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8 de março de 2012

Mulheres Cristãs e o Dia Internacional da Mulher

 

 

Hoje se comemora o Dia Internacional da Mulher. Para a grande maioria dos brasileiros, apenas mais uma data convencionada pelo mundo ocidental. Já para o comércio, um ótima oportunidade de bons negócios devido a expectativa de boas vendas. Contudo, para o movimento feminista, uma data histórica de uma antiga luta por direitos iguais entre homens e mulheres; um marco da resistência de um ideal libertador, igualitário, comunista, porém utópico.  - Você disse comunista? Isso mesmo. Poucos conhecem a história, mas o Dia Internacional da Mulher possue profundas raízes históricas ligadas aos ideais revolucionários socialistas.

O primeiro “Dia da Mulher” (“Woman’s Day”)  aconteceu em 1908 em Chicago, com a presença de 1500 mulheres. Foi um dia dedicado à causa das operárias, denunciando a exploração e a opressão contra as mulheres, defendendo a igualdade entre os sexos e a autonomia do lado feminino, incluindo o direito ao voto. Entretanto, foi na Alemanha, que Clara Zetkin, propôs na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, o Dia Internacional da Mulher, que a partir de 1922 teve o dia 08 de março como data oficial e mundialmente conhecida.  

O Lado Feminino da Força

O movimento feminista iniciado no século passado cresceu em influência e permanece sustentando as mesmas reivindicações originais. Bandeiras históricas como a divisão do trabalho doméstico, salário igual para trabalho igual, o combate à violência doméstica, a reivindicação de creches para todas as crianças e a defesa da legalização do aborto continuam na ordem prioritária das “viris” feministas.

Conhecendo a história percebemos porque a fábula do Escorpião e o Sapo torna-se perfeitamente aplicável  a esse contexto. Deixe-me explicar. É impossível exigir uma postura bíblica de uma sociedade que defende pressupostos visivelmente alienados de Deus e sua Palavra. “Diz o insensato em seu coração: Não há Deus”. (Sl 14.1). Como assim?

Se uma jovem cristã decide hoje casar virgem, contraria o conceito feminista da liberdade sexual. Para que se guardar para um homem se você tem direito sobre seu corpo e é livre para fazer sexo com quem quiser, seja homem ou mulher? Por que sustentar uma gravidez indesejada se você pode decidir abortar na hora e no tempo que quiser, independente do período de gestação?  Por que ser tola e ficar em casa cuidando do esposo e dos filhos se você pode conquistar sua liberdade trabalhando fora?

É por essa razão, que os governos, a mídia, escolas e universidades, o homem e a mulher comuns, porque emancipados moral e espiritualmente de Deus sempre defenderão uma visão totalmente distorcida do papel que Deus estabeleceu na Criação para o homem e a mulher. Palavras como submissão, obediência, liderança masculina, auxílio idôneo, defesa à vida,  nunca serão aceitas como a Bíblia ensina, mas serão compreendidas, defendidas e substituídas pelo feminismo como uma tentativa machista de escravizar e oprimir as mulheres no mundo.

E a Mulher Cristã, como fica?

Esta é uma boa pergunta, porque alguns elementos da luta das mulheres não são essencialmente perigosos ou ruins. A Bíblia não proíbe que as mulheres estudem e votem nos seus governantes e condena todo e qualquer tipo de violência contra mulher. Como parte mais frágil, seu marido deve amá-la como Cristo amou a sua Igreja. Perceba que este é um padrão extremamente elevado! Outro exemplo interessante é que longe de oprimi-las ou escravizá-las, os homens cristãos devem liderar pastoralmente suas esposas à medida em que elas auxiliam em obediência amorosa seus maridos.

Penso que o grande desafio para a Igreja de Cristo na atualidade é resgatar o papel do homem e da mulher segundo a Palavra de Deus. Estamos sofrendo um processo destrutivo dos padrões e fundamentos da masculinidade e feminilidade bíblica. Homens pensando, falando, andando e se vestindo como mulheres, envolvidos num perigoso processo de feminilização. Enquanto as mulheres vivem travando uma verdadeira disputa contra o sexo oposto em todas as áreas da vida. Um exemplo claro disso ocorre nas igrejas cristãs. O abandono da verdade bíblica pelos ideais feministas abriu espaço para as mulheres assumirem a liderança de igrejas locais negligenciadas pelos homens, como também promoveu a ordenação feminina ao ministério pastoral. Sinceramente, não encontro nenhuma passagem na Bíblia que me ensine que o Pastor deve ser esposa de um só marido.

