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12 de junho de 2011

Depressão nos personagens bíblicos?

tumblr_lm1kc69SuG1qkecqxo1_500A Bíblia é (ou deveria ser) a regra de fé e prática dos cristãos. Teoricamente isso significa que as Escrituras, corretamente interpretadas, devem ser o crivo para o cristão interagir com todas as cosmovisões ao seu redor, avaliando-as e julgando-as a fim de reter o que é bom (1Ts 5.21). Teria de ser desta forma, pois o salmista afirma ser a Palavra a lâmpada para nossos pés e a luz para o nosso caminho (Sl 119) e o Senhor Jesus afirma ser ela “A verdade” (Jo 17.17).

Porém, para muitos crentes, na prática a teoria é outra. Inundados pelo modo de pensar deste século, crentes sinceros têm se descuidado e feito justamente o contrário, interpretado a Bíblia com pressupostos seculares.

Dia desses deparei-me com um texto assim. Nele, o autor se propõe a tratar de depressão e espiritualidade. Ele começa falando da depressão, principalmente da mulher, sob uma perspectiva médica, afirmando ser um conjunto de sintomas que merecem atenção profissional, médica e psicológica. Segundo o texto:

A depressão feminina está ligada a causas biológicas (puberdade, ciclo menstrual, gravidez ou infertilidade, pós-parto e menopausa), causas culturais (papel da mulher, status social, abuso sexual) e causas psicológicas (estresse, reação às perdas e aos conflitos, discriminação).[1]

O autor explica ainda que a depressão é classificada tradicionalmente em endógena e exógena, sendo a primeira originada por causas internas (biológicas ou predisposições hereditárias) e a segunda causada por fatores externos, como se fosse uma reação a fatores ambientais e circunstanciais (desemprego, divórcio, etc.).

O tratamento, segundo ele, deve seguir dois procedimentos, a avaliação e diagnóstico por um profissional médico e a escolha do tratamento adequado, sendo tratamentos eficazes o medicamentoso e a psicoterapia.

Assumidos os pressupostos, parte-se então em uma busca para provar a depressão biblicamente e, de acordo com os sintomas da depressão descritos no texto, chega-se à conclusão de que Jó, Moisés, Jonas, Davi e, surpreendentemente, o próprio Senhor Jesus passaram por depressão. A evidência seria eles terem pedido para morrer ou, no caso de Davi, ter os ossos e o humor afetados pela depressão. Para o articulista esses exemplos provam o realismo bíblico da depressão demonstrando que a fé não livra o homem de problemas mentais, mas também trazem esperança. Citando Hebreus 2.18 e 4.15 ele afirma que Jesus pode compadecer-se de quem enfrenta depressão por ter ele mesmo sofrido com isso.

Por fim o autor afirma que muitos substituem o tratamento médico pelo religioso por causa de preconceito, por falta de informação ou em nome de uma grande fé e lembra ser a medicina uma bênção do Senhor e os remédios, meios divinos para nossa cura, pois Deus cura extraordinariamente por meio de um milagre, mas ordinariamente cura pessoas por meio de um tratamento médico.

Verificando as implicações

Se assumirmos como corretas as interpretações dos textos bíblicos e as afirmações feitas pelo autor, temos sérias implicações:

1. Certos tipos de emoções e comportamentos (desânimo, tristeza “desproporcional às circunstâncias, aumento ou diminuição do apetite, pensamentos, planos ou tentativa de suicídio, etc.”), devem ser encarados como patológicos;

2. Tivessem os personagens bíblicos citados, incluindo o nosso Senhor, a bênção de viver num tempo em que já existe o Rivotril, a sua “doença” poderia ter sido curada por Deus de modo “ordinário”. Falar da profunda tristeza de Jesus como se fosse desejo de morrer é dizer o que o texto não diz, como ficará claro mais à frente;

3. Conselheiros bíblicos não estão aptos a aconselhar pessoas com depressão, devendo esse trabalho ser feito sempre por profissionais psicoterapeutas;

4. A “conversa psicoterapêutica” é mais eficaz que a “conversa bíblica”;

5. Discordar da perspectiva do articulista sobre a depressão é ser mal informado, preconceituoso e, praticamente, um adepto da confissão positiva.

