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24 de abril de 2011

DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?

O Brasil tem testemunhado a violência que muitas crianças sofrem nas mãos de babás ou das creches. São filhos e filhas cuja mãe não possui mais tempo de estar com eles, pois optou por auxiliar o marido nas finanças do lar. Isso tem demonstrado que muitas criaças tem sofrido violência de todos os lados ou perdem a vida por um descuido ou displiscência. Houve o famoso caso em 2008 quando três casais perderam o filho no momento em que estavam numa creche. Na época o noticiário mostrou o sofrimento atroz e a busca de uma resposta para a tragédia impiedosa e desesperadora por parte dos pais. Como pai que sou sinto-me solidário para com essas famílias enlutadas.

Mas além da perplexidade, também refleti um pouco sobre o caso do pequeno Gabriel de 7 meses que possuía Refluxo Gastroesofágico, problema que provoca o vômito ou regurgitação do alimento. Era uma criança que requeria cuidados especiais e uma vigilância ininterrupta, principalmente quando estava dormindo. Não quero de forma nenhuma criminalizar os pais ou os funcionários da creche, isso cabe aos investigadores. Meu objetivo é pensar um pouco sobre de quem é a responsabilidade de cuidar de uma criança, principalmente nos primeiros anos de vida.

Hoje o mundo ocidental vive o frenesi do consumo fazendo com que o indivíduo busque mais e mais a prosperidade financeira. O desejo de ter para ser proporciona horas de trabalho exageradas, além de impulsionar a mulher ao mercado de trabalho juntamente com o marido. É aqui que esbarramos no dilema da criação dos filhos. É justo deixá-los a mercê das creches ou dos parentes próximos ou a responsabilidade cabe aos pais? Pensemos um pouco no que são os nossos filhos:

1. Filho é incompatível com o trabalho desenfreado. Não estou aqui condenando o trabalho pelo sustento. Até mesmo mães e pais solteiros ou divorciados precisam proporcionar o mínimo para a sobrevivência digna e honrada dos filhos. Mas acredito que não é correto abandoná-los em nome de encargos que tomam muitas horas do dia. Nesse contexto é que entra o papel da mãe como aquela que está próxima para proteger e criar. Infelizmente muitas mães sequer possuem um tempo reduzido com os filhos. O contato só ocorre quando a criança já está dormindo. Até mesmo os pais negligenciam o tempo de qualidade com a família em nome dos serões ou dos encontros com os amigos no final do expediente. A ausência certamente acarretará em problemas emocionais e sociais graves à criança no futuro.

2. Filho é prioridade das mães. Esse raciocínio é tão contundente que o Estado proporciona uma licença compulsória para que as mães possam exercer a maternidade sem interrupção. Muitas não sabem do sofrimento que os filhos vivem por conta da ausência diária que resulta num sentimento de desprezo. Quando se está diante da carreira e, ao mesmo tempo, da criação de um filho, não há como negar a prioridade deste filho acima das pretensões profissionais. Ninguém é obrigado a se tornar mãe, ninguém é obrigado a conceber, ninguém é obrigado a abandonar o trabalho para cuidar de crianças. Se alguém quer se dedicar ao trabalho e prosperar na vida financeira deve então, nesse caso, optar por não ter filhos. Se um casal procria, logo estão estabelecendo prioridades. Assim como Paulo afirmou que para o evangelista o melhor é continuar solteiro, eu afirmo que para as mulheres que preferem trabalhar na busca da realização pessoal ou para melhorar a renda do marido o melhor é não ter filhos. Parece uma afirmação dura, mas perceber o sofrimento de tantas crianças, adolescentes e jovens pela ausência dos pais, principalmente da mãe, isso sim é algo duro e chocante.

