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17 de setembro de 2010

As seitas cristã-judaizantes em pleno século XXI

Há alguns dias descobri que em Porto Velho, cidade onde moro, existe uma igreja judaizante. Ela é confusa em sua interpretação da Bíblia, em sua liturgia, na orientação da prática da vida cristã, no seu linguajar sectário e em outros comportamentos que caracterizam esta facção evangélica. Sei que o movimento de retorno às raízes judaicas está crescendo em todo o Brasil e produzindo um grupo de consumidores de parafernálias e superstições evangélicas com trejeitos israelenses. Deste modo, alguns objetos são introduzidos e usados no culto cristão como o toque do shofar [1], o kipar [2], e um véu que lembra os fariseus dos filmes bíblicos, chamado talit [3], a menorá [4] sobre a mesa da Ceia do Senhor, compõe o montante de objetos sagrados indispensáveis para o movimento. No dia a dia estimulam nos seus membros o hábito alimentar estilo kosher [5]. Parece-me que isto tudo é resultado de uma teologia fast food, articulada por uma mente superficialmente criativa e de respaldada ignorância bíblica, com uma mistura de cultura israelense contemporânea e uma pitadinha do esoterismo evangélico. Certamente os donos de lojas de artigos judaicos estão apreciando essa conversa toda!

Não perdendo a oportunidade os músicos gospel têm contribuído com a produção musical do gênero. Assim, a produção de cânticos que se assemelham mais ao lamento dos judeus pela sua incessante esperança de que o Messias ainda virá, ou a tristeza pela incompleta possessão do território da Palestina. Outras opções menos chorosas e com maior entretenimento são aquelas melodias que nos lembram o dançante folclore israelense.[6] Quando cantadas nos cultos assemelham-se mais a uma sinagoga, ao bate-testa no Muro das Lamentações, ou pulular teatral dos grupos folclóricos judeus, e não propriamente uma igreja cristã, aos gritos e invocações de Iehoshua Hamashiah, e outras palavrinhas hebraicas na base do decoreba.

Este teimoso retorno às coisas ultrapassadas do Judaísmo é um esforço antigo. No Novo Testamento os apóstolos enfrentaram a incoerência do pensamento judaizante infiltrando-se na Igreja. O primeiro concílio se reuniu para deliberar sobre consulta de práticas judaicas (At 15:1-29). Também Paulo escreveu a epístola aos Gálatas, porque toda aquela região, incluindo várias igrejas locais, estava contaminada pelo legalismo hebreu.[7] O próprio apóstolo Pedro teve o seu momento de imaturidade judaizante, e por este motivo foi repreendido (At 10-11; Gl 2:11-21). Desde os primórdios existiram seitas alegando terem a verdadeira doutrina, à parte da Escritura, acrescentando novos ensinos e estranhas práticas à sua versão personalizada de Cristianismo. Grupos judaizantes surgiram no fim do século I, os três mais conhecidos foram os Nazarenos, os Elquesaítas e os Ebionitas, sendo o último de maior dano para a Cristandade primitiva.[8]

Como toda heresia o movimento judaizante na Igreja do século XXI tem as suas incoerências bíblico-teológicas. Digo incoerência porque eles querem arbitrariamente selecionar segundo a sua predileção, e convenientemente somente o que é fácil de obedecer, sem realmente explicar consistentemente com a Escritura Sagrada os motivos de suas crenças. Alerto para alguns perigos que este movimento, em todas as suas formas e sincretismos, bem como inovações multifacetadas oferece:

1. O movimento de retorno às raízes judaicas produz uma confusão quanto à transição da antiga para a nova aliança. A antiga aliança teve início entre Deus e Adão, e se estendeu até o cumprimento do derramar do Espírito Santo sobre toda a Igreja. No Pentecostes há o ápice da transição da antiga para a nova aliança, tendo a sua nova administração sob a obra consumada de Cristo. “Em Cristo” temos os benefícios da nova aliança, bem como a sua estrutura é adaptada, como por exemplo, a substituição da circuncisão pelo batismo, a guarda do Shabath pelo Domingo, a cessação das leis alimentícias, etc., e nisto percebemos continuidade e descontinuidade da antiga para a nova administração da aliança. O autor da Epístola aos Hebreus ensina acerca da finalização, a transição, o cumprimento e a consumação da antiga aliança, bem como do início da nova aliança em Cristo.[9]