Para provar ser a depressão uma doença que deve ser tratada de forma medicamentosa, o autor recorre a exemplos bíblicos que “demonstram” a sua realidade. A ironia está no fato de que nenhum dos “depressivos bíblicos” foi tratado com remédio, por razões óbvias.

Testando biblicamente – textos nos seus contextos

Como afirmado no início deste artigo, a Bíblia corretamente interpretada é o parâmetro para julgar todas as outras coisas, e não o contrário. É preciso, então, verificar os textos em seus devidos contextos a fim de afirmar o que estava acontecendo com cada personagem diagnosticado com depressão.

Antes, porém, de nos atermos aos textos, é preciso estabelecer novos pressupostos:

1. A Bíblia ensina que somos governados por nosso coração e o que governa o nosso coração governará a nossa vida (Mt 6.21; Mt 15.19; Sl 141.4);

2. A forma como respondemos às pessoas e circunstâncias dependerá, portanto, daquilo que está governando o nosso coração. Como exemplo, lembremos a negação de Pedro. A despeito de saber o que era o certo a se fazer, acabou por negar o Senhor com medo de morrer;

3. Nossas ações e emoções são fruto da nossa interpretação da realidade. Ainda pensando em Pedro, ele interpretou que os homens eram maiores que o Senhor e que não estaria seguro falando a verdade, ainda que já tivesse ouvido do próprio Jesus que até os cabelos de sua cabeça estavam contados e que, por isso, não precisaria temer os que matam o corpo (Mt 10.16-33).

Assumidos os novos pressupostos, vejamos os textos:

A “depressão” de Jó

Jó é descrito no começo do seu livro como um homem íntegro, reto e que se desviava do mal. O Senhor chega a afirmar a Satanás que não havia na terra homem semelhante a ele (Jó 1.8). Depois que Satanás acusa Jó de servir a Deus somente por ser alvo de suas bênçãos, é permitido que o tentador tire tudo dele. A partir daí a história se desenvolve de forma maravilhosa.

No princípio, Jó faz uma afirmação de fé formidável. Após sua esposa mandá-lo amaldiçoar a Deus e morrer ele diz: “Temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (2.10).

Porém, a partir do capítulo 3 Jó parece interpretar os fatos de outra forma. Sendo ele justo, não poderia estar sofrendo daquela forma, antes tivesse morrido na madre. Isso pode ser confirmado em todo o capítulo 31, no qual Jó fala de suas qualidades ao responder aos seus amigos chegando, por fim, a dizer: “Tomara eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda.” No primeiro versículo do capítulo 32 temos: “Cessaram aqueles três homens de responder a Jó no tocante ao se ter ele por justo aos seus próprios olhos.”

A partir do capítulo 38 Deus, em vez de responder a Jó, lhe faz uma série de perguntas que revelavam seu poder e sua soberania. Ao final, diz o Senhor: “Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo-Poderoso? Quem assim argui a Deus que responda” (40.2).

O resultado é maravilhoso. Jó afirma: “Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei.” Jó reconhece que a realidade era diferente daquela que ele interpretava, mas Deus continua com mais uma série de perguntas que apontavam para a sua sabedoria. Ao final Jó confessa que nenhum dos planos de Deus pode ser frustrado e afirma que o conhecia apenas de ouvir, mas que agora que o via se abominava e se arrependia (42.1-6).

A “depressão” de Jó foi causada por uma falsa interpretação da realidade e o tratamento de Deus foi fazê-lo ver com clareza que as coisas não eram como ele entendia. O Senhor confrontou Jó, com sua Palavra, e restaurou-o.

A “depressão” de Moisés

O caso de Moisés é interessante. Desde o começo de seu chamado ele se mostra bastante relutante e, vez por outra, esquecia a promessa feita por Deus ao comissioná-lo: “Eu serei contigo” (Êx 3.12). No episódio em que pediu ao Senhor que o matasse, estava mais uma vez murmurando, pois o povo continuamente reclamava por não ter carne (Nm 11.4). Ele estava achando ser muito pesado o seu encargo e que faria as coisas por sua própria força (Nm 11.14).