3. Filho é o nosso campo educacional. Muitos imaginam que a responsabilidade educacional do filho cabe à escola e à igreja. Isentam-se de ensiná-los a Lei do Senhor que direciona todo o olhar para o mundo em que vivemos. A cosmovisão cristã sempre é abafada pela mídia, pelo evolucionismo ateu e pela criação impessoal proporcionada pelas empregadas domésticas, creches ou professores. A disciplina, privilégio restritíssimo dos pais, é um bem negligenciado hoje em dia. Como o tempo com o filho é reduzido aos mirrados finais de semana, os pais, com crise de consciência, não aplicam a disciplina, ao contrário, oferecem uma tolerância prejudicial, desafeiçoada e desamorosa. Filhos que são entregues a si mesmos não desenvolvem o princípio de autoridade, noção que em muito prejudica o relacionamento com Deus. Não esqueçamos, a responsabilidade de evangelizar, de doutrinar, de transmitir conhecimento e de moralizar é prioritariamente dos pais. A igreja, a escola, o sábio conselho dos amigos e parentes são ferramentas periféricas que consolidam a educação no lar.

Eu sei que um texto como esse está na contramão da sociedade em que vivemos. Mas acredito que o futuro dos filhos dirá quem está com a razão. Não tenho medo de errar ao afirmar que vale muito mais um filho equilibrado e crente diante das dificuldades financeiras do que uma vida abastada com o filho desequilibrado e longe do Senhor. É por isso que a pergunta continua no ar: de quem é a responsabilidade?

Sola Scriptura.

46 comentários:

Filipe Luiz C. Machado disse...

Boa noite, Alfredo.

Grande satisfacao tenho em ler vosso texto, haja vista que compartilho da mesma visao que o irmao. Concordo plenamente que, assim como o homem deve governar sua casa, a mulher deve cuidar e educar os filhos no Senhor. Embora em concorde com aqueles que dizem que a creche eh saudavel para as criancas, pois la se desenvolvem e aprendem a dividir as coisas, importa-nos notar que essa `saude` nem sempre eh tao benefica quanto de fato se pensa ser. Urge com grande importancia atentarmos para o papel de cada um dos conjuges na criacao e manutencao do lar.

*peco desculpas pela falta de acentos, eh que estou em outro computador e aqui nao tem esse atributo.

Grande abraco!
Em Cristo,
Filipe Luiz C. Machado
www.2timoteo316.blogspot.com

Charles Melo disse...

Alfredo,

Que artigo! Certeiro e doído. Eu penso que o egoísmo tem conduzido as pessoas a pensarem somente em si mesmas e não nos filhos. Há quem maltrate os filhos tratando-os como estorvo, um fardo pesado, porque "impedem momentos de diversão e sono durante a noite". Os filhos são e sempre serão herança do Senhor. Feliz o homem que encher deles a sua aljava. Não podemos nos esquecer também de que a taxa de fertilidade é o que protege uma cultura. Os muçulmanos estão ocupando a Europa sem armas; apenas com uma elevada taxa de fertilidade. A ordem de ter filhos é imperativo para hoje também.

Abraço!

Simone Quaresma disse...

Durante alguns anos fui professora de um escola em tempo integral, de crianças entre 3 e 4 anos, e ver a tristeza e a dor delas em estar longe das mães, me convenceram a nunca entregar meus filhos a ninguém.
Tivemos 4 filhos, e vocês podem imaginar que não é uma tarefa fácil sustentar essa pirralhada! Passamos por muitas fases difíceis. Muitas vezes eles só tinham as roupas e os brinquedos que ganhavam, mas foram ensinados a valorizar cada bênção que Deus concedia a eles, a dividir o pouco que tinham e a se contentar com o que seus pais podiam lhes dar. A imagem do choro dos meus pequenos alunos chamando pelas mães, nunca me permitiu sair de casa e deixar os meus filhos entregues a outras pessoas. E não me arrependo em momento nenhum!! A natação que eles deixaram de fazer, ou o curso de inglês que não pude pagar, foram compensados com muito amor, correção, incentivo, auxílio mútuo!
Hoje quase todos já são adultos e apesar de terem passado algumas 'privações'(entendam privações como: não ter todos os brinquedos que queriam, não ir ao cinema ou ao Mac donald's toda semana, nem poder desfilar uma roupas lindas todo domingo), eles não reprovam nossa decisão. Entendem os motivos pelos quais não saí para engordar o orçamento da casa, exercendo minha profissão. Pelo contrário, sonham em ter famílias grandes e querem, para isso, achar esposas que desejem ser mães de verdade e se dedicarem a instrução dos filhos da aliança! Ninguém ficou traumatizado, ninguém se sentia menor que os outros colegas, pelo contrário, se sentiam estimulados a estudar muito, para no futuro, dar a seus filhos uma situação melhor do que a que nós pudemos dar a eles!
Desculpa o texto enorme, Alfredo, mas este assunto mexe muito comigo, você sabe!!Parabéns por tocar num ponto tão abandonado pelas igrejas hoje! Que mais pastores se levantem para pregar sobre a importância da família e das mães no desenvolvimento dessas sementes santas que Deus nos entregou, que são os filhos!

roberio lopes disse...

