Subscribe Twitter Twitter

5 de novembro de 2010

Quem apertou a tecla "confirma"?


Vimos na semana passada um importante momento da democracia brasileira: as eleições presidenciais. Vimos algo semelhante às finais de um campeonato de futebol. Um povo dividido entre um e outro. Todos se esforçando e torcendo para que sua preferência prevalecesse. Agora que está tudo definido, quem teve sua preferência escolhida deve estar satisfeito. Quem não contemplou a vitória de seu candidato, apreensivo. Neste curto espaço, pretendo deixar um recado aos dois grupos.

Em primeiro lugar, digo que o poder não está em nossas mãos. A Bíblia diz que “o poder pertence a Deus” (Salmo 62.11). É difícil crer nisso porque não vemos a Deus. Pensamos que nós é que confirmamos as coisas apertando o botão verde. É mais fácil acreditar no que vemos, isso porque somos imperfeitos mesmo. Convenhamos: no que é mais fácil acreditar? No céu, no inferno, em coisas que não podemos ver, ou no aqui e no agora, que está patente aos olhos de todos? Antes de Cristo vir ao mundo, Deus usou os profetas para predizerem tudo o que iria acontecer. Sabe por quê? Porque Deus é quem controla as coisas. Por isso ele pode dizer o que vai acontecer. Então se fulano ou sicrano foram eleitos, é porque Deus os investiu de autoridade. Quando Pilatos questionou se Jesus não sabia que ele possuía autoridade para o soltar ou matar, Jesus lhe respondeu, quando de seu julgamento: “Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dado” (João 19.11).

Como consequência do que foi asseverado acima, cabe a nós confiar em Deus e orar por nosso país ao Senhor. “E procurai a paz da cidade, (...), e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz”. Se Deus é quem controla todas as coisas, então não devemos confiar nos governantes. Devemos orar a Deus para que os use para o bem comum. Estou incentivando, não a postura de orgulho e soberba em quem viu sua preferência chegar ao poder, nem o pessimismo em quem não foi contemplado; proponho a união de todos na busca pelo melhor para o nosso país. Independente de quem venceu, não podemos abrir mão de princípios de honestidade, justiça e da ética ensinada por Jesus Cristo. Que o alto nível educacional seja a nossa marca. Que haja trabalho para todos, mas salários justos. Que haja desenvolvimento humano e não ociosidade. Que haja segurança e não avanço da criminalidade. Que haja confiança em Deus e não nos governantes.

Enfim, não há mais mistério. Os que governarão nosso estado e nosso país já foram escolhidos. Que nossa esperança não seja depositada sobre eles. Que esteja em Deus, afinal, “reina o Senhor! Revestiu-se de majestade” (Salmo 93.1). É ele quem vence todos os adversários em qualquer adversidade. A desigualdade, a pobreza, a falta de estudo, a exploração, o crime, a violência e a imoralidade. Não confie em ninguém mais. Somente no Senhor! Só ele é quem pode nos socorrer no dia da angústia. Só ele é o verdadeiro Deus. Na verdade, ele é quem aperta o botão de “confirma”.

Pr. Charles

7 comentários:

Ligian disse...

Difícil tarefa essa que você nos deu, Cha... eu ainda me sinto bastante frustrada com o resultado da eleição, mas concordo com você e vou me esforçar para ser mais crente na soberania do Deus que tem tudo sob controle e usa todas as coisas para determinados fins e o principal deles para nós: fazer-nos parecidos com Cristo, afinal, todas as cosias cooperam para o bem dos que amam a Deus!

João Filho disse...

Muito oportuna a abordagem, visto que as propagandas eleitorais são um requerimento da nossa confiança. O post vem evidenciar o "...Senhor assentado sobre um alto e sublime trono..." Is. 6.1.
Meus parabéns!

Tiago Cesar disse...

Acho que o trecho em que Jesus fala com Pilatos resume a essência do seu texto. Dele emana poder, porque é o próprio reflexo das palavras de Jesus. Nosso Deus é amável, mas também é terrivelmente poderoso.

Quando penso que um dia o Senhor do Universo nos adotou, simplesmente calo e vivo.

Tudo seria muito mais fácil para nós, se deixássemos de lado a vontade herdada de Adão de sermos iguais a Deus, senhores de nossas próprias vidas. Mas insistimos de várias formas em renunciar o governo do Soberano, o que nos traz apenas angústia diante de nossa impotência.

Obrigado pelo texto! Lembre-nos sempre da verdade que precisa ser ouvida... Deus o abençoe!

Charles Melo disse...

Ligian,

Eu mesmo fiquei frustrado. A única coisa que foi capaz de melhorar meu ânimo em relação a essas eleições foi essa percepção, do Senhor assentado no seu trono. Por isso resolvi escrever este post.

Beijo!

Charles Melo disse...

João Filho,

Obrigado! Se não tomarmos cuidado, acabamos caindo na tentação de confiar mesmo no homem. E a Palavra não falha: "maldito o homem que confia no homem".

Abraço!

Charles Melo disse...

Tiago,

De fato a declaração de Jesus a Pilatos reflete perfeitamente a verdade do governo divino sobre tudo. Obrigado pelo seu comentário. Me encoraja muito perceber a cada dia mais e mais pessoas que têm nutrido uma cosmovisão bíblica.

Abraço!

Alan Kleber Rocha disse...

Parabéns pelo post Charles!

Nós cristãos somos exortados pelo salmista assim mesmo:

"Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação." (Sl 146.3).

Felizes são aqueles que confiam no Senhor, e não nos políticos, principalmente, os brasileiros:

"Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus" (Sl 146.5)

Forte abraço,