A primeira coisa que o Senhor faz é distribuir o trabalho com 70 anciãos e, com menos trabalho, a murmuração de Moisés terminaria, certo? Errado! Deus afirmou que alimentaria o povo e daria tanta carne em um mês inteiro a ponto de sair pelo nariz e o povo se enfastiar dela. Moisés entendeu que novamente seria muito trabalho para ele e reclamou, insinuando ser impossível para ele prover carne para o povo o mês inteiro (Nm 11.22).

Deus trata Moisés confrontando-o: “Ter-se-ia encurtado a mão do Senhor?” (Nm 11.23). Em outras palavras, Deus estava dizendo a Moisés que não precisaria reclamar e se preocupar, pois ele era o provedor.

Mais uma vez o desejo de morrer foi por não confiar no Senhor e o tratamento foi o confronto com as promessas de Deus e a interpretação da realidade pela perspectiva correta.

A “depressão” de Jonas

Jonas é visto no texto como um doente que sofria de grave melancolia ou distimia crônica. Uma leitura rápida do livro já revela a razão de ele pedir a morte. Jonas é chamado por Deus para pregar aos ninivitas, povo poderoso, inimigo de Israel. A primeira coisa que o profeta faz é fugir, ele não queria ver os ninivitas convertidos. Depois do episódio em que é lançado no mar e engolido por um peixe, Jonas acaba parando em Nínive onde prega o sermão mais duro que se poderia pregar e, para sua surpresa, o povo crê em Deus.

O capítulo 4 começa afirmando que, por causa disso, Jonas desgostou-se e irou-se. O texto é claro, o profeta diz que fugiu porque sabia que Deus era misericordioso e, agora, com os ninivitas convertidos, era melhor morrer que viver. Jonas revela um coração egoísta, que não confia nos propósitos de Deus. Ele queria fazer melhor que o Senhor, mas já que isso não foi possível melhor seria a morte.

Deus trata o profeta confrontando o seu egoísmo e demonstrando que da mesma forma que tinha compaixão de uma árvore o Senhor também tinha dos ninivitas. O Senhor estava mostrando a Jonas que a maneira de ele interpretar as circunstâncias estava equivocada.

A “depressão” de Davi

A depressão de Davi é “constatada” não pelo fato de ele ter pedido a morte, mas dos seus ossos e humor terem sofrido seus efeitos. A questão é que esse sofrimento, visto como consequência da doença, era o tratamento de Deus ao rei, que não estava arrependido. Considerando estar Davi doente, a contextualização do Salmo deveria ser: “Enquanto não tomei rivotril, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos noite e dia.”

Porém, como pode ser visto em Hebreus, a disciplina de Deus sobre os seus filhos no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza, mas ao final produz fruto de justiça (Hb 12.11). A tristeza causada pelo peso da mão de Deus constitui-se uma bênção e é parte do processo de reconhecimento do pecado por parte do crente.

Cada um dos casos citados acima, devidamente observados dentro de seus contextos, revela crentes sofrendo profundamente por não interpretar as circunstâncias pela perspectiva das promessas da Palavra de Deus, por não descansar no governo de Deus ou por ocultar o pecado.

Se fossem medicados poderiam até, por um tempo, ter o seu sofrimento aliviado, mas não teriam o pecado do seu coração tratado, o que só pode ser feito pela Palavra de Deus que “é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração (Hb 4.12).

A “depressão” de Jesus

O caso de Jesus foi deixado para ser tratado à parte, pois sua tristeza não foi ocasionada pelas mesmas razões dos outros personagens.

O autor do texto faz duas afirmações e a implicação óbvia é a de que Jesus precisava mesmo era de um tarja preta. São elas: a) Jesus passou por uma depressão profunda e b) ele desejou morrer.

Essas afirmações resistem a um exame do texto? Creio que não, como veremos.

Depois de três anos ensinando os discípulos, curando e anunciando o reino, se aproximava a hora em que o Senhor derramaria o seu sangue para redimir o pecador. Ele chama seus discípulos e sobe o Getsêmani a fim de orar e chamando à parte Pedro, Tiago e João afirma estar profundamente triste, até a morte. Essa frase expressa a profunda tristeza de Jesus, mas será que revela que ele desejou morrer? Olhando para o versículo seguinte fica bem claro que não. Nele Jesus ora rogando ao Pai que, se possível, passasse dele o cálice, ou seja, ele pede exatamente o contrário, pede para não ir para cruz.