Nem terminei de ler o artigo e vou correr pra ver o meu filhote que, graças a Deus, está com a mamãe que largou tudo para se dedicar ao seu ministério da maternidade, já chego Rafa, te amo KAKA...

Ligian disse...

Alfredo, querido, que artigo importante esse!
Tenho meus três filhos e só trabalho fora hoje porque isso não me tira de perto deles!
Não me arrependo e vejo a importância disso no desenvolvimento de cada um deles.
Obrigada por me lembrar disso!
O comentário da Simone me emocionou!
Um abraço!

Ana Carolina disse...

Como faz TODA a diferença viver para a glória de Deus!!
Infelizmente, não fui criada num lar cristão e a orientação que recebi (não só dos meus pais) sempre foi para investir na minha carreira profissional. Tenho curso técnico, sou bacharel em Comunicação, fiz MBA como pós, investi muitos anos e $$$ em cursos de inglês, espanhol e outros e, há anos trabalho numa empresa multinacional.
Hoje, pela graça de Deus, sou convertida, casada e estou esperando a nossa primeira filha. Não vou negar que a decisão de deixar o trabalho não tem sido natural para mim nem para o meu esposo. Já era um assunto que martelava nossas cabeças. Mas, desde o início deste ano, durante as aulas da EBD estamos estudando o livro "A Bíblia e Sua Família" e, tomamos esta decisão, por investir no bem mais precioso que Deus nos dará... vou deixar o trabalho por amor a Deus e à minha família. Estamos nos organizando para isso.
Ler a este artigo e os comentários da irmã Simone só reforçam que esta é a vontade de Deus para nossas famílias. Devemos abrir mão de nossos confortos pessoais e ganância e priorizar a educação de nossos filhos na disciplina e admoestação do Senhor. Temos que ser diferentes pelo amor de Cristo e para a Sua glória!

Simone Quaresma disse...

Que lindo testemunho, Ana Carolina! É muito difícil nos dias de hoje, ver os crentes abrirem mão de aumentar sua renda e viver com mais conforto. Eles não fazem isso nem mesmo por seus próprios filhos... pode ter certeza: você jamais se arrependerá de investir em seus filhos e em sua família, os frutos serão lindos! Experiência própria!! Grande abraço!

Alfredo de Souza disse...

Prezado Filipe.

Você tocou num ponto importante: a função de cada um no lar. Sem dúvida, os filhos devem ter a mãe sempre por perto para usufruir do carinho e da disciplina.

É claro que o pai também possui responsabilidades. Nada de se esconder no cansaço do trabalho para se esquivar da criação dos filhos. Um exemplo: é ele quem deve pegar no pesado ao ficar acordado a noite toda cuidando do bebê para que a mãe possa dormir e recobrar as forças para o dia seguinte quando continuará o cuidado com o bebê. E ele, o pai, vai buscar o sustento fora de casa. Isso é vivenciar Ef 5: 28, 29.

Alfredo de Souza disse...

Charles.

Muito boa a sua colocação sobre os muitos que olham para os filhos como estorvo. É a paternidade irresponsável e, até, criminosa.

Este mundo jaz no Maligno mesmo.

Alfredo de Souza disse...

Simone.

O que dizer diante do seu relato? Apenas que sou testemunha de uma jovem que pensava em ser psicóloga, mas fez sucesso como uma mãe serva de Deus. Os resultados estão aí para serem testemunhados: filhos servos do Senhor.

Milton Jr. disse...

Alfredo,
Na mosca!!!
Acrescento ainda que se alguma mulher, diante da escolha que você coloca, escolher a carreira a ter filhos, estará pecado.

Parabéns belo belo texto.

grande abraço.

