser a tal ponto que, mesmo que as coisas pareçam ir mal, consigamos descansar no Senhor.

Que o Senhor abençoe sua vida neste novo ano e que ele mesmo estabeleça aquilo que você tem planejado, caso sua motivação seja a correta: a glória e a honra daquele que nos salvou.

Milton Jr.