Se a cosmovisão das mulheres cristãs está sendo moldada pelos pilares de fundação do Dia Internacional da Mulher, receio que não temos muito o que comemorar, antes, pelo contrário, deveríamos corar de vergonha, pois nada tem a ver com a mulher virtuosa de Provérbios 31, que antes de qualquer coisa, tem Jesus Cristo como centro da sua vida, preocupa-se em seguir a Palavra de Deus e molda a sua vida para sua família, não trocando sua missão gloriosa por escritórios, arquivos, emails ou caixas.

Alan Kleber

9 comentários:

Samuel Vitalino disse...

Alan,

Você fala em meu nome e em nome de minha esposa.

Deus o abençoe e nos dê sempre coragem de enfrentar a realidade à luz da verdade de Deus.

Alan Rennê disse...

Meu amado Xará,

Parabéns! Receba os meus sinceros cumprimentos pela postagem!

SDG!

Roberta Nogueira disse...

Alan,

O texto é interessante em vários aspectos mas peca no machismo, principalmente quando diz: "Sinceramente, não encontro nenhuma passagem na Bíblia que me ensine que o Pastor deve ser esposa de um só marido."
Pense nisso,

Em Cristo,

Roberta Nogueira

Yone Dantas disse...

Pastor Alan,
Que belas e avivadoras palavras! O texto fala claramente sobre os papéis do homem e mulher cristãos, que a cada dia vem se desviando da palavra de Deus.

Parte disso se dá pela influência e pressão exercida pela sociedade moderna. Estamos nos esquecendo das exortações que alertam sobre esse tempo em que vivemos. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2. Outra parte se dá pelos desejos de nossos próprios corações, que anseiam satisfazer apenas nossas vontades, nos esquecendo do nosso ministério como mulheres que temem a Deus.

Realmente não é fácil obedecer a Deus e abandonar o nosso próprio desejo, mas isto é viver para Cristo. É um chamado diário a obediência, satisfação em Cristo, vivendo para o que fomos criadas. Quando entendemos o propósito de Deus em nossas vidas fica mais fácil. Não é que não possamos trabalhar fora (porque já trabalhamos, e muito dentro de casa), é que devemos antes de tudo corresponder ao propósito da criação, sendo companheira e auxiliadora do marido, ajudando na criação dos filhos e mantendo a ordem no lar.

Se conseguirmos exercer as funções de serva, esposa e mãe não vejo problema nenhum em acrescentar mais uma, o que não podemos é sacrificar nossa família para corresponder as expectativas sociais (não esqueça, que antes importa obedecer a Deus do que aos homens, At 5:29). Os padrões sociais (do mundo) jamais andarão juntos com os de Deus, pois o Senhor nos chama a vivermos de modo diferente. Tudo para glória de nosso Maravilhoso Deus.

Finalizado gostaria de esclarecer a Roberta Nogueira, que em momento algum vi o texto como tendo sido escrito por um machista, mas por um pastor que cuida fielmente de seu rebanho, baseado somente nas escrituras e está atento á realidade que a igreja moderna passa. Quanto a sua citação no comentário, ele estava se referindo ao fato de mulheres assumirem os púlpitos, como pastora, foi apenas um trocadilho com a referencia bíblica de 1 Timóteo 3: 1-2.

Que esse texto possa nos esclarecer sobre os verdadeiros propósitos de Deus para vida da Mulher Cristã, pois as do mundo jaz no maligno.

Roberta Nogueira disse...

Irmã Ione,

Infelizmente descordamos do papel da mulher do reino e não no sentido funcional. Antes as mulheres eram somente como auxiliadora do homem mas Jesus mostra que a mulher, assim como o homem, tem acesso direto a Deus e chama Maria, por exemplo, pra aprender do Reino com ele. As mesmas mulheres que eram proibidas de entrar nas sinagogas.

Vou deixar um texto bem interessante pra vc refletir:

http://redefale.blogspot.com/2012/03/oremos-pelas-mulheres.html

Em Cristo,

Roberta

jessica grant c. disse...

Olá,

Gostaria de deixar alguns comentários.
Você disse: "Se uma jovem cristã decide hoje casar virgem, contraria o conceito feminista da liberdade sexual". Caro, o conceito de liberdade sexual inclui a ideia de que a mulher é livre para escolher como será sua atitude sexual, inclusive se ela escolher manter-se virgem, por isso o uso da palavra "liberdade". Deus também nos dá liberdade sexual tanto para homens quanto para mulheres, e junto com isso consciência para usarmos ela com sabedoria. Aliás, ele faz isto em relação a todas as escolhas da vida... Não guardar o corpo é ume escolha errada tanto do homem quanto da mulher que podem fazê-lo com ou sem liberdade. A necessidade de lutar pela liberdade sexual inclui nisso a questão da mulher se tratada pelo homem muitas vezes como um objeto no ato sexual, sendo que, como vemos em Cânticos, à ela também é dado o direito do prazer.

