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14 de abril de 2011

É Bom que o Homem Não Toque em Mulher (I Cor. 7:1)

Esse é o texto que eu estava devendo para vocês! Pois bem. Tentarei discorrer em todo capítulo em poucas palavras. Ajudará na sua compreensão se você estiver com a Bíblia aberta ao seu lado em I Coríntios 7.

Paulo começa o texto respondendo algumas perguntas que lhe foram feitas por carta dos Coríntios para ele (v. 1), e afirma então que é bom que o homem não toque em mulher. Não sabemos quais foram as perguntas dos Coríntios a Paulo, mas sabemos que haveria um problema hermenêutico muito sério se Paulo estivesse falando sob qualquer situação, pois Deus disse antes mesmo da queda que não é bom que o homem esteja só (Gênesis 2:18); mas graças a Deus o próprio Paulo se explica dizendo que havia algo específico na sua mente para ele declarar aquilo: por causa da angustiosa situação presente (Note o contexto em Vv. 25-29). Tratava-se de um momento específico e único na história.

Que momento era esse? Precisamos entender que Paulo tem em mente o sermão profético de Jesus ao escrever essa carta. Quando Jesus declara ali: ai das grávidas e das que amamentam naqueles dias (Mateus 24:19) na espera do cerco e conseqüente destruição de Jerusalém, Paulo entende corretamente que as perseguições daqueles dias seriam sentidas mesmo bem distante da cidade, como, no caso, Corinto. Então as palavras de Paulo eram de preservação para a possível fuga que aconteceria naquele tempo, ou naquela geração (Mateus 24:34; note ainda em I Co. 7 os versos 28, 36,37).

Mesmo assim, ele deixa claro que aquele não é um mandamento, mas uma sugestão (veja os versos 9, 25, 28, 36, 40), mostrando que não haveria nenhuma contradição. Os versos 2 a 9 ensinam isso de uma maneira muito especial, afirmando, inclusive, que o casal casado deveria praticar muito sexo para que Satanás não tente por causa da incontinência (v. 5).

Nos versos seguintes (10 a 24) precisamos entender bem o contexto da Igreja de Corinto. Como uma Igreja recém plantada por Paulo, muitos homens e mulheres de Corinto foram convertidos ao Senhor sendo já casados. É desses casos que Paulo está tratando aqui. Mas vejam que argumentos sérios ele trás.

Paulo ensina em vários lugares (e Jesus também) que o casamento é indissolúvel (Mateus 19:6, Romanos 7:2), e é isso que ele afirma aqui nos versos 10 e 11: A mulher não se separe do marido... e que o marido não se aparte da mulher. Mas note também que existe uma coisa tão séria que pode haver a possibilidade de separação, mas não de novo casamento: (se porém vier a separar-se, que não se case ou se reconcilie com o seu marido).

Mas o que poderia ser tão grave que algo indissolúvel poderia ser quebrado? A desigualdade do jugo entre o casal! Não é demais repetir que essa desigualdade veio pela porta da conversão e não do casamento. Mas como o casamento é uma coisa séria, indissolúvel e santa, mesmo no jugo desigual, ainda se deve tentar manter o casamento (Vv. 12-14), mas se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã (V. 15).

Por um lado vemos a gravidade do jugo desigual (ele aprofunda ainda mais esse assunto em II Coríntios 6:14-7:1) a tal ponto de ser outro assunto, além da relação sexual ilícita (Mateus 19:9) que permite o divórcio.

Por outro lado, Paulo mostra a gravidade ainda maior do casamento, pois mesmo quando se divorcia ou aparta por causa do jugo desigual, o crente terá que viver sem relacionamento, nem mesmo no Senhor, a não ser na morte da outra parte.

Veja se não é isso que ensina o V. 39: A mulher está ligada enquanto vive o marido (mesmo depois do divórcio permitido) contudo, morrendo o marido fica livre para casar com quem quiser, (e como se trata de um crente agora) mas somente no Senhor. (Cf. Romanos 7:2-4).

Irmãos(ãs) e filhos(as), saibam que esse assunto é muito duro e que é preciso muito amor para falar abertamente sobre ele, pois a maioria tentará correr atrás de subterfúgios para se esconder da verdade. Isso não é de hoje. Quando os discípulos ouviam Jesus falando sobre esses assuntos, eles disparavam: se essa é a condição do homem em relação à sua mulher, não convém casar (Mateus 19:10).

Mas Jesus ama o casamento. Ele começou a história da humanidade afirmando não ser bom para um homem estar só. Ele termina a Revelação numa linda festa de casamento entre ele e sua amada Igreja. Ele inicia seus milagres numa festa de casamento. Ele retrata seu relacionamento com a Igreja dessa forma. Sua Palavra afirma que digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula (Hebreus 13:4). Sendo assim, continua a minha luta para que os jovens e adolescentes dessa geração aprendam com os erros de seus pais para não cometerem os mesmos.

No amor do Senhor,

                                                          Pr. Samuel Vitalino

40 comentários:

João Ricardo disse...

Rev. Samuel excelente abordagem. Na passagem em apreço nos parece que Paulo tem legitmado o dito de Cristo com maior veemencia que os pastores atuais de nossa geração! à Lei e ao testemunho (Is.8.20). Questões como essas precisam ser resgatas em nosso tempo e em nossa época urgentemente. A banalização da família está ai na midia televesiva e radiofônica - lutemos pela família - somente para a gloria de de Deus.