2. A tradicional e didática divisão da Lei é ignorada. Embora na linguagem dos autores bíblicos eles mencionem apenas a palavra “lei”, precisamos ser hermeneuticamente justos ao sentido intencionado pelo autor e de aplicação da palavra em seu contexto. Mesmo usando o mesmo termo, nem sempre, os autores utilizavam no mesmo sentido a palavra “lei”. Tradicionalmente os teólogos têm categorizado a Lei da seguinte forma: civil, cerimonial e moral. Para o estudo deste assunto indico a leitura de Mauro Meister, Lei e Graça (Editora Cultura Cristã), págs. 41-59. Resumindo conversa, sabemos que o uso civil cessou com o fim de Israel, enquanto nação teocrática, o aspecto cerimonial se cumpriu em Cristo, em sua obediência ativa, sofrimento e sacrifício expiatório e no seu ofício de sumo-sacerdote; todavia, o uso moral da Lei tem a sua continuidade até a segunda vinda de Cristo. O que esta heresia intenta é seletivamente impor a observância de determinadas leis civis e cerimoniais e costumes judaicos contemporâneos como parte do processo de salvação, ou apenas de santificação dos crentes sob a administração da nova aliança.

3. O movimento judaizante nega a suficiência do sacrifício de Cristo. Creio que aqui está a essência da heresia judaizante. Segundo as Escrituras, nunca ninguém foi salvo pela obediência pessoal da Lei. Todos são salvos pela obediência de Cristo, que mereceu o favor do Pai, e que substitutivamente foi punido em nosso lugar, sofrendo a condenação dos nossos pecados; e, esta salvação foi aplicada retroativamente na antiga aliança e atualmente na nova aliança. Nem no Antigo Testamento o uso cerimonial da Lei foi exigido como requisito para salvação dos crentes da antiga aliança. A tentativa de se obedecer às exigências cerimoniais da Lei como complemento de redenção ou santificação, interpretando serem as práticas da dieta alimentar, o linguajar hebraico mal pronunciado na conversação comum e na liturgia do culto e outras estranhas adições, somente testemunha o seu entendimento confuso da obra redentora de Cristo. Talvez, em parte isto explique a substituição em alguns templos ou salões de culto, onde excluem o símbolo da cruz e optam por colocar a estrela de Davi.[10]

4. Existe uma predisposição latente para o Unitarismo. As antigas seitas cristãs judaizantes tenderam, e por fim se tornaram unitaristas, ou seja, negaram a doutrina da Trindade. Parece que isto aconteceu por afirmarem somente a unicidade do Pai enquanto Deus, e por gerarem conflitos quanto à divindade e humanidade de Cristo.

5. A esquisita espiritualidade ritualística por meio de símbolos não-cristãos. Todos os objetos mencionados no início deste artigo, desde filactérios até a bandeira israelense, são venerados e usados tanto no momento de culto, como diariamente como amuletos. Durante alguns cultos a réplica mal feita da arca da aliança é carregada, tocada, rodeada por dançarinos, ou como ato de consagração. Estes são alguns exemplos desta espiritualidade irracional e não-bíblica, em que as pessoas cultuam, oram, cantam, e exercitam a sua crença segurando ou vestindo estes e outros objetos. Isto é no mínimo muito estranho ao ensino da Escritura Sagrada!

Preocupa-me que o movimento seja crescente, e ao mesmo tempo visto ingenuamente como se não oferecesse perigo. Os apóstolos e os primeiros cristãos rechaçaram os judaizantes por ser uma pedra de tropeço para a pregação universal do evangelho de Cristo, e também por não ser esta doutrina ensinada e nem as suas práticas exigidas por Jesus. Realmente houve na Igreja neotestamentária a tentativa por alguns de fazê-la voltar às práticas e crenças do Judaísmo, todavia, os discípulos discerniram sob o ensino do Mestre, que eram coisas ultrapassadas no processo da história da redenção, e retroceder era negar o progresso da revelação comunicada pelo Espírito Santo, e ao mesmo tempo a consumação da perfeita obra de Cristo.