Milton Jr.

Alfredo de Souza disse...

Querida Ligian.

Sei que este assunto é doído, como disse o Charles, mas também é consolador ao nos mostrar o verdadeiro papel dos pais diante dos filhos.

Grande abraço.

P.S. Ver-nos-emos em Salvador?

Alfredo de Souza disse...

Caríssima Ana Carolina, creio que a Simone já expressou o que penso sobre o seu comentário. Não esqueça de Lc 12: 22 - 34.

Grande abraço.

Alfredo de Souza disse...

Milton.

Muito bem colocado, concordo contigo com base no comentário do Charles.

Grande abraço irmão.

Ana Carolina disse...

Como me alegra saber que temos irmãos e irmãs na fé que têm testemunhos de vida tão bonitos e significantes diante do Senhor!
Simone, mesmo apenas pelo blog, foi um prazer conhecê-la! Que Deus continue te abençoando muito como serva fiel e a toda sua família, que possam crescer cada vez mais na graça e no conhecimento do Senhor!
Pr. Alfredo, muito obrigada por me lembrar desta passagem! De fato, isto é o que importa! Somos pequeninos, mas nosso Deus é grande e poderoso!

Alfredo de Souza disse...

Cara Ana Carolina.

O ponto áureo do texto de Lucas está nos vv. 33, 34:

"Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração."

É bom saber que o seu tesouro está nos céus e lá está o seu coração. E nenhuma cultura do presente século poderá desgastá-lo.

Que o Senhor Deus a abençoe!

Samuel Vitalino disse...

Alfredo, meu irmão.

Seu artigo não estará apenas no boletim, mas será ensinado aos pais na nossa Igreja.

Obrigado por ele.

Papo de Mulher disse...

Como foi bem colocado no texto estamos em busca do ter e esquecemo-nos por vezes do ser. Nós mulheres temos nosso ministério quando decidimos nos casar e constituir família. Também não nasci em um lar evangélico e desde a época em que não conhecia a Cristo, já almejava cuidar de meus filhos.
Na casa de meus pais os filhos eram tidos como pesados fardos (como cita o autor do texto), nunca quis repetir esse comportamento na família que eu iria constituir. Pela graça de Deus conheci um homem crente, e temos uma família linda com três pequeninos. Realmente é muito difícil manter-se fiel aos nossos deveres cristãos, como a irmã Simone coloca, as dificuldades são muitas, não podemos oferecer tudo que desejamos, mas podemos e devemos oferecer tudo que temos amor, cuidado, carinho e o principal a admoestação que o Senhor nos recomenda!
Espero que no fim dessa jornada (criação dos filhos) eu alcance assim como nossa querida irmã Simone à benção de ter filhos servindo fielmente ao Senhor, não sendo frustrados e infelizes, porque não tiveram isso ou aquilo.

PS.: Em minha opinião (de mãe) nos primeiros anos de vida é indispensável à presença da mãe para um desenvolvimento saudável e seguro da criança.

Alfredo de Souza disse...

Samuca.

Lisonjeado.

Grande abraço.

Simone Quaresma disse...

Ana Carolina,
se você não se importar, gostaria que me escrevesse (orebesimone@hotmail.com),enviando seu e mail. Queria passar pra você um artigo maravilhoso de Walter Chantry, que li há muitos anos atrás e que muito contribuiu para firmar nosso coração nestas verdades. Ele se chama "a sublime vocação da maternidade", e é lindíssimo! Grande abraço!

Samuel Vitalino disse...

Simone,

Eu conheço o texto. Sempre choro quando leio. Faça um favor, mande para o meu e-mail para eu disponibilizar no meu outro blog: samuelvitalino@ipb.org.br , Grato,

Ligian disse...

Simone, também quero!
ligian@ipb.org.br

Ligian disse...

Alfredo,
tô por fora... quando, em Salvador? Acabei de voltar de lá...

Shirley Mattos disse...

Estou me formando agora em julho e me eseposo e eu estamos desejando muito nosso primeiro bebê. Perdemos uma gentação no final do ano...e todo o que vc falou tem gritado ao meu coração. Não podemos esquecer que o Senhor quem nos dá todas as coisas, e Ele é quem nos sustenta!!