Leandro Lira disse...

Excelente artigo Reverendo, abordado de maneira reverente e honesta! Que outros Ministros da Palavra trabalhem esse tema - de forma expositiva - para instrução, admoentação e consolação nossa, Igreja do Senhor Jesus Cristo!

Ana Carolina disse...

Sim, muito bom artigo! Claro, direto e bíblico. Na igreja em que congrego, o pastor está pregando expositivamente a 1 Coríntios e, já passamos pelo capítulo 7. Estamos aprendendo muitíssimo! Viver para Cristo realmente não é fácil, mas com certeza, vale muito a pena!!!
Abraços, que Deus continue a abençoar seu ministério, Rev. Samuel!

Marlon disse...

Muito bom Reverendo . As pessoas gostam muito de utilizar textos fora ,realmente , do contexto . E esse seu artigo nos mostra a importância de estudar o texto , fazer a exegese correta com esclarecimento e entendimento para os nossos dias atuais. Um forte abraço.
Marlon Mendonça.

Alfredo de Souza disse...

Não há nenhuma possibilidade para divórcio e novo casamento. Mesmo a excessão em Mt 19: 9 possui argumentos da parte de alguns bons comentaristas contra um novo casamento. Paulo é claro ao afirmar que somente o solteiro e o viúvo possuem o direito (mas não o dever) de se casarem. Ele não inclui os abandonados. Infelizmente o assunto sobre o divórcio tem sido a relativização mais cruel do Evangelho feita pelos que ajustam-no ás suas concupiscências.

Kenneth Wieske disse...

Pastor Samuel, obrigado pela exposição de 1 Cor 7.

Acho importante que a Igreja de hoje, seguindo o seu exemplo, esteja ensinando aos jovens (e a todos) que o casamento é sério, vitalício, e santo.

Entendo que, com este intuito, você está promovendo a posição que não pode ter casamento depois de divórcio. Com certeza, a situação vergonhosa da igreja moderna, que muitas vezes trata o casamento como algo descartável, deve ser condenada e revertida. Contudo, não sei se seria necessário ou desejável a Igreja voltar para a posição pre-reforma neste assunto.

Acredito que seria necessário tratar com a posição de Westminster, uma posição baseada em exegese, oração, e muita discussão e finalmente publicada como decisão de um dos maiores concílios da Igreja nos últimos séculos. Não cabe a nós que subscrevemos às confissões reformadas, ensinar e publicar conforme a nossa confissão, até o momento que estas confissões sejam mudadas nos concílios da Igreja por meio de argumentos exegéticos e estudos teológicos bem aprofundados?

Quanto à exegese do capítulo 7, sugiro que seria necessário uma avaliação do conceito de ser ligado ou livre, nos vv. 15 e 39. Apesar de usar verbos diferentes, o apóstolo parece estar falando do mesmo conceito.

Finalmente, sugiro que é necessário uma avaliação do conceito do divórcio, especialmente à luz do Antigo Testamento. Deus claramente aborrece o divórcio, tanto no NT quanto no AT. Porém, acho difícil comprovar biblicamente que o divórcio é apenas separação, e não o desfazimento completo de um casamento.

A PCA fez um estudo (http://www.pcahistory.org/pca/divorce-remarriage.pdf) sobre essa questão, que trata os dados bíblicos e confessionais.

Mesmo tendo uma pequena diferença de visão quanto à questão de casamento depois de divórcio, acredito que temos em comum um profundo desejo de acabar com o descaso e profanação do santo matrimônio que vemos na igreja dos nossos dias. Que Deus continue te usando para promover Sua glória e a santificação da Sua noiva! Grande abraço fraternal em Cristo,
Kennedy Wieske

cristianismo-relevante disse...

Querido Samuel

Algumas observações sobre seu post:

1) Gostaria de entender a ligação entre o texto de Corintios e o do Sermão
profético : "Precisamos entender que Paulo tem em mente o sermão profético de
Jesus ao escrever essa carta. Quando Jesus declara ali: ai das grávidas e das
que amamentam naqueles dias (Mateus 24:19) na espera do cerco e conseqüente
destruição de Jerusalém, Paulo entende corretamente que as perseguições daqueles
dias seriam sentidas mesmo bem distante da cidade, como, no caso, Corinto". Não
estou dizendo que não é esse o contexto, mas olhando para a passagem tenho
dificuldades de uma afirmação categórica. Acho que ela pode ser apresentada como
uma sugestão.

2) Tratar deste assunto sempre é complicado para mim. Todos sabem da minha
história (bem, se não sabem, que fiquem sabendo que sou casado pela segunda
vez). Nunca procurei a separação, mas infelizmente ela aconteceu e este não é o
lugar para apresentar detalhes. Enfim, concordo com você que Deus odeia o
divórcio, que ele não soluciona os problemas conjugais, pelo contrário, traz
marcas para ambas partes e fere profundamente os filhos. Contudo, para mim Paulo
está respondendo a questões específicas tanto aqui como em Romanos e, portanto,
ele menciona o padrão normal do casamento (obviamente só a morte deve separar).
No caso de Romanos ele usa o padrão para tratar da relação entre o homem e a lei
de Deus (uma analogia). Veja que ele nem mesmo menciona o aspecto de Mateus 19.
Logo, não concordo com a opinião do irmão que abarca todos os casos num mesmo
grupo. Explico: continuo com a mesma opinião que em casos de adultério e
deserção contumaz a parte inocente está livre para se casar novamente.