Permita-me apenas lembrá-lo que nada há de novo em termos de heresia. Ela apenas recebeu uma nomenclatura e configuração nova, conjugando algumas idéias da nossa época em que os seus proponentes vivem e são influenciados. O que torna aparentemente nova esta estranha prática eclesiológica é que ela é comunicada num discurso pós-moderno e sob a influência de modismos pentecostais.[11]

NOTAS:
[1] Para os curiosos acesse http://pt.wikipedia.org/wiki/Shofar .
[2] A origem medieval deste acessório não despertou o seu uso universal entre os judeus da época. O seu propósito é “diferenciar os judeus dos gentios, particularmente dos cristãos, que descobrem a cabeça na igreja.” http://israel.chai.tripod.com/id3.html .
[3] Este véu litúrgico era usado tradicionalmente pela liderança masculina. http://www.jesuspaintings.com/decorative-flag/showfar_blower_talit.htm
[4] A menorá ou menorah é o candelabro usado na época do Tabernáculo de Moisés e posteriormente no Templo de Jerusalém, que tinha a principal função iluminar, mas agora virou acessório estético da mesa da Ceia ou do púlpito. http://israel.chai.tripod.com/id4.html .
[5] Alimentos kosher são todos aqueles que obedecem à lei judaica quanto à higiene.
[6] Para um exemplo aqui em Porto Velho acesse http://www.youtube.com/user/diegoppt .
[7] Carson, D.A., D.J. Moo, Leon Morris, Introdução ao Novo Testamento (Edições Vida Nova), págs. 319-334.
[8] Estas seitas foram irrelevantes para a formação teológica da Igreja Primitiva. Mesmo reacionariamente os primeiros cristãos apenas firmaram o que haviam recebido dos apóstolos. As suas heresias podem ser conhecidas em seus escritos apócrifos como O Evangelho dos Nazarenos, O Evangelho Segundo os Hebreus e O Evangelho dos Ebionitas. Para uma leitura complementar de estudos das seitas judaizantes primitivas veja Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica (Editora Paulus), págs. 150-151; Louis Berkhof, A História das Doutrinas Cristã (PES), págs. 42-43; Bengt Hägglund, História da Teologia (Editora Concórdia), págs. 25-26; Roque Frangiotti, História das Heresias (Editora Paulus), págs. 7-11.
[9] Como este texto não é um artigo de teologia bíblica, recomendo para estudar melhor este assunto: O. Palmer Robertson, Cristo dos Pactos (Editora Cultura Cristã); O. Palmer Robertson, Alianças (Editora Cultura Cristã); O. Palmer Robertson, O Israel de Deus – passado, presente e futuro (Editora Vida); Gerard van Groningen, O Progresso da Revelação no Antigo Testamento (Editora Cultura Cristã); Gerard van Groningen, Revelação Messiânica no Velho Testamento (Editora Cultura Cristã); Gerard van Groningen, Criação e Consumação (Editora Cultura Cristã), 3 volumes; Geerhardus Vos, The Teaching of the Epistle to the Hebrews (P&R Publishing); Geerhardus Vos, Biblical Theology (Banner of Truth).
[10] Em geral, os adeptos deste movimento adotam uma escatologia Dispensacionalista ou até mesmo Ultradispensacionalista, em que ensina que os judeus possuem privilégios especiais acima e além dos gentios, ou até mesmo que serão salvos, simplesmente por serem judeus, independentemente de crerem em Cristo como o seu salvador pessoal, ou não!
[11] Caso queira ler um artigo com imagens em que se comprova a tese, acesse.

16 comentários:

Anônimo disse...

Bem lúcido!

Creio apenas que a linha divisória da AT para o NT se perfaz entre o nascimento de Cristo e o julgamento de Jerusalém em 70 d.C.

O que o Sr. acha disso?

Pr. Gotardo

Alan Rennê disse...

Inexpugnável Pr. Ewerton,

É lamentável tudo o qe tem acontecido no meio da cristandade. Pior ainda, é que mesmo em algumas das nossas igrejas locais existem pastores que não usam a parafernália judaica, no entanto, apegam-se às sombras como se não houvesse nada de errado. Por exemplo, sei de um que comemora a páscoa em sua igreja com cordeiro assado, pães sem fermento e alface. E o mesmo se dá dentro do local de cultos, em plena manhã de domingo.
Fico impressionado com a forma fácil como algumas pessoas são seduzidas por tais modismos.
No mais, meu irmão, é um prazer ler um texto da tua lavra. Gostaria de, posteriormente, publicá-lo no Cristão Reformado.
Um grande abraço.

dmqsguima disse...