O que angustiava Jesus era justamente a morte, pois ela significaria receber a ira de Deus pelos pecados do seu povo, que ele estaria assumindo no Calvário. Por causa dos nossos pecados o Senhor morreria e sentiria o desamparo do Pai, a ponto de clamar: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46).

A afirmação de que Jesus estava triste e pedindo a morte por estar com depressão é então uma falácia. Nem todo o Prozac do mundo aliviaria sua tristeza por ter a comunhão perfeita com o Pai quebrada por causa dos nossos pecados.

Quando o autor afirma, portanto, que Jesus pode compadecer-se de nós por ter sido tentado da mesma forma, ele faz uma afirmação correta, mas parte de uma premissa equivocada. Jesus não pode compadecer-se de doentes por ter experimentado a doença da depressão, mas compadecer-se de homens que são tentados a não confiar no plano de Deus, por ter ele mesmo sido tentado a abandonar o Calvário, mas, em vez disso, ter se submetido à vontade do Pai ao declarar: “Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt 26.39). É por isso que o escritor de Hebreus afirma que “foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado (4.15).

Para terminar...

É um grande equívoco assumir como pressupostos teorias científicas e interpretar os episódios de profunda tristeza de personagens bíblicos com lentes seculares. Essa será uma tarefa sempre impossível, pois para a medicina a depressão é caracterizada por um conjunto de sintomas e não pela presença de um ou dois apenas.

Não é objetivo deste texto minimizar o sofrimento humano, de forma alguma. Ele é real e deve ser sempre tratado. A questão aqui gira em torno do “como” tratar. No artigo “Uma crítica do DSM-IV à luz da Bíblia”[2], John Babler afirma acertadamente:

As Escrituras são o caminho apropriado para o entendimento dos assim chamados transtornos mentais: eles consistem em comportamentos derivados do pecado. Uma mudança verdadeira pode acontecer a partir do momento em que o pecado é admitido e há arrependimento. Quando o problema consiste em um coração perdido, a Palavra de Deus é o remédio mais seguro porque o Espírito Santo nos conduz a Cristo.[3]

Alguns podem afirmar que o que foi tratado aqui serve para a chamada depressão exógena, mas não se aplicaria à endógena por esta ter causas biológicas e hereditárias. É importante, então, fornecer algumas informações.

A revista Superinteressante de dezembro de 2010 noticiou que uma pesquisa recente aponta para o fato de que os antidepressivos causam depressão. Isso porque, contrário ao que se pensava, a depressão não é causada pela falta de serotonina no cérebro, mas pelo excesso desse neurotransmissor. Como o antidepressivo aumenta os níveis de serotonina, acaba tendo o efeito contrário ao desejado.[4]

Essa perspectiva não é nova. Thomaz Szasz, psiquiatra e acadêmico, é um ferrenho opositor da ideia da depressão como doença. Quando questionado em uma entrevista sobre a eficácia dos medicamentos ele respondeu:

Não vejo dificuldade em explicar isso. O comportamento humano, seja normal ou anormal, não acontece no vácuo, obviamente ele é mediado pelo modo como o corpo e cérebro da pessoa funciona, e o fato de substâncias químicas afetarem o cérebro em instituições mentais não é mais misterioso do que cerveja, álcool ou outros tipos de bebida afetarem pessoas normais. Elas vão pra casa após um dia de trabalho, se sentem cansadas e deprimidas e tomam alguma bebida e se sentem melhor. Isto não quer dizer que elas estavam doentes antes. Podemos tomar vários tipos de substâncias químicas que afetam nosso comportamento. Isso de maneira alguma prova que o estado anterior era um estado de doença médica.[5]

Outro psiquiatra afirma que, desde que os antidepressivos foram lançados no Reino Unido, pelo menos uma pessoa por semana cometeu suicídio enquanto os tomava, e não teriam cometido se não os tivessem tomado.[6]

Como se pode perceber, não há toda essa unanimidade em relação às causas biológicas da depressão, tampouco sobre os efeitos dos antidepressivos. A desconfiança não parte apenas de “religiosos em nome de uma grande fé”, mas também de médicos e pesquisadores.