3) Acho interessante que nós usamos a Confissão de Fé em questões que nos
interessam e a abandonamos quando contraria nossa opinião. Eis aqui um caso
específico. Posto que a corrupção do homem seja tal que o incline a procurar
argumentos a fim de indevidamente separar aqueles que Deus uniu em matrimônio,
contudo nada, senão o adultério, é causa suficiente para dissolver os laços do
matrimônio, a não ser que haja deserção tão obstinada que não possa ser
remediada nem pela igreja nem pelo magistrado civil. (CFW, XXIV, 6)

4) Como tratar o vers. 15 do cap 7 do texto que você comenta? Fica livre do que?
Do pacto do casamento? Ou livre para se casar novamente? Penso que aqui temos um
dos textos que dão base para o casamento em caso de deserção.

5) Deixei o argumento lógico por último (porque, como você e os demais, quero os
argumentos bíblicos primeiro). Se ninguém pode casar novamente, para que a
"carta de divórcio". Ela não serve para absolutamente nada.

Anônimo disse...

Meu amigo e irmão, ótimo texto, porém a abordagem não está completa.

O que fazer com as pessoas que passam por isso?

Por exemplo:

- eu mesmo, me casei e separei antes de ser alcançado pelo Senhor. Deveria eu ter voltado para ela, que foi um erro dos tempos da ignorância?

- ou então, o que fazer com crentes sinceros que relamente não conseguem manter o casamento, como é o caso de vários amigos? Será que o Senhor não perdoará esse erro? Veja, é um erro, mas o ser humano convertido ainda reincide em tantos erros, como a mentira, e ainda assim o Senhor nos perdoa.

- Sendo sincero, como sempre é, como se pode definir realmente a existência ou início do casamento? É a cerimônia? O ato conjugal?

Estou apenas abrindo meu coração pois é algo que me faz receber críticas e acusações, dentro da igreja é claro.

Fraternalmente,

Samuel Vitalino disse...

Caros João Ricardo, Leandro, Ana Carolina, Marlon e Alfredão,

Obrigado pelos posts de vocês. O assunto é duro mesmo, mas creio que precisa ser ensinado, pois é Palavra de Deus.

O debate é bom!

Samuel Vitalino disse...

Caro Pr. Kenneth e Cristianismo Relevante,

Vocês fizeram bem em citar a Confissão de Fé e terei de dar uma resposta a isso, mas peço que esperem um pouco, pois estou em viajem no interior da Bahia e quando voltar a Salvador, possivelmente no sábado, responderei a cada uma das questões levantadas (as que eu puder, é claro hehehe) :)

Mas desde já muito obrigado aos dois pela interação e pela maneira absolutamente cristã, delicada e educada de debater.

Deus seja louvado!

Samuel Vitalino disse...

Caro Anônimo,

Sua questão é muito, muito, muito relevante!

Foi uma falha minha não ter aplicado a casos concretos e também peço que aguarde um pouco para a resposta que darei junto com a do Kenneth e CR.

Abraço,

Ashbel Simonton Vasconcelos disse...

Caríssimo Rev Samuel,
Concordo com o que disse o Kennedy (acima 15:09hs) que este assunto está bem exposto na CFW, e como subscreventes, creio também que não devemos ensinar de forma contrária até que os Concílios mudem aquela interpretação. Falo especificamente sobre o que está exposto na cfw cap 24, e mais especialmente 24.5 e 24.6 que apresentam outra interpretação que
preserva homens e mulheres que não promovem divórcios mas são vítimas dele, ou seja, que são pessoas que não tiveram chance de dizer não quando o divórcio bateu em suas portas.

A Questão do divórcio lícito:
Entendo que por ordem do Senhor somente a morte deveria separar um casamento, no entanto, por causa do pecado e dureza de coração, o Senhor Jesus e o apóstolo Paulo doutrinaram, de forma complementar (isto é, Paulo traz novo ensino), a respeito de divórcio lícito, não para os que apresentam corações duros, mas para a parte inocente, em dois casos:

1 – Em caso de adultério:
Jesus afirma: (Mt 5:32) “Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério.”

Ainda Jesus: (Mt 19:9) “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério.”
Então não é distorção e nem é forçar o texto se observarmos a ideia contrária:
“quem repudiar sua mulher [DAR-lhe o divórcio], sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra NÃO comete adultério”. Implicação óbvia, e assim exposta na CFW 24.5. Claramente, se o divórcio foi motivado por adultério da outra parte, uma nova relação conjugal não será adúltera, porém será uma nova e inocente relação (para a parte inocente no processo). A parte inocente pode sim fazê-lo e permanecer inocente. E “divórcio” aqui não tem outro sentido senão o da quebra completa do vínculo matrimonial.

2 – Em caso de abandono:
O apóstolo afirma: (1Co 7:10)“Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido”
Aqui Paulo mostra que é doutrina de Cristo, relembrando que Cristo já havia dito isto (e registrado nos evangelhos).

