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3 de novembro de 2010

Finados

imageO ensino Católico romano diz que existe, para além desta vida, um reino em que as almas que foram perdoadas e que, na época da morte, tinham em si pecados, permanecem por certo tempo ali, onde se preparam para entrar no céu, esse reino é conhecido tradicionalmente como PURGATÓRIO!

Os católicos consideram que o ensino sobre o purgatório faz parte integrante da fé derivada da revelação de Jesus Cristo que foi pregada pelos apóstolos. Definições dogmáticas foram proclamadas pelos Segundo Concílio de Lyon (1274), o Concílio de Florença (1438-1445), e o Concílio de Trento (15 45-63).

A crença nessa doutrina não foi um sistema estabelecido por Jesus Cristo, nem pelos apóstolos, nem pela igreja primitiva. Dizem que a primeira sugestão acerca da existência de um estado intermediário foi feita quando Tertuliano (século III) pega a idéia de certa mulher que orava pela alma de seu falecido marido. No século VI o papa Gregório reproduziu histórias de pessoas que voltaram do Purgatório e pediram missas e rezas em benefício de seus ocupantes. Durante a Idade Média a mentira foi gradativamente crescendo a ponto de acreditarem que o Purgatório era localizado em qualquer parte do centro da terra e sua existência determinou a instituição da festa litúrgica de Finados. Corre a lenda segundo a qual um monge de Cluny, regressando da Terra Santa e detendo-se na Sicília, ouviu rumores subterrâneos que, conforme lhe foi referido por outro monge local, eram clamores de almas submetidas aos sofrimentos do Purgatório. O piedoso peregrino acreditou no que lhe fora revelado e, após ter chegado em Cluny, relatou a experiência a seus confrades. Parece não lhe ter ocorrido que os rumores procedessem do magma subterrâneo do Vulcão Etna! Em 998 o convento decide fazer a celebração de uma festa anual de oração pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigavam as comunidades a dedicarem um dia aos mortos.

No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua crença (cf. Tobias 12.12; 1.18-20; Mateus 12.32 e 2º Macabeus 12.43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.

O Dia de Finados é um dos sete feriados nacionais, de acordo com as leis n°10.607/02 e nº 662/49. A comemoração é marcada por orações, visitas aos cemitérios e missas aos mortos.

A Bíblia nega a existência do Purgatório e conseqüentemente o Dia de Finados. O Novo Testamento fala explicitamente de Céu e Inferno, mas não menciona um reino intermediário. A parábola das Virgens (Mateus 25.1-13), a parábola do Rico e Lázaro (Lucas 16.19-31) e outras, comprovam essa doutrina. A Bíblia faz referência a várias pessoas que morrendo, foram para o Céu: O Profeta Elias (2º Reis 2.11), Enóque (Gênesis 5.24), o ladrão na Cruz (Lucas 23.43), Paulo dizia que desejava estar com Cristo (Filipenses 1.23).

O ensino bíblico diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da na pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo, essa fé é evidenciada pelo arrepdimento dos pecados ainda quando a pessoa é viva (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12), não depois que morreu, pois se assim fosse, todos teriam uma segunda chance (salvação universal, defendidas pelos teólogos católicos) Em Hebreus 9.27-28 diz:

E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.”

Infelizmente o sistema católico romano de boas obras impõe um processo de purgação ou compensação depois desta vida. Mas Jesus disse: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá (João 11.25) e Paulo afirma na sua carta aos Romanos:

Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Romanos 8.1).

O apóstolo João disse em umas de suas cartas:

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” 1ª João 1.7-10

Finalizo dizendo que podemos lembrar das coisas boas que os antepassados deixaram, como o legado de um caráter ilibado e uma vida piedosa, devemos até cuidar das sepulturas de nossos entes queridos, como forma de respeito e testemunho, mas nunca orar por eles, para que suas almas sejam libertas de um lugar que a bíblia diz não existir!

Com amor e respeito aos amigos católicos.

Pr. Eduardo Henrique Ferraz (ex-católico romano)

5 comentários:

Charles Melo disse...

Beleza de artigo, Eduardo! Vindo de alguém que foi católico torna o post mais interessante ainda.

Abraço!

João Filho disse...

Muito proveitoso! Principalmente o breve histórico que revela uma série de estórias mal contadas ou "muito bem contadas" que deu origem a mais uma tradição infundada seguida pelo meu amigo Commodus Alienatus. Acorde amigo!

Alan Kleber Rocha disse...

Grande Eduardo,

Acho que o Bíblia com Isso está organizando um bom número de artigos que podem ser transformados em folhetos evangelísticos. O seu post é uma prova do que estou falando.

Alguém se habilita a formatá-los?

Que Deus te abençõe irmão!

Ewerton B. Tokashiki disse...

Caro Rev Eduardo

Vou repassar o teu textos a alguns conhecidos! Creio que eles serão esclarecidos por meio dele.

val galindo disse...

ola a paz do cristo
fiquei confuso quando eu li o artigo falando de finados no trecho onde fala dos homens que morreram e foram para o céu citando enoque e elias nas escrituras falam que enoque e elias foram arrebatados vivos e nao experimentaram a morte fisica.so isso.