Enquanto a ciência não chega a uma conclusão, temos a infalível Palavra de Deus. Somente a Lei do Senhor é perfeita e restaura alma (Sl 19.7) e, como afirma o apóstolo Pedro, pelo conhecimento de Cristo temos todas as coisas que são suficientes para a vida e piedade. Crer nisso não é preconceito ou falta de informação, mas convicção de que Cristo Jesus é plenamente suficiente na vida dos crentes.

Milton Jr.


[1] http://www.ippinheiros.org.br/?p=613

[2] DSM é o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, livro de referência decisivo para os diagnósticos psiquiátricos, e que está em sua quarta edição

[3] John Babler. Uma crítica ao DSM-IV à luz da Bíblia. in: Coletâneas de Aconselhamento Bíblico, v. 2, CCEF e SBPV

[4] http://super.abril.com.br/saude/anti-depressivo-pode-causar-depressao-614371.shtml

[5] http://scienceblogs.com.br/psicologico/2009/04/thomas_szasz_entrevistado_sobr.php

[6] http://www.youtube.com/watch?v=j63-8Ac3dh0

34 comentários:

Roberio Lopes disse...

Ah! Gloria a Deus, como 'e bom crer em um Deus suficiente e na suficiência da sua palavra

Charles Melo disse...

Milton,

Irretocável seu texto. Pelo Reino e pelo aconselhamento bíblico, sem sínteses com o pensamento moderno, como é o caso do integracionismo, que na verdade é inundacionismo, permita-se subscrever integralmente seu texto.

Charles

Samuel Vitalino disse...

Milton,

Esse texto não é seu apenas, mas ele sai subscrito. Desde já assino em baixo para me apoderar das suas palavras.

Alfredo de Souza disse...

Milton, tomara que os leitores daquele texto mencionado tenham a oportunidade de ler este.

Parabéns!

P.S. Charles, estou rindo até agora com o termo "inundacionismo", eeeiitaa!

DANOK disse...

Interpretando a Bíblia à luz da "depressão" ou interpretando a "depressão" à luz da Bíblia? Este texto deixou claro qual deve ser a nossa posição como crentes em Cristo. Deus continue o abençoando pastor.

Ligian disse...

Milton, é triste pensar que as pessoas, inclusive pastores, têm deixado a Palavra de lado em relação a isso. Alguns deles não querem saber de problemas e passam a bola. Outros, não tem a menor ideia de como aconselhar com a Bíblia e outros cederam pura e simplesmente ao pensamento deste século. Temos visto crentes que não conseguem se alegrar em Deus porque buscaram outro tipo de ajuda, temos visto casamentos se acabando pelo mesmo motivo e temos visto igrejas se tornando ambiente puramente sociais, onde o que impera é a massagem do ego e o hedonismo pelo mesmo motivo.
Excelente texto!
Espero que muitos cristãos tenham acesso a ele!
abraço!

Aláuli Oliveira disse...

Milton, você glorificou a Deus com esse artigo. Parabéns!
Lembro-me de Baxter que nos manda convocar a congregação para que tome conselho com seu pastor. Estou lançando na igreja uma campanha: "Antes de procurar um psicólogo, fale com seu pastor".
Deus o abençoe.

Rev. Alexandre Lessa disse...

Muito bom! Parabéns!

Milton Jr. disse...

Robério,
Graças a Deus pelo dom da Palavra de Deus. Sola Scriptura!

Milton Jr. disse...

Charles,
O integracionismo é mesmo um problema sério. Considere subscrito.

Samuel,
Tá assinado.

Alfredo,
Obrigado. Que Deus seja glorificado e e igreja edificada.

Milton Jr. disse...

Grande Daniel,
Esse é o x da questão.
Obrigado pela visita.
Grande abraço.

Milton Jr. disse...

Ligian,
Infelizmente comungo da mesma tristeza. O que a igreja tem feito é o que foi denunciado pelo Senhor no AT: "a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas" (Jr 2.13).
Abração.

Milton Jr. disse...

Aláuli,
Amém, meu irmão.

Milton Jr. disse...

Alexandre,
Obrigado. Glórias ao nosso Senhor.
Grande abraço.

Ashbel Simonton Vasconcelos disse...