"Preocupa-me que o movimento seja crescente, e ao mesmo tempo visto ingenuamente como se não oferecesse perigo [...]". É dessa forma que a apostasia se infiltra na IGREJA de CRISTO, ingenuamente, e devemos ficar atentos quanto a isso.
Gostei do texto, muito bem escrito e com certeza dentro dos princípios inegociáveis de Deus.
Se observarmos com cuidado o que vem acontecendo em nosso país, quantas "Igrejas Evangélicas" abrem e fecham a cada dia podemos perceber que o cristianismo tem vivido em uma "era fast food", onde a doutrina é servida conforme o gosto do freguês.
O que importa é que Deus levanta pessoas que se posicionam contra isso no decorrer da história!
Abraços,
[ ]

Samuel disse...

Ewerton, meu irmão,

em Teresina mesmo eu já tive que lidar com algumas pessoas nessa linha judaizante,

O pior mesmo é ver isso chegando perto da gente.

Sobre a pergunta do Pr. Gotardo, acima, também gostaria de saber tua resposta.

Finalmente, creio que não há problema para o Alan publicar o texto!

Abraço,

Samuel disse...

Ewerton, meu irmão,

em Teresina mesmo eu já tive que lidar com algumas pessoas nessa linha judaizante,

O pior mesmo é ver isso chegando perto da gente.

Sobre a pergunta do Pr. Gotardo, acima, também gostaria de saber tua resposta.

Finalmente, creio que não há problema para o Alan publicar o texto!

Abraço,

Ewerton B. Tokashiki disse...

Querido Pr Gotardo

Prefiro falar não em divisão, mas finalização de transição entre a antiga e nova aliança. Embora neste caso não seja errado usar o termo AT e NT, mas isto nos remeteria pensar na divisão literária, enquanto o que proponho nos induz a pensar em termos de história da redenção, i.e., o progresso da aliança [Recomendo a leitura de Herman Ridderbos, Historia de la Salvación y Santa Escritura, Libros Desafío).

Creio que a finalização da transição, culminando no fim da antiga aliança se dá na consumação do último grupo de crentes (durante a 2a. viagem missionária 50-57 d.C). Estes foram salvos segundo o modelo da antiga aliança, mas ainda sem "a habitação pactual" dos Espírito Santo (At 19:1-7). Este evento creio ser preferível, pois coincide cronologicamente com o início da escrita do cânon do NT! Penso ser esta uma evidência de que a antiga aliança havia cessado plenamente.

Os especialistas em NT concordam que 1 Ts e Gl foram as primeiras epístolas canônicas de Paulo e também o primeiro livro do NT a ser escrito [com datação de 49-52 d.C. para ambas epístolas]. Há também discussão e incerteza de que a epístola de Tg seria a primeira, mas as evidências não favorecem. Pessoalmente penso que a 1 Ts inaugura a escrita do NT. Assim o início do registro da Palavra de Deus no NT, semelhante ao início do registro da Palavra de Deus no AT, declara ter cessado não somente a modalidade revelacional, mas no caso do cumprimento messiânico e da promessa do Espírito, ambos ansiados durante todo o AT encerram este antigo modo de Deus administrar a sua aliança, fazendo-os serem habitados pactualmente pelo Espírito e dando início a escrita do NT que culminaria com Ap aproximadamente entre 90-95 d.C. [perdoem-me os preteristas rsrsrsrs].

Penso que a destruição do Templo no ano 70 d.C. foi a sentença contra a autosuficiência judaica. Ao mesmo tempo em que se declarara não mais um prédio, mas o povo de Deus, não mais o símbolo, mas a realidade é a habitação pactual de Deus entre o seu povo!

Obrigado pela pergunta!

...
Quanto a publicar o artigo em outro blog ou site a autorização é concedida com alegria. Abs, Ewerton.

Ewerton B. Tokashiki disse...

Querido Rev Alan Rennê

Pára com esse negócio de "inexpugnável" que pode dar problema! rsrsrsrsrsrs

Hermes C. Fernandes disse...

Sem palavras! Melhor que isso, só dois disso. rs

Já estou seguindo o blog, e os parabenizo pela brilhante iniciativa.

Aproveito para convidá-los a conhecer o meu espaço, e se quiserem também segui-lo, será uma honra.

Seus comentários também serão sempre bem-vindos lá.

www.hermesfernandes.com

Apareçam lá!

Ciderlei disse...