Parabéns pelo ótimo trabalho, já passei para frente!

Samuel Vitalino disse...

Shirley,

Espero que seja coroada mesmo. Dê um grande abraço no Fernando.

Alfredo de Souza disse...

Minha cara Shirley.

É impressionante como o modelo de Deus para a família é o único que pode promover a felicidade genuína. Sei que o presente mundo busca corroer e transformar a Lei divina em algo ultrapassado e primitivo.

Mas é o modelo deste mundo vil que corrói tudo aquilo que há de mais precioso dado por Deus: a honra, a família, a vida, a eternidade etc.

Continue firme em seu propósito sabendo que este futuro bebê será sua prioridade acima de qualquer carreira profissional.

Seguir o Evangelho é loucura e escândalo para o mundo, todavia, para nós, é sabedoria do Senhor Deus.

Grande abraço.

Alfredo de Souza disse...

Ligian.

É que em julho estarei em Salvador com o Samuca e família, a Norma e família. Estou fazendo inveja a você e o ao Charlão (rs rs rs rs)

Alfredo de Souza disse...

Cara Yone Dantas.

Você está no rumo certo. Quanto aos primeiro anos de dependência dos filhos para com a mãe, eles (os anos) só terminam quando eles casam.

Este é o caminho, pode seguir que é seguro!

Grande abraço.

O autor do texto.

Ashbel Simonton Vasconcelos disse...

Rev Alfredo, parabéns pelo post. Menosres abandonados dentro ´da própria casa é o drama deste século.

Ligian disse...

Eeeeeitaaaaa!!!
Que papelão!
Mas, eu causei inveja em vc primeiro!! rsrsrs
A Sandra também vai?

Heleno Filho disse...

Atualíssimo! Infelizmente há muitos negligenciando a paternidade em busca de "folga financeira".

Um presbítero de nossa igreja (você sabem quem o é) pediu exoneração de um de um cargo público para poder ter mais saúde, estar mais com a família e se dedicar mais ao trabalho de Deus. Ele possuía dois empregos. Quando soube que um deles traria um aumento em seu ordenado, tomou essa decisão de optar por apenas um. Achei louvável. Muitos devem ter achado isto uma loucura, afinal de contas ele "abriu mão" de mais grana! Para mim ele foi guiado pelos valores do Reino.

Espero que mais irmãos e irmãs possam ponderar nos valores do Reino como os que estão expresso no seu texto e tomar decisões sábias pró-família.

Excelente texto, meu velho amigo!
Abraços!!

Alfredo de Souza disse...

Caro Ashbel.

Gostei da analogia, muito pertinente.

Abraço.

Alfredo de Souza disse...

Heleno, meu velho.

Eu o conheço muito bem e sei que você a Helaine vivem este princípio. O Senhor Deus é fiel em sua Palavra no que tange a criação e os resultados desta criação (Pv 22: 6).

Grande abraço.

Anônimo disse...

Caro irmão,

Artigo oportuno e relevante! Tenho três filhos e abri mão do trabalho para me dedicar a eles. Todos eles, de acordo com a nossa lei, ainda não são obrigados a ir para a escola formal. E por isso, também estão sendo instruídos em casa. Até quando?? Não sei. Infelizmente não temos o direito de optar pela educação domiciliar neste país.
A maternidade é o mais importante chamado que uma mulher pode receber. Tenho também certeza de que se não tivesse optado pelo caminho que hoje sigo (ou seguimos, eu e meu marido), estaria pecando contra Deus. Tem muita, mas muita gente mesmo olhando para nosso exemplo como se fosse algo absurdo. Mas nos importa mais agradar à Deus!

Anônimo disse...

Respondendo a sua pergunta...a responsabilidade é nossa, dos pais. Não é do Estado, não é da escola, não é da igreja. É nossa! E se os pais cristãos estão falhando neste ponto, eles prestarão contas à Deus.

Morena Flor disse...

"São filhos e filhas cuja mãe não possui mais tempo de estar com eles, pois optou por auxiliar o marido nas finanças do lar. Isso tem demonstrado que muitas criaças tem sofrido violência de todos os lados ou perdem a vida por um descuido ou displiscência".