Rev Milton,
Parabéns pela forma tão clara, e muito bem fundamentada biblicamente, com que você tratou este assunto. Já vi um Concílio tratando com desvios comportamentais de um de seus membros, um pastor, dando-lhe dinheiro para procurar um psicólogo para se tratar. Um desastre completo.
Que Deus continue te usando como instrumento nas Suas mãos para proclamação das verdades eternas.
ab
Simonton

Pr Ênio (CG-PB) disse...

Quanto menos o povo confiar em Deus, mais doentes se tornarão....
"Amado desejo que te vá bem em todas as coisa, que tenhas saúde assim como bem vai a sua alma." 3 João 2.

Alexandre Hideo Tanaka disse...

Prezado Milton, Deus continue a te abençoar e iluminar sua vida para continuar a escrever artigos edificantes e esclarecedores. A Bíblia é de fato a regra de fé e a orientação para enfrentarmos e combatermos os pensamentos seculares do nosso cotidiano.
Aproveito para pedir um auxilio e esclarecimento quanto a um assunto relacionado a depressão: o suicidio.
Caso uma pessoa, passando por momentos de depressão vier a se suicidar, qual o destino dela na eternidade?
Na minha opinião, o unico pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo, e vejo que o suicídio, apesar de ser um pecado e um intento contra a vida, não se encaixa neste contexto. Poderia realcionar este assunto com a depressão ou indicar alguma leitura complementar? Agradeço. Em Cristo

Alexandre Hideo Tanaka disse...

Prezado Milton, Deus continue a te abençoar e iluminar sua vida para continuar a escrever artigos edificantes e esclarecedores. A Bíblia é de fato a regra de fé e a orientação para enfrentarmos e combatermos os pensamentos seculares do nosso cotidiano.
Aproveito para pedir um auxilio e esclarecimento quanto a um assunto relacionado a depressão: o suicidio.
Caso uma pessoa, passando por momentos de depressão vier a se suicidar, qual o destino dela na eternidade?
Na minha opinião, o unico pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo, e vejo que o suicídio, apesar de ser um pecado e um intento contra a vida, não se encaixa neste contexto. Poderia realcionar este assunto com a depressão ou indicar alguma leitura complementar? Agradeço. Em Cristo

Milton Jr. disse...

Caro Alexandre,
Primeiramente agradeço a visita ao blog e as palavras de incentivo.
Penso exatamente como o irmão. O único pecado imperdoável é a blasfêmia conta o ES.
Não conheço nenhuma literatura publicada sobre esse tema, mas li certa vez um sermão do Horton, pregado no ofício fúnebre de um pastor que havia cometido suicídio. Muito bom o texto dele.

Se enviar seu email para o endereço biblia.com.isso@gmail.com, eu te envio o texto, se encontrar nos meus arquivos.

Grande abraço.

Anônimo disse...

Valeu pela ajuda!

O texto está 100%. Vindo de Deus mesmo.

Abraço!

Pr. Dinho disse...

muitas veses sou chamado de ignorante por pregar a verdade sobre este assunto. por muitas veses DEUS permitiu que contempla-se com meus olhos a cura deste mal.
creio e prego que o poder de DEUS ´e suficiente para reverter estas situaçôes. muito obrigado por este texto tâo rico de sabedoria, que DEUS continue sempre te revestindo de paz, capacidade e autoridade. louvo àDEUS por sua vida

Ederson A disse...

Milton, você já teve depressão?

Milton Jr. disse...

Prezado Ederson,
Nunca tive.

Robson Santana disse...

Caro Rev. Milton, sou colega sergipano do Rev. Allan, embora esteja agora em Goiânia. Acho muito adequada sua análise acerca do assunto. Muito daquilo que pode ser analisado como tristeza ou mesmo culpa pelo pecado é chamado de depressão. A ciência e estudiosos muitas vezes sabem identificar o "problema", mas o prognótico, ou seja, a receita/solução é que é inadequada. Gostaria de perguntar sobre o qual seria a sua sugestão em termos de tristeza por causa de um luto, divórcio e outras situações da vida que levam a isso, o que deveria se fazer. Já li que tristezas decorrentes de luto,perdas e divórcios normalmente passam depois de 6 a 8 meses. Nesse tempo, seria bom medicar, ou deixar o tempo (e Deus) curarem por si só. É isso? Dios te bendiga!
Pr. Robson

Milton Jr. disse...