E Paulo prossegue:
(1 Co 7:12) “Aos mais ***digo eu***, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone;”
Aqui Paulo mostra que está trazendo doutrina nova é ele próprio, ou seja, não é o que Cristo já havia doutrinado, mas é um complemento começando onde Cristo parou, pois Paulo fala pelo mesmo Espírito de Cristo a fim de completar o doutrinamento iniciado pelo Senhor (Cf Ef 2.20).
[continua]

Ashbel Simonton Vasconcelos disse...

[continuação]
Ele então afirma “digo eu, não o Senhor”, pois Jesus não havia tratado desta questão (deserção obstinada). Paulo então traz este novo ensinamento introduzindo a possibilidade de quebra do vínculo matrimonial, de forma inocente, para quem é vítima do abandono, pois o texto acima afirma: “e esta consente em morar com ele...” como uma ***condicionante*** para manutenção do casamento. Portanto a afirmação contrária é implícita, porém clara: “não perde a inocência quando a outra parte não consente morar com...”.
E para não ficar mal entendida a questão Paulo reafirma com palavras ainda mais claras (já entrando na redundância):
(vs 15) “Mas, se o ***descrente*** quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz.”
Cabe a pergunta (para compreensão do Paulo está dizendo): quem poderia ser "chamado à paz", sendo inocente vítima do abandono, e não tendo nascido eunuco, condenado a viver até a morte em eterno jejum sexual? E sem direito a constituir família, pois Deus requer que ele viva só, sem direito a companhia de uma família? Que tipo de paz seria é esta, senão justamente uma grande "servidão" imposta por uma interpretação mais severa da Palavra, indo para além da liberdade em Cristo exposta pelo apóstolo neste texto?
Lembremos que, numa prisão, somente os piores prisioneiros e os mais rebeldes são condenadas a passar “algum tempo” num lugar chamado “solitária” (ou cubículo), pois esta é uma condenação cruel, e faz o rebelde repensar rapidamente sua rebeldia, pois ele teme ficar louco naqule solidão. Isto não é paz, e não faz qq sentido (embora o casamento seja um símbolo da união de Cristo com a sua igreja).

Por um outro lado, creio, caberia aqui uma discussão somente quando as duas partes são membros ativos da igreja (pois o texto diz: “se o ***descrente(o incrédulo)*** quiser apartar-se...”, mas se o divórcio acontece entre duas pessoas crentes? Creio que Mt 18.17 resolve claramente esta questão: “E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.” (isto é, o rebelde contumaz não deve ser considerado irmão - é um descrente).

Assim sendo, continuo convictamente fechado com aquela interpretação dada pela cfw 24.

Em Cristo,
seu conservo,

Simonton

Ana Carolina disse...

Os comentários aqui colocados estão sendo de grande valia! Sobretudo do Pr. Simonton, que vieram complementar muito bem ao texto do Rev. Samuel.
O meu esposo e eu iniciamos nesta semana o aconselhamento de um casal e, certamente, todos estes "estudos" nos servirão muito neste atual caso!
Agradeço a Deus e aos irmãos pela conversa saudável e cristã que tem como intuito a edificação da igreja e a glória do Senhor!
Abraços a todos!

Anônimo disse...

Olá Samuel!

Olha ,sei que é complicado colocar ter opinião formada sobre esse assunto.Até penssava como você ,porém, em virtude de realmente ler e reler o texto,hermeneuticamente falando(depois passo os textos que tenho estudado),descordo de você.No entanto, veja a situação do apóstolo Paulo,alguns teólogos relatam que Paulo era solteiro e outros relatam que possilvemente ele fosse divorciado.Pelo fato dele ser do sinédrio antes de sua converção.Só homens casados faziam parte do sinédrio.Em fim,ainda tem muito" pano pra essa manga."O que sei é que Deus quer santidade no casamento,assim como em nossas vidas.

Abraços.
Evangelline

Carlos Alexandre disse...

Caro Pr. Samuel.
Parabéns pela exposição do tema, a verdade é dura mais tem que ser pregada, concordo com a exposição fidedigna do texto.
Mas tenho uma dúvida, como fica a situação com relação a reconciliação, até quando poderá existir em caso de adultério e abandono ao mesmo tempo? Neste parágrafo o ensino nos fala em reconciliação, mas a palavra da verdade, não nos fala de tempo, tenho em mente como explicação para o tema Deuteronômio 24:1a4.
Paulo ensina em vários lugares (e Jesus também) que o casamento é indissolúvel (Mateus 19:6, Romanos 7:2), e é isso que ele afirma aqui nos versos 10 e 11: A mulher não se separe do marido... e que o marido não se aparte da mulher. Mas note também que existe uma coisa tão séria que pode haver a possibilidade de separação, mas não de novo casamento: (se porém vier a separar-se, que não se case ou se reconcilie com o seu marido).
Até quando a reconciliação deve ser esperada ou poderá existir?

Samuel Vitalino disse...

Que bom que assunto rendeu, principalmente porque questões importantes foram levantadas aqui.

O ponto principal, no qual, creio, todos concordamos, é que casamento é coisa séria e está cada vez mais banalizado ao longo dos séculos, mas eis aqui o que me proponho a falar nos comentários seguintes logo aqui abaixo:

1. A Questão da Confessionalidade

2. A Questão dos casos concretos que já cometeram o erro do segundo casamento

3. O que significa "ficar livre"

4. Algumas questões exegéticas levantadas por amigos tanto aqui como por e-mail.

Samuel Vitalino disse...