Ah, TUDO é a mãe, o filho é responsabilidade da mãe, quem tem q cuidar do filho é a mãe, se algo ocorre com a cria, a culpa SEMPRE é da mãe...

Pergunta q não quer calar: Quando é q se cobrará dos HOMENS a mesma medida de responsabilidade com as crias que se cobra das mulheres? Acaso, além dos 9 meses, parto e amamentação, cansaço, noites sem dormir, ainda se cobra TANTO das MÃES, e dos pais quase NADA?

Tb quero casar, ter filhos, ter família(e ter minha profissão, meu trabalho, pq eu quero sim de ter meu próprio sustento, sem qualquer dependêndia financeira de marido), mas em uma sociedade(principalmente na igreja!Sou cristã, e isso é uma das coisas q mais me desanimam na igreja) que coloca praticamente TODA a responsabilidade para com os filhos e da família nas costas das mães e das mulheres fica meio difícil ter família, assim dessa maneira não dá!

Mulher não faz filho sozinha, na hora de "fazer" os filhos, os homens sempre estão lá, mas na hora de criar, educar, o q se vê é uma omissão paterna IMPRESSIONANTE.

Me perdoem o desabafo, mas é isso.

Está mais do q na hora, pelo bem de TODA a FAMÍLIA, dos PAIS assumirem e vestirem a camisa da paternidade tanto qto se EXIGE e se COBRA das mães com relação à maternidade.

Qdo filhinho sofre violência da babá monstra, a culpa não é só da mãe não(foi a idéia q este trecho acabou passando, Pr Alfredo), é de AMBOS os pais, pq AMBOS fizeram o filho, mãe não faz filho sozinha, partenogênese não é a forma de reprodução do Homo Sapiens.

Enfim, tudo isso q vc falou sobre trabalho desenfreado, filhos serem propriedades das mães, filhos serem campo educacional servem para os PAIS tb. Está mais do q na hora DELES se incomodarem por não brincarem tanto com os filhos, de sentirem aquela "coceirinha na consciência" q acometem as mães por não terem tempo com as crias.

Muito cuidado para não cair no machismo q infelizmente tanto tem contaminado a igreja cristã há séculos.

Um abraço,

Eneida - Salvador/BA

Morena Flor disse...

"eu afirmo que para as mulheres que preferem trabalhar na busca da realização pessoal ou para melhorar a renda do marido o melhor é não ter filhos. Parece uma afirmação dura, mas perceber o sofrimento de tantas crianças, adolescentes e jovens pela ausência dos pais, principalmente da mãe, isso sim é algo duro e chocante".

Não só é dura, como tb bastante desrespeitosa com mulheres que trabalham fora, por buscarem seu próprio sustento, sem depender do marido. Pergunto: Jesus lançaria tais palavras contra estas mulheres? Tenho certeza de q não!

O q vc e outros da mesma linha de pensamento tem contra mulheres trabalharem fora para ajudar no sustento da casa? Pq praticamente "demonizar" estas mulheres? EU mesma sou testemunha em minha própria vida de q mãe q trabalha fora é tão MÃE qto pode ser uma dona de casa. Minha mãe trabalhou durante ANOS, criou a mim e a meu irmão com amor e disciplina e estamos nós aqui, pessoas honestas, honradas, sinceras, trabalhadoras e esforçadas,seguindo o honroso exemplo q vem de casa.

É MUITO CÔMODO para alguns homens q a mulher fique com as crianças em casa enquanto q ele trabalhe fora: Sendo ele o "provedor", fica fácil se estabelecer como autoridade inquestionável - um modelo de família q se revelou nada saudável, assim como não é saudável a família aonde a libertinagem é a lei - além do q, fica fácil para eles fazerem o q bem entenderem fora de casa enquanto q a mulher se vira com os filhos, casa, etc(é só perguntar a qualquer um "do tempo da vovó" q com certeza uma historinha dessas vai aparecer já já).