Pr. Robson, amigo do Allan, então é boa gente.. rs.
Eu acho complicado falar em quanto tempo se dura a tristeza, fica parecendo que é mesmo doença, não é mesmo?
Creio que cada caso é um caso, mas que a tristeza também faz parte da vida cristã. Jesus entristeceu-se diante do túmulo de Lázaro, sabemos bem.
O ponto a ser abordado deve ser o de como nós, crentes no Senhor, encaramos as mazelas dessa vida. Geralmente, por trás de uma tristeza sem fim, há um coração que acha que merecia algo melhor. Deve-se levar a pessoa a compreender melhor a respeito de Deus, sua Soberania, sua vontade, e em como nos satisfazemos plenamente nele.
Não acho que remédios seriam uma boa coisa nessas circunstâncias, pois apenas serviriam para "mascarar" o sentimento. Ao passar o efeito, o que causa o sentimento continua ali. O problema a ser tratado, no meu entendimento, é sempre o coração.

grane abraço.

Cylene Queiroz disse...

Parabens por esses precioso estudo! Deus continue te abencoando.
Cyene Queiroz
Feira de Santana Ba.

Rejane disse...

Bom Dia Milton! Sou uma pesquisadora deste tema de depressão.Um ditado que sempre uso quando há julgamento de pessoas é:"Você não está na pele do outro, portanto vc não sabe por aquilo que ela está passando". Certamente creio na Palavra de Deus como manual de nossas vidas e amo a Deus de todas as coisas. Mas tomo antidepressivos, e só assim consigo por minha vida e meu espírito pronto para receber a Palavra de Deus. Alguém que está em depressão não sabe nem onde está, como vai ter um norte se não dormir e se acorda com medo? Os remédios estão me ajudando bastante, e consigo ajudar mulheres a se sentirem menos culpadas por terem depressão. Não creio que Deus vire o seu rosto ou tape os ouvidos para nós, pois Ele nos ama, tanto quanto ama toda a humanidade.Já passei por aconselhamento de vários pastores e pastoras, e sabe o que aconteceu: dois deles adulteraram, uma pastora só me atendia até ela saber qual seria minha oferta. Então irmão, vc só falou de figuras masculinas que existem na Bíblia, gostaria que houvessem mulheres como exemplo.Que Deus continue te abençoando.

Phelip disse...

Atualmente entre todas as pessoas ocorrem um problema, ninguém conhece o outro lado e apenas julga com base naquilo que sabe. Em ambos os lados vemos isto, de um lado cientistas que não conhecem o poder da palavra de Deus, de outro pastores que não conhecem a fundo a ciência. Creio eu, que nosso Deus soberano, fez tudo, assim os neurotransmissores e neuromoduladores também foram criados por Deus.
A ciência explica como ocorre o arco-íris atraves da difração das diferentes frequencias da onda de luz, é assim que ocorre, porém isso não tira de forma alguma a magestade de Deus o criador que fez isto como uma aliança com o homem. Da mesma forma como a ciência explica que temos o dia e a noite pela rotação do planeta Terra ao redor do Sol, mas isto também não vai contra a Bíblia, mostra como acontece, mas quem fez isto ser assim, não foi Deus?
Um problema gigantesco é que os cristãos acreditam que a ciência vai contra a bíblia, mas tudo até hoje que foi cientificamente comprovado, que é uma verdade científica, não nega Deus. É claro que às vezes a ciencia fala algumas besteiras como o evolucionismo, mas todos devem saber a diferença entre uma teoria e uma verdade. Portanto, a ciência não entra em contradição com a Bíblia, mas pelo contrário, demonstra aqueles não cristãos que a Bíblia é a palavra de Deus. Não concordo com diversos cristão que carregados de preconceito julgam as coisas pela metade, primeiro antes de alguém julgar deveria conhecer a fundo um assunto. Por exemplo, estes que criticam o uso de remédios, sabem ao menos como o cérebro normal funciona, como o complexo organismo humano funciona. Bem eu creio que como bons cristãos deveriamos saber para admirarmos ainda mais a obra de Deus. Oséias 4:6 diz que o povo de Deus está sendo destruido porque lhes falta conhecimento. Não acredito que o autor apenas fala do conhecimento bíblico, mas de todas as formas de conhecimento. As atitudes de alguns, às vezes demosntram que não conhecem nem a bíblia direito, pois acham que tudo vai contra ela. Devemos parar de ter este sentimento de rejeição de alguns fatos, como mencionei anteriormente, alguém sabe como funciona o cérebro humano, como funciona este mecanismo? Então, quando se faz um remédio é feito pensando desta forma, é a mesma coisa que uma peneumonia, uma bactéria entra nos pulmões e causa a doença, então dá-se um antibiótico ao paciente e este antibiótico mata a bactéria. Não consigo enxergar ai nada que vá contra os princípios divinos. Do mesmo jeito funciona os remédios para tratar depressão. Da mesma forma que todos aqui sabem que dor de dente não é algo demoníaco (normalmente não é), e se a pessoa tomar um antinflamatório esta dor melhora, isto porém não nega o fato que Deus cura dor de dente. Espero que os irmão em Cristo entendamo que eu quis dizer.
A Paz do Senhor.