1. A Questão da Confessionalidade

Quero agradecer a meus irmãos Keneth (que bom vê-lo defendendo também a CFW, além das 3 formas de unidade), Cristianismo Relevante, Laércio, Simonton (além de colegas do próprio blog) por levantar essa relevante questão.

Somos confessionais. Abraçamos e subscrevemos a Confissão de Fé de Westminster como Símbolo de Fé e, conquanto seja difícil discordar dela em algum ponto, principalmente pelo respeito e carinho que temos por esse documento, afirmo que a própria Confissão não julga ser a Palavra Final em todas as matérias.

Por isso, juramos subscrição enquanto ela (a CFW) for fiel à Escritura Sagrada.

Fico imensamente feliz em ver que minha discordância é tão pequena em relação ao todo, o que em nada diminui a sua importância nem o meu ensino à Igreja do valor dessa COnfissão. Minhas ovelhas podem claramente atestar isso por mim.

Aliás, estou baseado na própria Confissão que diz que a Bíblia csomente pode constituir matéria de fé e verdade absoluta.

Mas, ainda digo isso de coração aberto: Espero MUITO ser convencido que a Confissão está certa também nesse ponto. Seria muito menos doloroso do que o ponto de vista que tenho, que creio ser bíblico!

Sendo assim, espero mesmo que essa discussão revele meus erros exegéticos biblicamente para que eu possa mudar de idéia, senão, convido a todos a chorarem comigo nessa posição mais dura nesse tema.

Samuel Vitalino disse...

2. A Questão dos casos concretos que já cometeram o erro do segundo casamento

Realmente, amigos, aqui eu cometi um erro em não aplicar para irmãos que estão no segundo casamento.

Não há motivo de desespero. Esse não é pecado sem perdão (Mateus 12, Hebreus 6, I João 5), mas é um pecado.

Como pecado cometido é necessário algumas coisas:

a. Reconhecimento do erro
b. arrependimento - mas claro que nesse ponto temos uma dificuldade, pois na maioria das vezes (senão todas) não há como reparar o erro totalmente, mas apenas pedir o perdão de Deus e, no máximo possível, agir para sanar as feridas que ficaram abertas para trás.
c. continuar e honrar o segundo casamento como bênção de Deus agradecendo a Ele pelo perdão recebido
d. reconhecer a autoridade da Igreja em matéria de tratar disciplinarmente do seu caso, sempre na dependência do Senhor.

Anônimo, espero que isso responda a sua questão também e que você viva feliz e perdoado para a Glória de Deus.

Samuel Vitalino disse...

3. O que significa "ficar livre"

I Cor. 7:15 responde isso.

Não se trata de ficar livre para...

Mas ficar livre DO JUGO.

Em outras palavras, ainda que seja muito difícil viver desacompanhado(a) até o fim da vida, para o crente verdadeiro é ainda mais difícil viver com alguém que não se possa ter comunhão (pois que comunhão pode haver entre a luz e as trevas?)

A graça de Deus fez Paulo liberar os Coríntios e todos os crentes que se convertem casados a deixarem o descrente ir para não viver subirdinado a jugo desigual.

Mas a mulher está ligada enquanto vive o marido, se ele morrer, fica livre para casar com quem quiser, mas (agora) somente no Senhor (I Co. 7:39).

Samuel Vitalino disse...

4. Algumas questões exegéticas levantadas por amigos tanto aqui como por e-mail

Pr. Keneth, creio que o divórcio segundo a Bíblia põe fim ao casamento diante dos homens, mas quando Jesus diz e Paulo repete que "o que Deus uniu não separe o homem" tem suas consequencias no desenrolar dos seus próprios argumentos. O de Paulo, aqui em I Co. 7 parece ser claro, sendo que Jesus ensinou a mesma coisa em Lucas 16:18. Esses dois textos juntos explicam que a exceção em MAteus 19:9 refere-se a (improvável) possibilidade do Divórcio, e não do novo casamento.

Cristianismo Relevante, sobre a conexão de Paulo em I Coríntios e o sermão profético de Jesus é um estudo extenso que poderia conversar com você pessoalmente, pois aqui não teria tempo nem espaço para tal; mas creio que Paulo usa o sermão de Jesus aqui na carta para provar vários pontos, inclusive é uma das bases que uso para a cessação dos dons com base exegética. Mas isso são cenas de um próximo capítulo :).

Suas outras questões acho que já respondi acima. Só uma coisa (não exegética, mas respondendo sua questão lógica: o divórcio serve para se livrar do jugo).

Simonton, Sobre o Cap. XXIV da CFW meu grande problema é que no final do texto que abre para o segundo casamento, creio eu, não tendo eles uma prova bíblica para a liberação, eles acrescentaram depois da vírgula: como se a parte culpada estivesse morta... mas, meu amigo, convenha comigo, você não acha essa coisa na Bíblia.

Sobre as outras questões, eu peço que leiam o seguinte texto do Piper: http://www.monergismo.com/textos/familia_casamento/divorcio_novo_casamento_piper.htm

Ele é muito elucidativo. Já tentei rebatê-lo e ouvir outros tentando. Até agora sem sucesso.