Assim, ele se realiza fora do lar, na profissão que quer, ou em algo lhe traga rendimentos, mas a mulher não pode fazê-lo? então pq Deus proveu a mulher um cérebro, com pensamentos, razão, capacidade cognitiva e de realização? Deus proveu tudo isso em igualdade para ambos os sexos, então q ambos utilizem-se dessas dádivas divinas da melhor maneira possível. A saída melhor é q os pais invistam JUNTOS na educação dos filhos, q os pais(homens) tb se sintam e se instem a estar com os filhos, q não empurrem a responsabildade deles nas costas das mães, como tem sido regra até os dias de hj.

Por fim, o q vc disse sobre as mulheres q querem ter filhos e trabalhar vale tb para os homens, homem q não quer e não tem tempo pra filho tb não deveria ter filho então. Pq na hora de fazer os filhos, do "bem-bom", todos os homens querem - e tem os q EXIGEM< ora vejam só. Agora, na hora de cuidar dos filhos, pouquíssimos se prontificam e colaboram, infelizmente.

Urge que os homens assumam o seu papel de pais dentro do lar, pq isso tb é fator de construção ou destruição familiar.

Morena Flor disse...

Ah, e outra coisa, ainda sobre o trecho q destaquei acima:

Ao final, fala-se do sofrimento das crias pela ausência PRINCIPALMENTE(grifo meu) das mães.

Ora, a presença do pai tb é importante, ué... Aliás, é "engraçado"(modo de dizer) como se defende o modelo de família no qual a mãe é praticamente o "esteio" do lar, sendo q ELA e SOMENTE ELA deva largar tudo o q estiver fazendo fora de casa e cuidar do lar e das crias assim q elas nascem, não enfatizando a importância do pai e de sua presença na vida dos filhos, tratando o seu papel como "acessório", praticamente um provedor e punidor, nada mais, mas qdo surgem as mulheres q optam pela "produção independente", ou casais de lésbicas q queiram adotar crianças, é aquele "auê", é "o fim do mundo", e a primeira coisa q se pronuncia é q criança precisa de pai, precisa de figura masculina, e bla´bláblá... Ora, se a figura paterna é tão importante assim na hora de se protestar contra tais modelos de família(no caso, a mãe solteira e o casal lésbico) então q tb o seja no modelo de família heterossexual e q, a partir daí, se exorte os homens a assumirem que devem sim estar presentes na vida dos filhos, q devem acariciá-los, beijá-los, ter afeto por eles, dar conselhos(assim como tb as broncas necessárias), estar com eles como um ombro amigo e um porto seguro(não apenas na hora de bater,dar bronca ou colocar de castigo), educando-os com amor e disciplina, pq este é o papel deles como pais.

Ainda aquela frase lá q comentei antes: Não diria q mulheres q trabalhem fora não devam ter filhos. Diria q quem não sabe CRIAR filhos(seja homem, seja mulher), é que não deveria tê-los, pois é muito pior para uma criança uma mãe e um pai q não sabem criar e educar do q ambos trabalharem fora.

P.S: Sou a mesma Morena Flor dos comentários Anteriores.

Alfredo de Souza disse...

Cara Morena Flor.

Tal condição de mãe não é a Igreja que impõe, trata-se de um princípio inalterável de Deus.

Hoje vivemos uma copetitividade de mercado que o que vale é a carreira particular. Nesse caso, a mulher deve fazer uma opção: ou carreira de tempo integral ou família. Não há como ser diferente.

Quanto à participação masculina, claro que deve haver participação na criação, ato que envolve disciplina, carinho, vigilância, cuidado, provisão etc. O marido deve, por exemplo, ficar a noite em claro cuidando do bebê enquanto a exausta mãe descansa. Mas em termos de peso de responsabilidade, não há dúvidas de que a mãe possui um a mais.

Eu escrevi uma outra postagem, "Mulher Cristã contra o Mundo", dê uma olhada. Também escreverei, se o Senhor Deus quiser, um texto que trata da responsabilidade do homem.

Abraço.

Anônimo disse...