Agora, por favor, onde na Bíblia diz mesmo que a mulher tem de ficar em casa cuidando da família e não pode trabalhar? Onde diz que uma mulher sem filhos não é abençoada? Pelo contrário, encontro Deus dando filho à Ana e Sara sem dizer que a situação anterior delas era ruim, mas que a sociedade assim o tratava.

O que fazemos com exemplos de profetisas como Ana (Lucas 2:36)? Ignoramos? E Raabe e outras tantas mulheres fortes, também o ignoramos?

Sugiro um texto para você: 2 Timóteo 3: 11. Num contexto em que ele fala de lideranças da igreja, Paulo separa um trechinho para ressaltar que as ideias também servem para as mulheres líderes.
Ah, e se quiser folhear Atos, sugiro também o capítulo 16 que conta das mulheres que se reuniam na Macedônia e da liderança de Lídia, que era uma empresária de sucesso, pregou e evangelizou toda sua família.

Pense nisso, mas por favor, deixe de lado suas ideias e busque as de Deus.

Em Cristo.

Yone Dantas disse...

A ideia principal do texto em momento algum quis menosprezar a participação da mulher, seja na sociedade, ou na igreja. Somo muito importantes e temos nosso papel definido pelo Criador, papel importantíssimo não só para nossa própria família, mas também para igreja.

É óbvio que nós mulheres também temos nossas aspirações, deveres e tudo mais, mas o que se foi abordado é que nós estamos vivenciando um abandono do lar, para preenchermos o mercado lá fora. Não é que seja errado, desde que você cumpra seu papel de esposa e mãe, pois Deus exige isso. Vamos ver Gênesis 2:18 “ Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora idônea.” Esse companheirismo para que fomos criadas é difícil manter quando estamos ocupadas com afazeres domésticos, carreira, filhos, nossa própria comunhão com Deus, entre tantas outras coisas que fazemos diariamente. E, é por isso que a palavra de Deus nos adverte para esse aspecto.
Se fomos criadas para auxiliarmos os homens, e eles tem o papel de prover o sustento da família, como fica a criação dos filhos? Será que esse auxílio também não aborda o cuidado com as crianças e admoestação (quando o marido está ausente, por motivos que favoreçam toda família, ou questões espirituais)? A palavra de Deus também nos manda praticar e ensinar as palavras de vida aos nossos filhos, em Deuteronômios 6:6-7 “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão em teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falará assentado em tua Casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”. Claro que essa orientação e para os pais, mas na ausência do líder espiritual da casa, quem assume essa responsabilidade? Não seria a auxiliadora. Então como poderemos fazer isso se estivermos ausentes também, nós as esposas?
Mesmo as mulheres solteiras, casadas com ou sem filhos tem seu papel definido na bíblia: Lemos que as mais velhas ensinam as mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos, serem boas donas de casa, submissas aos seus maridos. Sabemos de tudo isso, mas preferimos pular essa parte, não é mesmo?

Jessica não acho que seja PROIBIDO a mulher trabalhar, e na bíblia não fala claramente, pelo menos eu nunca vi. Raquel, mulher de Jacó era pastora de ovelhas, ela trabalhava, e no momento era solteira. O problema não está em trabalhar, mas em ficar ausente, ou não cumprir com o que foi planejado por Deus! Não sei se você tem filhos, eu tenho 3, e são em idades bem diferentes (11 anos, 8 e 3) e para mim foi muito complicado entender isso. Tive que realmente viver essa experiência para entender as admoestações do SENHOR.
Você falou de alguns exemplos de mulheres da bíblia, e elas estão lá para isso mesmo, para que possamos ver através da vida delas que o Senhor é quem opera, e Ele mesmo faz sua obra através de nós (homens e mulheres), mesmo que nós as esposas saiam de seus lares em busca de realização profissional, o Senhor mantém sua palavra, pois Ele é fiel, e nossos filhos, são salvos por Cristo, mas temos um chamado e iremos prestar contas de nossas faltas. Também fomos chamadas ao auxílio do homem e quando não fazemos isso, estamos desobedecendo ao Senhor. Isso não é machismo, é Soberania de Deus. Ele planejou assim.

Que pela misericórdia de Deus possamos cada dia mais aceitar essas verdades em nossa vidas.

em teste disse...

Concordo com a posição da Jéssica e infelizmente, é clara a presença de passagens no texto que ferem a necessidade de base bíblica na defesa pretendida. O feminismo foi um movimento histórico legítimo de reação a uma forma específica de opressão de gênero e ainda há muito a ser feito para o alcance de um ideal de equiparação.

Anônimo disse...

Louvo ao Senhor por termos ainda homens de Deus intrépidos que pregam a palavra como ela é.

Muitas pessoas tem sido enganadas pelas ideologias do presente século.

Como seguidores de Cristo somos desafiados a sermos padrão para este mundo que jaz em trevas.