Evangeline, vou aguardar os textos :)

Carlos Alexandre, sua questão é interessante e o que precisa explicação é Deut. 24. Pois Paulo é claro ao dizer que o ideal é a reconciliação (I Co. 7:11). Em Deut. 24:1-4 Moisés está tratando de fatos concretos na lei civil de Israel, e o caso em tela lá é mais complexo, pois a repudiada já casou com outro.. nesse caso, não deve voltar ao primeiro marido.

FIcou alguma coisa para trás?

Se sim, vamos continuar essa conversa saudável.

Obrigado a todos pela participação.

Carlos Alexandre disse...

Pastor, não ficou muito claro. Me perdoe a dúvida, mas gostaria de conversar sobre o tema. No caso concreto de repudio, abandono, adultério de uma esposa, ela se uni a outro homem, porém não se casam segundo as leis, mas a própria lei faculta a união estável. Como fica essa questão, aplica-se o mesmo em Dt 24:1a4, ou a reconciliação é possível em caso de arrependimento? Como tratar esta matéria a Luz das escrituras, se a parte que praticou a ofensa se arrepender genuinamente e se reconciliar com o SENHOR e a
Igreja, o conjuge pode receber de volta e perdoar. É possível a reconciliação?
Obrigado pelos esclarecimentos.

Carlos Alexandre disse...

Pastor, como complemento, porque ao tratarmos deste assunto, o caso da reconciliação não é tratado nem visto com mais esclarecimentos?
O Texto do Piper, eu já o li, e não trata desta matéria,fala superficialmente, muitos outros teólogos com o mesmo pensamento, quando expõem o tema deixa de lado essa questão tão importante.

Samuel Vitalino disse...

Caro Carlos,

O texto de Deuteuronômio fala do casamento mesmo e não do adultério em si.

Claro que quando o adultério é cometido há a possibilidade do perdão. Na verdade o arrependimento (do faltoso) e o perdão (da vítima) é tudo o que mais se espera.

Nesse caso a analogia de Cristo com a Igreja cai como uma luva. Nós adulteramos... nos arrependemos... somos perdoados.

Ah, e no AT temos também o caso de Oséias que mostra a disposição de Deus em perdoar o seu povo... assim também os cônjuges devem (antes de casar novamente) buscar a reconciliação e a Igreja deve SEMPRE lutar e orar por isso.

Bom Dia do Senhor!

Alexandre Ribeiro Lessa disse...

Caro Rev. Samuel,
Foi um prazer conhece-lo pessoalmente, espero que sua visita a Igreja Presbiteriana de Vitória da Conquista seja a primeira de muitas! A temática abordada por você é muito pertinente. Tenho procurado estuda-la. Meu próprio pai, adulterou, separou-se da minha mãe, vive com outra senhora há 15 anos, e agora foi convertido pelo Senhor Jesus. Já consultei a diversos colegas de ministério e já ouvi várias posições diferentes. Isso mostra o como é importante discutirmos biblicamente este assunto.
Inicialmente vou concentrar minhas observações na exegese de 1 Co 7.1, que julgo ser de uma linha um pouco diferente da sua. Com o tempo espero achar graça em Deus para poder expressar a opinião que tenho construído sobre o assunto.
Nos sabemos que a cidade de Corinto é descrita por historiadores gregos e romanos, nos séculos que antecederam o surgimento do cristianismo, como a cidade da fornicação e da prostituição. Corinto tinha uma dúzia de templos, dentre os quais um dedicado à deusa do amor Afrodite, grandemente conhecido na antiguidade pela imoralidade de seus cultos por meio das prostitutas cultuais.
O apóstolo Paulo estabeleceu a igreja em Corinto por ocasião de sua 2ª viagem missionária e permaneceu naquela cidade por cerca de dezoito meses, anunciando o evangelho na sinagoga local e na casa de alguns irmãos. Ainda desenvolvendo um cordão unificador em seu relacionamento com os coríntios, Paulo envia-lhes uma primeira carta, que pela providencia de Deus não temos acesso. Os Coríntios então escrevem uma carta resposta para seu fundador. Ao que tudo indica, nesta carta havia uma série de perguntas de cunho bastante prático (os peri de no grego), e é em meio a este contexto que iniciamos o estudo dessa perícope (capítulo 7).
Desta forma, fazendo uma leitura espelho das respostas dadas por Paulo aos coríntios no texto bíblico, chegamos à conclusão das prováveis perguntas feitas pelos coríntios em sua carta, perguntas estas que, ao que tudo indica, tendiam a depreciar o casamento e devam a entender que os coríntios tinham a crença errônea de que era melhor divorciar-se de seus cônjuges (casados) e até mesmo melhor permanecer sem se casar (solteiros).

Alexandre Ribeiro Lessa disse...