Olá Pastor Alfredo!!!
Muito importante é colocarmos a visão Bíblica e não nossa, como vc tem feito.
Sou Luciana (cunhada da Simone). Me formei em professora, fiz Pedagogia e a opção de depois de engravidar não mais trabalhar. Por que? Se somos realmente mulheres convertidas, temos que aceitar o que Deus nos ordena, tendo nossos maridos ou não para nos ajudar. Se nossos maridos são crentes verdadeiros, vão ver as nossas tarefas que não são poucas e com amor nos ajudar principalmente na criação dos nossos filhos. Fui estagiária de uma creche e desde que saí de lá falei pra mim mesma que nunca iria colocar meus filhos em uma. Temos perto de nós pessoas que nunca trabalharam depois que casaram e sempre foram sustentadas por Deus. Onde está nossa confiança? É no trabalho ou em Deus? O mundo está do jeito que está, graças as mães que trabalham fora e deixam seus filhos serem criados por outra pessoa. É muito fácil depois cuparem Deus, né!!!
Amei sua postagem e espero que continue falando a verdade doa a quem doer, pois é nessas horas que vemos quem realmente quer obedecer a Deus e confia nele.
Super beijo pra sua família linda.
Luciana

Morena Flor disse...

"Mas em termos de peso de responsabilidade, não há dúvidas de que a mãe possui um a mais".

Não possui não, discordo plenamente.

O homem tem sim tanta responsabilidade com as crias qto a mulher. Muito injusto a mulher passar 9 meses de gravidez, parir, amamentar, ter todos os desgastes de mãe(noites em claro são apenas um deles) para no final das contas, ficar com praticamente tudo nas costas dela. Não tem essa de "um a mais" não, tá mais do q na hora do homem tb se sentir mais responsável, menos ausente e vestir de verdade a camisa da paternidade.

Pq na hora de "fazer", o homem, não raras vezes(senão na maior parte delas) é o primeiro a chamar a esposa para o "bem-bom". Mas qdo vem o filho, ele quer dar uma de "joão-sem-braço"??? NÃO! Isso sim não é justo, isso sim é q não é de Deus!

Morena Flor disse...

"Tal condição de mãe não é a Igreja que impõe, trata-se de um princípio inalterável de Deus".

E qual é a responsabilidade q Deus colocou para o homem na família? Pq será q quase sempre, na própria bíblia, se cobra mais a educação dos filhos das mães do q dos pais? O q Jesus pensa de tal desigualdade de responsabilidades?

Pois é, né... E Deus sempre sendo(até os dias de hj) usado como justificativa para coisas como o machismo e a subserviência feminina. Assim fica difícil!
(não estou brigando com vc, só desabafando)

Morena Flor disse...

"Hoje vivemos uma copetitividade de mercado que o que vale é a carreira particular. Nesse caso, a mulher deve fazer uma opção: ou carreira de tempo integral ou família. Não há como ser diferente".

Mais uma vez, a visão "preto-no-branco" das coisas... E de coisas da realidade humana, super complexa, complexa demais para se reduzir a tão poucas palavras. E pq só a MULHER tem q fazer este tipo de opção? Ah, é pq o homem tem q ser o provedor e a mulher q fique em casa lavando, passando e cozinhando? E, de novo, o homem tb tem q ter aquela "coceirinha de consciência" qdo não tem tempo para a esposa e os filhos. Lamentavelmente, não é isso q ando vendo(embora a coisa já tenha começado a mudar, e tal assunto "homem no lar" já seja alvo de debate geral a respeito).

Portanto, tem como ser diferente sim, e Jesus não vai condenar mulher alguma por trabalhar fora e ter filhos. O q Cristo condena está super bem escrito nos 4 evangelhos, sobre os quais, sabemos muito bem.

Cristo acolhe, não julga nem condena.

Morena Flor disse...

"Eu escrevi uma outra postagem, "Mulher Cristã contra o Mundo"

E pelo visto, contra a IGREJA tb, com tanto machismo lá dentro.

"dê uma olhada".

Já li, não gostei e já postei meus comentários.

"Também escreverei, se o Senhor Deus quiser, um texto que trata da responsabilidade do homem".

Ele há de querer, com certeza!

Alfredo de Souza disse...

Cara Morena Flor.

Veja a minha resposta na postagem "Mulher cristã contra o mundo".

Juliana Stelli disse...

Estava muito triste hoje justamente por olhar para os lados e não encontrar apoio para a decisão de nossa família de priorizar a educação dos filhos ao invés de dinheiro. Obrigada por acalentarem meu <3 com tantos testemunhos positivos sobre isso. Que Deus abençoe.