... Mas infelizmente parece que isso ainda não é nem o começo. Com a (re)construção do Templo de (Salomão)Macedo em São Paulo, o que ainda está poderá surgir?
-
Adotando aquela conhecida teologia da reprodução e repetição dos atos, fatos e símbolos da AT, não dá nem pra imaginar o que está por vir.

Por enquanto, pelo menos de uma coisa já podemos ter certeza: A fórmula sacrificial já estar pronta: "Assim como" (a alegoria aquí é a regra) no AT as pessoas levavam o melhor dos seus rebanhos para o sacrifício, em São Paulo elas também deverão levar o melhor de suas propriedades: a casa, o carro, as terras, o negócio, o fogão, a geladeira, as alianças (a família, o prestígio a dignidade... - senão não é sacrifício). E mais uma vez o sacerdócio de Cristo e de todos os crentes será substituído por obras mortas e sacrifícios tolos.
-
Obviamente que tudo que envolvia o tabernáculo e depois o templo será explorado novamente, e ao máximo. O único limite será o da imaginação.
-
E como será o dízimo? nem me atrevo...

Charles Melo disse...

Ewerton,

Parabéns! Seu post novamente reflete seu veio de erudição teológica admirável. Os adoradores dessa linha são bem intencionados, mas boa intenção somente não resolve. Jesus afirmou à mulher samaritana que era chegada a hora em que os verdadeiros (aletinós) adoradores adorariam o Pai (Jo 4.23). O termo aletinós se opõe ao uso de tipos e sombras. Por isso nós agora adoramos em espírito e em verdade! Adoramos tão-somente pela mediação de Cristo, em quem se cumpriu toda a lei.

Abraço!

Milton Jr. disse...

Tokashiki,
Texto irretocável. Em 2008, escrevi um texto que trata um pouco desse assunto, não com a mesma profundidade, lógico. Escrevi depois de ouvir uma das músicas de um grupo chamado "Trazendo a Arca". Parece que isso tudo não tem limites.

grande abraço.

Ewerton B. Tokashiki disse...

Charles,
quando vc fala em música vale a pensa ouvir ou ler. Louvo a Deus porque Ele te lenvatou dentre nós para nos instruir.

Milton,
cadê o link homem de Deus? Põe aí pra gente ler!

Marcos Vasconcelos disse...

Pr. Ewerton,

Muito esclarecedor o seu texto e também muito oportuno. Faz algum tempo que tenho percebido o crescimento desse movimento aqui no Brasil e creio que o pior ainda está por vir.

Veja, por exemplo, o que já ocorre na Colômbia no link abaixo. Comunidades evangélicas se convertendo ao judaísmo:

http://plugadoscomdeus.blogspot.com/2010/02/igrejas-evangelicas-transformando-se-em.html

Obrigado por texto tão proveitoso.

Que Deus o abençoe.

Joel Fernandes Vieira disse...

Eu também sou contra as seitas "cristãs-judaicas",até porquê cristianismo é uma religião anti-semita,e que nada tem a ver com os personagens bíblicos,que diga-se de passagem,eram na maioria judeus,é uma nova religião baseada na deturpação da aliança renovada.Agora se essa postagem digna de teologia barata,baseada em Almeida e em trabalhos de teólogos ocidentais,se referem a ministérios sérios como MES,Torah Viva,e Nova Aiança,ministérios que estão revertendo a obra demoníaca de roma,é mesmo de se esperar.Blogs apologéticos evangélicos são todos iguais,vivem se queixando dos ataques dos pastores,mas vivem no ataque,atirando para todos os lados.É claro que HaSatan não quer mesmo que essa obra prospere em seus intentos,pois ele sabe que está lucrando com o distanciamento entre os judeus e a mensagem de Yeshua.Eu até tinha alguma admiração pelo Danilo Fernandes e o pessoal do Genizah,Nani entre outros,mas agora vejo o quão desrespeitosos e preconceituosos todos vocês são.

Uilivan disse...

Sou de Porto Velho. Está escrito: Cada um dará conta de se mesmo perante D'us. Não julgueis o servo alheio, da mesma forma que julgar será julgado. O ante semitismo está vivo. Se tiver coragem de entender melhor veja todos os videos http://www.youtube.com/watch?v=-2MmTUK_-NE&feature=BFa&list=UULZsIWwdehVMZUWpQL36Vgg

Sérgio disse...

O meu medo maior são: Os Edir macedos, RR Soares, Waldemiro Santiago e outros menos celebridades, estes sim, Assustam e corrompem à velocidade da luz!!!