[continuação) Desta forma afirmavam em um de seus slogans ”é bom que o homem não toque em mulher;” ou em uma tradução mais literal “bom é para o homem a mulher não tocar”. (um outro exemplo de slogan dos coríntios é a expressão “todas as coisas me são licitas” abordada por Paulo em 1 Co 6.12. Ao que parece, em suas respostas a esses slogans, Paulo aproveita-os, não discordando totalmente da afirmação, mas conduzindo os coríntios à verdade por meio do acréscimo das bases bíblicas de seu pensamento).
Para entendermos por que os Coríntios pensavam deste jeito e como eles fundamentavam este slogan precisamos conhecer um pouco de mais seu pensamento. Somos então remetidos à necessidade de uma breve análise dos pressupostos que os levavam a possuir tal cosmovisão.
Os coríntios eram extremamente influenciados pela cultura grega e consequentemente a filosofia platonista estava arraigada na mente de toda população. Filósofos itinerantes eram comuns e tinham grande apreço e admiração por parte da população de Corinto, tanto devido à questão da sua retórica quanto pela filosofia que apresentavam.
Desta forma concluímos que a base da afirmação *corintiana* [sic – rsrs] de que “bom é para o homem mulher não tocar” tem sua provável origem na filosofia dualista-platonista, divulgada por estes filósofos.
Esta filosofia, em termos muito básicos, consistia em afirmar que o corpo é mal e que o espírito é bom, apontando para dois grandes erros na prática da igreja de Corinto: primeiro, pecar com o corpo e viver bem no espírito – gerando libertinagem; segundo, esse corpo é intrinsecamente mal, vou negar tudo que puder no meu corpo para fortalecer o meu espírito – gerando ascetismo.
Ou seja, os coríntios não estavam querendo se relacionar com suas próprias esposas ou até mesmo os que eram solteiros, não queriam casar-se devido ao ascetismo – em nome da santidade! Sendo esta tese verdadeira, um grupo de crentes se levantou contra a imoralidade reinante na cidade pregando que: “bom é para o homem mulher não tocar”.
Tenho crescido muito com o posicionamento dos queridos irmãos.,,
Grande abraço!
Alexandre

Samuel Vitalino disse...

Alexandre, meu caro,

o prazer foi todo meu.

Na verdade o que escreveu não é muito diferente do que eu penso, não. Dei apenas uma tônica em outra ênfase. Mas o que você chama atenção me ajuda - e muito, num outro assunto que temos tocado aqui no blog.

(É bom que homem não toque em mulher) - solteiro...

Logo em seguida ele diz que o casado é diferente, pois deve tocar (e muito) :) Graças a Deus!

Mas a ênfase do não tocar enquanto não casado vai corroborar com a abstinência prá-marital, inclusive dos (toques) que se constituem privilégio de casado.

Obrigado mesmo pela sua participação e espero que muitos jovens leiam isso aqui.

Sobre Vitória da Conquista, foi muito legar estar aí com vocês. Espero também poder voltar.

Abraço,

Anônimo disse...

Sabe, Pastor. Eu mesma tive que ler seu artigo umas cinco vezes. Não por não entender. mas por não concordar. Eu não poderia concordar porque já sou casada pela segunda vez e meu ex-marido continua vivo. mas eu não consegui achar respostas honestas ao que o sr falou. acho que tudo o que aprendi estava errado e que só mesmo a graça de Deus como o sr falou no comenário aqui que pode manter a gente de pé. Obrigado pela sinceridade do seu artigo, apesar da dificuldade que é saber a verdade.
Pra. Júlia Trindade

Anônimo disse...

Muka,

Agora entendi porque tanta ênfase em relacionamento. Se a coisa é desse jeito, meu amigo, tem que casar certo mesmo.

Saudade,

Doca

Anônimo disse...

Ótimo artigo, pr. Samuel! Sempre oro para que Deus possa estar preparando desde já um esposo (servo de Deus) para mim. Peço a Deus que faça de mim uma mulher virtuosa, fiel a Ele, e uma futura esposa excelente. Desde já quero aprender a cerca do casamento, para que no futuro quando eu me casar que seja "até que a morte nos separe", literalmente. Estou aprendendo muito com os seus artigos postado aqui no blog. =)

Saudade,

Isabelle Ramos

Anônimo disse...

Amado, Shalom.

Acho que preciso ter um blog. Não sei, mas enfim...

Gostei muito do que você escreveu. Precisamos de apologetas apaixonados pela Palavra viva. Como você. Glória a Deus. Infelizmente não são poucos os que têm a mente entenebrecida pelo pecado, o que é um grande problema. Me lembro que o Senhor através de Paulo disse que muitos apostatariam da fé e dariam ouvidos a doutrinas de demônios. Que o Senhor nos ajude. Tenho certeza que o AMIGO (Espírito Santo), o direcionou a escrever sobre um assunto nada controverso e extremamente necessário para estes dias quando o divórcio tem sido uma constante no meio evangélico. O triste é que muitos não buscam mais a direção de Deus para casar e o pior, colocando sobre si um jugo desigual, também não buscam sua direção para divorciarem; acredito piamente que Deus não emudeceu, ELE ainda continua dando a direção certa como fez com Eliezer. Infelizmente muitos não vão aceitar ou até mesmo dizer que não entenderam sua colocação, apesar de estar tão óbvio nas Escrituras, mas é assim mesmo. Nosso Mestre falou que o problema do divórcio, no tempo de Moisés, e no seu próprio tempo, como também agora é a dureza de coração, ou seja, a incapacidade para perdoar, apesar de ser um bocado ruim; o pior é que esquecem que aquele que não perdoa, também não recebe o perdão (Mt 6.15). Muitos até afirmam que é mais fácil pra mulher perdoar do que homem. Por quê? Acredito que por causa do estigma que permanece; muitos preferem dar ouvidos à opinião de outros do que considerar o que Deus já falou: "Não erreis: ... os adúlteros... não herdarão o Reino de Deus" (I Co 6.10). Jesus também disse que muitos não queriam ir a Ele porque "AMAVAM" mais trevas do que a Luz. Misericórida. A fim de que suas obras não fossem reporvadas. Em contrapartida, Ele disse que os que praticam a VERDADE, vem para Luz, a fim de que suas obras sejam manifestas. Glória a Deus! Paz Amado. Deus o abençoe. At 18.9

Flávio da Silva Moreira
AD - Teresina

Samuel Vitalino disse...