Milton Jr. disse...

Rejane,
Desculpe pela demora na resposta.
Vamos por partes:
1. A experiência ruim que teve com os pastores citados, não invalida o que a Bíblia diz;
2. O fato de eu ter citado apenas demonstra que, assim como as mulheres, eles estão suscetíveis à falta de confiança em Deus;
3. Não "estou na pele" dos que enfrentam esse problema, mas pela graça de Deus tenho ajudado alguns que passaram por depressão e unicamente pela Palavra de Deus se reergueram.
4. Se quiser, mande-me um email em pvt (mentecativa@yahoo.com.br) dizendo de onde você é e se eu conhecer algum bom conselheiro por aí eu te indico.

Que Deus te abençoe, conforte e console, reanimando-a a cada dia.

Um abraço.

Milton Jr. disse...

Phelip,
Sugiro que dê uma olhada nos vídeos que são citados no texto.
A ciência ainda não provou nada a respeito desse tema. Há várias teses, mas nada conclusivo. Prova disso é a citação do que foi publicado na superinteressante.

grande abraço.

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Milton Jr. disse...

Caro Anônimo do dia 30/01 que começou com a seguinte pergunta:

"Será que todas as pessoas tem o mesmo grau de fé para lidar com as dificuldades da Vida?"

Publicarei seu comentário e responderei se você se identificar. É fácil entrar aqui, falar o que quer e "não se mostrar".

Se preferir, podemos conversar em PVT.

Marta disse...

Quem nunca passou por uma depressão, realmente, mesmo tendo boa intenção, não tem condições de falar A ou B sobre a doença. Mesmo tendo conhecimento da Bíblia e da parte medicamentosa, nunca poderá falar com propriedade. Falta a vivência. Peça a Deus que nunca atravesse uma depressão. Pode ter certeza que depois seu discurso vai mudar completamente. É muito fácil discursar teoricamente. Ainda acredito que a Biblia e a Ciencia andam juntos. Já passou o tempo de achar que são inimigos. Tempo de acabar com o preconceito. O que falta é ouvir mais e falar menos. Um ombro ajuda muito mais nesses momentos do que falação. Jó é um exemplo de tal fato.

Milton Jr. disse...

Prezada Marta,
Primeiramente, obrigado pela visita.

Considerando seu comentário, alguém com depressão deveria primeiramente perguntar ao médico e/ou psicólogo se ele já passou por depressão. Sendo a resposta negativa, eles também não serviriam para falar "com propriedade"...

Rogo a Deus que eu nunca passe por aquilo que é chamado de depressão, mas se for o caso, confio que a Palavra do Senhor é suficiente para o tratamento e procurarei um conselheiro bíblico.

Não afirmei em lugar algum do texto que a Bíblia é contra a ciência ou vice versa. Citei até um psiquiatra não crente (que faleceu recentemente) e que não vê a depressão como muitos veem. Dê uma olhada nos links indicados.

Creio que o problema não é falar, mas falar o que está em desacordo com a Escritura, que foi o caso dos amigos de Jó.

No mais, rogo ao Senhor que abençoe ricamente a sua vida.