Júlia e Doca,

Obrigado pelas participações e pela compreensão do texto,a despeito de sua complexidade prática.

Isabele,

saudade de vocês em Teresina. Bom saber que estão acompanhando. Aliás, estou sabendo que Léo e André estão em Barra Grande aproveitando o feriado. Como vão as coisas por aí>

Flávio,

Meu companheiro de Rádio e de APEC, bom receber ser comentário. Deus continue abençoando você, meu caro.

Faça seu blog, você tem muita coisa boa para passar.

abraços,

Anônimo disse...

Aqui está tudo bem. Eu tou na II igreja, e o pr. Léo e o presbitero André tão na IPJ. Eu tou muito feliz, pq vou começar a dar aulas para as crianças na EBD da congregação do Porto Alegre. =)

Isabelle

Samuel Vitalino disse...

Que legal, Deus a abençoe,

Ronaldo disse...

Parabéns Samuca!! Estamos com vc nesse entendimento. Aqui o pessoal da igreja faltou somente me apedrejar por defender as Escrituras nesse ponto, mas já foi superado.
Um abração e tenho saudades!

Pastor Ronaldo, Timon, MA.

Samuel Vitalino disse...

Ronaldo,
Obrigado. Me diz, a Gerda continua no Brasil?

JUANDELSANTOS disse...

Caro Reveren.... oposss Pastor Samuel gostei muito da sua resposta sobre a confessionalidade

"Por isso, juramos subscrição enquanto ela (a CFW) for fiel à Escritura Sagrada."

"estou baseado na própria Confissão que diz que a Bíblia csomente pode constituir matéria de fé e verdade absoluta."

Alguns diz que se nao concordamos com a posição da CFW neste caso nao temos autoridade para cobrar fidelidade daqueles que por exemplo nao subscreve o Cap. XXI da CFW porem sua resposta me parece que aponta uma solução para o dilema, "juramos subscrição enquanto ela (a CFW) for fiel à Escritura Sagrada". neste caso se alguem nao subscreve a confissão ele tem que demostra que no referido assunto ela nao é fiel as Escritura o que nao se aplica obviamente ao Capt XXI e os demais topicos da CFW.

UM grande abraço Pernabucano (sem Frevo)
Josue.

O Discípulo: Flávio Moreira disse...

Gostei muito do que você escreveu. Precisamos de apologetas apaixonados pela Palavra viva. Como você. Glória a Deus. Infelizmente não são poucos os que têm a mente entenebrecida pelo pecado, o que é um grande problema. Me lembro que o Senhor através de Paulo disse que muitos apostatariam da fé e dariam ouvidos a doutrinas de demônios. Que o Senhor nos ajude. Tenho certeza que o AMIGO (Espírito Santo), o direcionou a escrever sobre um assunto nada controverso e extremamente necessário para estes dias quando o divórcio tem sido uma constante no meio evangélico. O triste é que muitos não buscam mais a direção de Deus para casar e o pior, colocando sobre si um jugo desigual, também não buscam sua direção para divorciarem; acredito piamente que Deus não emudeceu, ELE ainda continua dando a direção certa como fez com Eliezer. Infelizmente muitos não vão aceitar ou até mesmo dizer que não entenderam sua colocação, apesar de estar tão óbvio nas Escrituras, mas é assim mesmo. Nosso Mestre falou que o problema do divórcio, no tempo de Moisés, e no seu próprio tempo, como também agora é a dureza de coração, ou seja, a incapacidade para perdoar, apesar de ser um bocado ruim; o pior é que esquecem que aquele que não perdoa, também não recebe o perdão (Mt 6.15). Muitos até afirmam que é mais fácil pra mulher perdoar do que homem. Por quê? Acredito que por causa do estigma que permanece; muitos preferem dar ouvidos à opinião de outros do que considerar o que Deus já falou: "Não erreis: ... os adúlteros... não herdarão o Reino de Deus" (I Co 6.10). Jesus também disse que muitos não queriam ir a Ele porque "AMAVAM" mais trevas do que a Luz. Misericórida. A fim de que suas obras não fossem reporvadas. Em contrapartida, Ele disse que os que praticam a VERDADE, vem para Luz, a fim de que suas obras sejam manifestas. Glória a Deus! Paz Amado. Deus o abençoe. At 18.9

Anônimo disse...

vc quer dizer que a CFW nao e fiel as Escrituras???

Samuel Vitalino disse...

Não. Jamais diria isso. Já respondi sobre o aspecto pós-vírgula do Cap. XXIV.

Diga seu nome que eu publico aqui.

Abraço,